Tradutores: Tatiane B. Ribeiro, Enderson Miranda


 

Qual a efetividade e segurança dos antivirais ou anticorpos no tratamento para coronavírus?

 

26 de Março de 2020

Patricia Rios, Amruta Radhakrishnan, Jesmin Antony, Sonia M. Thomas, Mathew Muller, Sharon E. Straus, Andrea C. Tricco

Este trabalho foi apoiado por meio da Rede de Segurança e Eficácia de Medicamentos, financiada pelos Institutos Canadenses de Pesquisa em Saúde e encomendado pela Agência de Saúde Pública do Canadá. Instituto de Pesquisa Li Ka Shing, Programa de Tradução do Conhecimento, St. Michael’s Hospital

Preparamos um resumo de nosso relatório em nome da Equipe de Serviço de Evidência Oxford COVID-19 do Centro de Medicina Baseada em Evidências,

Departamento Nuffield de Ciências da Saúde em Cuidados Primários

Universidade de Oxford

Correspondência para [email protected]

Download do PDF Original:

What is the effectiveness and safety of antiviral or antibody treatments for coronavirus? 

Lay Summary by Mandy Payne, Health Watch

 

PARECER

As evidências atuais da efetividade e segurança das terapias antivirais para o coronavírus são inconclusivas e impactadas pela falta de estudos prospectivos ou estudos observacionais bem desenhados, impedindo que sejam feitas recomendações de tratamento. Porém, o conjunto de evidências existente está claramente apontando para a ribavirina, mesmo sem mostrar evidências conclusivas de eficácia e podendo causar efeitos adversos prejudiciais. Portanto investigações futuras podem considerar o foco em outros candidatos à terapia antiviral.

 

CONTEXTO

O Departamento de Prevenção e Controle de Doenças Infecciosas da Agência de Saúde Pública do Canadá (Infectious Disease Prevention and Control Branch of the Public Health Agency of Canada – PHAC) encomendou essa rápida revisão sobre a efetividade e segurança de antivirais, anticorpos ou outros medicamentos para o tratamento do novo coronavírus (COVID-19). O objetivo geral desta revisão rápida foi identificar contramedidas médicas seguras e eficazes para lidar com o atual surto de novo coronavírus (COVID-19). Com o objetivo se focar a questão da pesquisa para aumentar a viabilidade, propusemos as seguintes perguntas-chave:

  1. Qual é a efetividade e a segurança de qualquer tratamento antiviral e / ou anticorpo monoclonal atualmente disponível para tratamento de COVID-19?
  2. Qual é a efetividade e a segurança das terapias antivirais atualmente disponíveis usadas para tratar outras infecções por coronavírus?

 

EVIDÊNCIA ATUAL

Cinquenta e quatro estudos foram incluídos na revisão: três ensaios clínicos controlados(1-3), 10 estudos de coorte(4-13), sete estudos retrospectivos com revisão de prontuários / bancos de dados(14-20) e 34 relatos de casos ou séries(21-54). Esses estudos incluíram pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SARs, n = 33), síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, n = 16), COVID-19 (n = 3) (30,51,52) e coronavírus não especificado (n = 2) O tratamento mais comum foi a ribavirina (n = 41), seguida pelo oseltamivir (n = 10) e a combinação de lopinavir / ritonavir (n = 7). As terapias adicionais incluíram antibióticos de amplo espectro (n = 30), esteróides (n = 39) ou diversos interferons (n ​​= 12). Não foram identificados estudos elegíveis avaliando anticorpos monoclonais para COVID-19.

Um estudo (3) encontrou que o tratamento profilático com a ribavirina reduziu estatisticamente o risco de infecção por MERS em indivíduos que foram expostos ao vírus. Dos 21 estudos relatando taxas de admissão na UTI na SARS hospitalizada ou pacientes com MERS (1,9,10,12,14,15,20,28,29,32,35,37,39,40,42,45,46,48,50-52), nenhum mostrou resultados estatisticamente significativos a favor ou contra terapias antivirais. Dos 40 estudos relatando taxas de mortalidade em pacientes hospitalizados com SARS ou MERS (1,3-22,24,28,29,35,37,39-42,44-51,53), um estudo de coorte(5) (MERS) e um estudo retrospectivo (SARS) (15) encontraram um aumento estatisticamente significante na taxa de mortalidade para pacientes tratados com ribavirina. Dezoito estudos (2,4-6,8-10,12,15,16,20,23,33,34,37,38,45,46) relataram potenciais efeitos adversos relacionados ao medicamento, incluindo sintomas gastrointestinais, anemia e função hepática alterada em pacientes recebendo ribavirina.

