Esta revisão foi produzida por meio de uma ação colaborativa entre a Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (UATS-HAOC), o Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde do Hospital Sírio-Libanês (NATS-HSL) e o Núcleo de Avaliações de Tecnologias em Saúde do Hospital Moinhos de Vento (NATS-HMV).

As buscas foram conduzidas  no dia 3 de junho e identificaram 13 estudos clínicos com resultados disponíveis e 104 em andamento. Os estudos tem alto risco de viés e a certeza na evidência  para todos os desfechos avaliados foi baixa ou muito baixa. Os estudos sugerem que o plasma de paciente recuperado, quando comparado ao terapia de suporte padrão, parece se associar a redução da carga viral, sem benefício na melhora clínica, alta hospitalar ou mortalidade. A terapia com plasma esteve associada com a ocorrência de eventos adversos graves como reações anafiláticas e transfusionais, embora tenham sido pouco frequentes. Com base nos achados destes estudos, a eficácia e a segurança do plasma de pacientes recuperados em pacientes com Covid-19 ainda são incertas e seu uso de rotina, para esta situação, não pode ser recomendado, até que resultados de ensaios clínicos em andamento possam ser avaliados.
Citar como: Matuoka JY, Medeiros FC, Brito GV, Marra LP, Parreira PCL, Oliveira Jr HA, Pachito DV, Bagattini AM, Riera R, Stein C, Falavigna M, Colpani V. Uso de plasma de pacientes recuperados no tratamento de COVID-19. Revisão sistemática rápida. Disponível em: https://oxfordbrazilebm.com/index.php/2020/05/06/plasma-de-pacientes-recuperados-no-tratamento-de-covid-19-revisao-sistematica-rapida2/. Acessado em [acrescentar dia, mês e ano].
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Acesse o documento na íntegra: RS_rapida-PLASMA_COVID_15_06_2020.pdf
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