{"id":3372,"date":"2020-07-04T11:45:10","date_gmt":"2020-07-04T14:45:10","guid":{"rendered":"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/?page_id=3372"},"modified":"2020-07-04T11:45:10","modified_gmt":"2020-07-04T14:45:10","slug":"mortalidade-em-pacientes-covid-19-com-alteracoes-radiologicas-na-admissao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/mortalidade-em-pacientes-covid-19-com-alteracoes-radiologicas-na-admissao\/","title":{"rendered":"Mortalidade em pacientes COVID-19 com altera\u00e7\u00f5es radiol\u00f3gicas na admiss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutor: Airton Tetelbom Stein<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PARECER<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe atualmente uma escassez de evid\u00eancias que se relaciona especificamente \u00e0 mortalidade em pacientes com COVID-19 que t\u00eam altera\u00e7\u00f5es radiol\u00f3gicas da COVID-19 na admiss\u00e3o ao hospital e que requerem oxigenoterapia suplementar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Identificamos evid\u00eancias onde h\u00e1 uma taxa de mortalidade significativamente maior para aqueles que receberam oxigenoterapia, particularmente aqueles que receberam ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. Um estudo tamb\u00e9m relatou que a presen\u00e7a de opacidades de vidro mo\u00eddo est\u00e1 associada \u00e0 mortalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os potenciais preditores de mortalidade em pacientes que necessitam de suporte de oxig\u00eanio foram a idade e o desenvolvimento da S\u00edndrome do Desconforto Respirat\u00f3rio Agudo (SARA).\u00a0 Os fatores de risco menos consistentemente identificados foram co-morbidades (com \u00eanfase em problemas card\u00edacos e malignidades), \u00edndice de massa corporal (IMC), doen\u00e7a respirat\u00f3ria anterior, necessidade de ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, n\u00edveis elevados de D-d\u00edmeros e um \u00edndice de oxigena\u00e7\u00e3o mais baixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ANTECEDENTES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o novo v\u00edrus COVID-19 \u00e9 um transtorno respirat\u00f3rio, muitos dos que necessitam de hospitaliza\u00e7\u00e3o necessitam de terapia de oxig\u00eanio suplementar como parte de seus cuidados.\u00a0 Huang et al. encontraram que o suporte de oxig\u00eanio era necess\u00e1rio em 32% dos pacientes [1], enquanto Chen identificou que o suporte era necess\u00e1rio em 76% dos casos [2].\u00a0 Nos pacientes que necessitam de suporte de oxig\u00eanio, h\u00e1 uma s\u00e9rie de fatores que podem influenciar a probabilidade de sobreviv\u00eancia desses indiv\u00edduos, incluindo idade, sexo, comorbidades ou outras caracter\u00edsticas dos pacientes. Tamb\u00e9m \u00e9 importante avaliar as caracter\u00edsticas cl\u00ednicas das radiografias tor\u00e1cicas (RxT) dos pacientes que necessitam de oxigenoterapia. Estas podem incluir a presen\u00e7a de pneumonia (unilateral ou bilateral) ou opacidades de vidro mo\u00eddo [3]. A compreens\u00e3o do impacto tanto das caracter\u00edsticas cl\u00ednicas quanto radiol\u00f3gicas na sobreviv\u00eancia potencial de um paciente ajudar\u00e1 na tomada de decis\u00f5es cl\u00ednicas para grupos espec\u00edficos de pacientes, particularmente aqueles que t\u00eam manifesta\u00e7\u00f5es mais graves da doen\u00e7a. Para contribuir para esta base de conhecimento, realizamos uma r\u00e1pida revis\u00e3o da literatura usando um m\u00e9todo de busca sistem\u00e1tica para identificar estudos relevantes para informar o gerenciamento de pacientes com base em evid\u00eancias e o desenvolvimento da linha de cuidados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EVID\u00caNCIA ATUAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudos inclu\u00eddos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa identificou 544 resultados (ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o das duplicatas), dos quais 33 estudos foram inclu\u00eddos. A maioria dos estudos inclu\u00eddos foram em popula\u00e7\u00f5es chinesas em Wuhan, sendo cinco estudos de outros pa\u00edses: Estados Unidos, Taiwan, Espanha e It\u00e1lia; um estudo incluiu pacientes de v\u00e1rios pa\u00edses (Estados Unidos, Jap\u00e3o, It\u00e1lia, \u00c1ustria, Fran\u00e7a, Alemanha, Holanda, Espanha e Canad\u00e1). Dois dos estudos inclu\u00eddos foram revis\u00f5es sistem\u00e1ticas. Estimativas matem\u00e1ticas de mortalidade e dados dos registros nacionais onde n\u00e3o ficou claro se os indiv\u00edduos foram admitidos no hospital n\u00e3o foram inclu\u00eddos neste resumo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estudos incluindo informa\u00e7\u00f5es sobre oxigenoterapia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos 33 