 

Sumário dos estudos e características dos pacientes

 

Características (n) Estudos controlados (n=3) Estudos coorte (n=10) Estudos retrospectivos (n=7) Relato de caso/série (n=34)
Diagnostico
COVID-19 3
SARS 2 7 4 20
MERS 1 3 3 9
Outros coronavírus 2
Idade da população (faixa) 22 a 57 15 a 70 22 a 79 4 meses a 83 anos
Tamanho da amostra [média (intervalo)] 43 (16 a 190) 169 (72 a 1934) 63 (14 a 306) 8 (1 a 323)
Ano de publicação (range) 2004 a 2019 2003 a 2019 2003 a 2019 2003 a 2020
País onde o estudo foi conduzido China (2), Coréia do Sul (1) China (3), Hong Kong (3), Coreia do sul (1), Arábia saudita (2), Singapura (1) Canada (2), Arábia Saudita (3), Taiwan (2) Canada (3), China (7), França (1), Alemanha (1), Grécia (1), Hong Kong (11), Coreia do sul (2), Arábia saudita (5), Taiwan (1), Emirados árabes unidos(1), EUA  (1)
Comorbidades reportadas na população do estudo Não (3) Sim (6); Não (4) Sim (5), Não (2) Sim (22), Não (12)
Intervenções 9
Ribavirina 3 2 7 29
Oseltamivir 2 1 7
Lopinavir/ritonavir 1 2 1 3
Foscarnet 1
Remdesivir 1
Antibióticos 2 3 3 22
Esteroides 2 10 5 22
Interferons 1 3 2 6

 

EVIDÊNCIAS EMERGENTES SOBRE COVID-19

Três estudos examinando pacientes infectados com COVID-19 foram incluídos nesta revisão: um relato de caso (30) e duas séries de casos (51,52).

O relato de caso (30) incluiu um homem de 35 anos, o primeiro americano diagnosticado com COVID-19. Ele foi tratado inicialmente com vancomicina e cefepima, que são tratamentos padrão para suspeita de pneumonia adquirida fora do hospital (Community-acquired pneumonia – CAP). Após a confirmação laboratorial da infecção por COVID-19, os antibióticos foram interrompidos e o paciente foi iniciado com Remdesivir sete dias após a admissão inicial no hospital. No final do estudo, o paciente permaneceu hospitalizado com a maioria dos sintomas resolvidos.

 

As duas séries de casos (51,52) foram realizadas na China e incluíram 4 e 138 pacientes, respectivamente. Todos os pacientes foram hospitalizados e o diagnóstico inicial foi feito com base nos critérios da OMS posteriormente confirmados por testes laboratoriais das amostras dos pacientes. A série de casos incluiu um número aproximadamente semelhante de homens e mulheres (55% v 45%) com idade entre 19 e 68 anos, e uma variedade de comorbidades, incluindo doenças cardiovasculares, doenças renais ou hepáticas crônicas, DPOC e diabetes.

 

Em uma série de casos (52), os pacientes (n = 4) foram tratados com uma combinação de lopinavir / ritonavir, Arbidol (umifenovir), antibióticos, Shufeng Jiedu Capsule (Medicina Tradicional Chinesa) e imunoglobulinas intravenosas. No final do estudo (15 dias), dois pacientes apresentaram resultado negativo para COVID-19 e receberam alta do hospital e dois pacientes permaneceram hospitalizados, um dos quais ainda necessitava de ventilação mecânica. Na série de casos maior (51) com 124 pacientes, 89 foram tratados com oseltamivir combinado com antibioticoterapia enquanto 62 foram tradados com oseltamivir combinado com glicocorticóides. Ao longo do estudo, os 34 pacientes tratados com oseltamivir foram admitidos na UTI, sendo que 17 necessitaram de ventilação mecânica invasiva. Ao final do estudo (19 dias), 47 pacientes receberam alta e 6 pacientes morreram, todos haviam sido admitidos na UTI.

 

Ensaios humanos em andamento para COVID-19

 

Atualmente, quatro ensaios clínicos randomizados testando tratamentos para o COVID-19 foram identificados por meio de pesquisas com palavras-chave no clinicaltrials.gov (em 11 de fevereiro de 2020). Todos os quatro ensaios estão sendo realizados na China, três estão investigando medicamentos antivirais (lopinavir / ritonavir, arbidol (umifenovir), darunavir, cobicstat e ASC09 / ritonavir) e um ensaio está investigando uma combinação de lopinavir / ritonavir com medicamentos chineses tradicionais (Traditional Chinese Medicines – TCM). No momento da redação deste artigo, dois dos ensaios já tinham começado a recrutar pacientes.

 

Detalhes dos estudos clínicos em andamento para COVID-19 (até 11 de Fevereiro de 2020)

 

Autor, Ano

 

País

 

 

NCT ID

Status

 

Estimativa de pacientes envolvidos

 

Estimativa para finalizar estudo

Critério de elegibilidade (idade; diagnósticos)

 

Intervenções

Li, 2020

 

China

 

NCT04252885

Recrutando

 

125 participantes

31 de Julho de 2020

Adulto (18-80 anos); infecção confirmada por teste laboratorial

 

Grupo A: tratamento padrão + lopinavir/ritonavir

Grupo B: tratamento padrão + arbidol (umifenovir)

Grupo C: tratamento padrão

Lu, 2020

 

China

 

NCT04252274

Ainda não está recrutando

 

30 participantes

31 de Dezembro de 2020

Todas as idades; Critério diagnósticos do National Health Commission

 

Intervenção: Darunavir, Cobicistat + tratamento convencional

Comparador: tratamento convencional

Qiu, 2020

 

China

 

NCT04261907

Ainda não está recrutando

 

160 participantes

30 de Junho de 2020

Adultos (18-75 anos); infecção confirmada por teste laboratorial

 

Intervenção: ASC09/ritonavir + tratamento convencional

Comparador: lopinavir/ritonavir + tratamento convencional

Xiao, 2020

 

China

 

NCT04251871

Recrutando

 

150 participantes

22 de Janeiro de 2021

Jovens/Adultos (14-80 anos); infecção confirmada por teste laboratorial Intervenção: TCM + tratamento convencional **

Comparador: tratamento convencional **

**Medicamentos convencionais incluem: terapia com oxigênio, terapia antiviral (interferon-alfa via inalação aerosol e lopinavir/ritonavir, 400mg/100mg, p.o, 2x ao dia)

 

 

CONCLUSÕES

  • Os resultados dos estudos incluídos mostraram-se inconclusivos sobre a eficácia dos medicamentos antivirais no tratamento de infecções por coronavírus e impede que tratamentos específicos sejam recomendados para uso
  • Sinais de segurança importantes foram identificados nos estudos incluídos, particularmente o possível desenvolvimento de anemia e função hepática alterada em pacientes recebendo tratamento com ribavirina
  • O corpo de evidências existente é fortemente influenciado pelos estudos de ribavirina que não demonstraram eficácia específica no tratamento de coronavírus e podem de fato causar efeitos adversos prejudiciais
  • Investigações futuras sobre possíveis terapias antivirais para o coronavírus podem ser mais bem atendidas se direcionar sua atenção para outros candidatos a medicamentos.

 

medrxiv.rog pre-print link: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.03.19.20039008v1

 

Declaração: este artigo não foi revisado por pares; não deve substituir o julgamento clínico individual e as fontes citadas devem ser verificadas. As opiniões expressas nesse comentário representam as opiniões dos autores e não necessariamente as da instituição anfitriã, do National Health Service (HHS), do National Institute for Health Research (NIHR) ou do Departamento de Saúde do Reino Unido. As opiniões não substituem a consulta médica.

 

ESTRATÉGIA DE BUSCA

 

Uma busca ampla da literatura foi realizada por uma bibliotecária experiente para as duas perguntas de pesquisa, nas bases de dados MEDLINE, EMBASE, the Cochrane Library, and biorxiv.org/medrxiv.org databases. Os termos buscados incluíram os termos MeSH e.g., Antiviral Agents, Interferon, Antibodies – Monoclonal, etc.) e as palavras-chave (e.g., coronavirus, SARS, medical countermeasures, etc.). A literatura cinzenta foi localizada utilizando as palavras chaves e termos relevantes (e.g. coronavirus, SARS, etc.) no clinicaltrials.gov e GIDEON (Global Infectious Diseases and Epidemiology Network). Adicionalmente, a inclusão final incluiu as referências cruzadas de uma lista de estudos que era de conhecimento dos autores da agência nacional de saúde pública como para do processo do escopo desta revisão.

 

Declaração de financiamento: Este trabalho foi apoiado pela Rede de Segurança e Efetividade de Medicamentos e financiado pelos Instituto Canadense de Pesquisa em Saúde.

 


Link para o original: https://www.cebm.net/covid-19/effectiveness-and-safety-of-antiviral-or-antibody-treatments-for-coronavirus/

 

Deve ser citado como: Oxford COVID-19 Evidence Service. Patricia Rios, Amruta Radhakrishnan, Jesmin Antony, Sonia M. Thomas, Mathew Muller, Sharon E. Straus, Andrea C. Tricco. What is the effectiveness and safety of antiviral or antibody treatments for coronavirus? https://www.cebm.net/covid-19/effectiveness-and-safety-of-antiviral-or-antibody-treatments-for-coronavirus/

 

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