estudos inclu\u00eddos, quatro relataram informa\u00e7\u00f5es especificamente relacionadas a pacientes que necessitavam de oxigenoterapia [4-7]. Todos esses estudos eram s\u00e9ries de casos. Shen et al [4] relataram cinco pacientes gravemente enfermos, mas sem mortes, com uma idade m\u00e9dia de 54 anos. Shen et al [5] relataram 54 pacientes gravemente enfermos com uma idade m\u00e9dia de 68 anos. Este estudo relatou 26 mortes, por\u00e9m os detalhes espec\u00edficos dos pacientes n\u00e3o podem ser extra\u00eddos devido ao estudo original ser publicado em chin\u00eas, e a equipe de revis\u00e3o n\u00e3o conseguiu traduzir. Bhatraju et al [7] relataram 24 casos de pacientes graves nos Estados Unidos, com idade m\u00e9dia de 64 anos (\u00b118 anos). Yang et al [6] relataram uma s\u00e9rie de casos de 52 pacientes e relataram 32 mortes. A idade m\u00e9dia dos pacientes neste estudo foi de 59,7 (\u00b113,3) anos. Grein et al [8] compararam a mortalidade entre pacientes que receberam oxigenoterapia invasiva e n\u00e3o-invasiva. O estudo relatou 53 pacientes, dos quais 7 morreram; a mortalidade foi de 18% (6 de 34). Wu et al [9] relataram 201 pacientes hospitalizados, dos quais 44 (21,9%) morreram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yang et al [6] descreveram as caracter\u00edsticas dos pacientes que necessitavam de suporte de oxig\u00eanio. Este estudo descobriu que os n\u00e3o sobreviventes eram mais velhos (64,6 anos [11,2] vs 51,9 anos [12,9]), (os autores realizaram testes de signific\u00e2ncia, mas n\u00e3o relataram os valores de p). Eles tamb\u00e9m identificaram que os n\u00e3o sobreviventes eram mais propensos a desenvolver a S\u00edndrome do Desconforto Respirat\u00f3rio Agudo (SARA) (26 [81%] pacientes vs 9 [45%] pacientes). Os n\u00e3o sobreviventes tinham maior probabilidade de receber ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica (30 [94%] pacientes vs 7 [35%] pacientes), seja invasiva ou n\u00e3o invasiva. Dois outros estudos, Chen et al e Liu et al [10, 11], refor\u00e7am o risco da idade, concluindo que o uso de oxigenoterapia, ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica e expectorante por pacientes mais velhos era significativamente maior do que o dos pacientes mais jovens. Em Wu et al [9], dos que morreram 38\/44 (86,4%) receberam ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica n\u00e3o invasiva, 5\/44 (11,4%) receberam ventila\u00e7\u00e3o invasiva obrigat\u00f3ria e 1\/44 (2,3%) receberam ventila\u00e7\u00e3o intermitente obrigat\u00f3ria com oxigena\u00e7\u00e3o extracorp\u00f3rea por membrana. Em Grein et al [8], entre os pacientes que receberam ventila\u00e7\u00e3o invasiva e 5% (1 de 19) entre os que n\u00e3o receberam ventila\u00e7\u00e3o invasiva; a taxa de risco (HR) para pacientes que receberam ventila\u00e7\u00e3o invasiva em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que receberam suporte de oxig\u00eanio n\u00e3o-invasivo foi de 2,78 (95% IC, 0,33 a 23,09).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estudos relatando informa\u00e7\u00f5es sobre oxigenoterapia ou mudan\u00e7as radiol\u00f3gicas em suas popula\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros estudos inclu\u00edram pacientes que foram admitidos no hospital, mas n\u00e3o compararam especificamente aqueles que precisavam de oxigenoterapia com aqueles que n\u00e3o precisavam. Estes estudos descreveram, entretanto, oxigenoterapia ou anormalidades de RxT\/tomoagrafia computadorizada (TC) em suas popula\u00e7\u00f5es. V\u00e1rios outros estudos identificaram a idade como um fator de risco para mortalidade em popula\u00e7\u00f5es hospitalizadas, embora detalhes espec\u00edficos sejam frequentemente limitados [2, 11-18]. Por exemplo, Chen et al [10] fornecem detalhes sobre apenas dois dos nove pacientes que morreram, e n\u00e3o h\u00e1 mais informa\u00e7\u00f5es sobre os outros pacientes. Ruan et al n\u00e3o encontraram nenhuma diferen\u00e7a entre homens e mulheres hospitalizados em uma popula\u00e7\u00e3o de 66 pacientes [14].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ruan et al descobriram que um total de 63% (43\/68) dos pacientes no grupo de mortalidade e 41% (34\/82) no grupo sobrevivente tinham doen\u00e7as subjacentes (p=0,0069). O estudo n\u00e3o especifica quais doen\u00e7as subjacentes estavam especificamente associadas \u00e0 mortalidade [14]. Em termos de co-morbidades, Peng et al encontraram uma associa\u00e7\u00e3o entre o aumento do IMC e a sobreviv\u00eancia. Entre os n\u00e3o sobreviventes, havia 88,24% (15\/17) pacientes com IMC &gt; 25 kg\/m(2), que era significativamente maior do que o dos sobreviventes (18,95% (18\/95), P&lt;0,001) [19].\u00a0 He et al [5] identificaram a les\u00e3o mioc\u00e1rdica como fator de risco para mortalidade (14 (60,9%) vs. 8 (25,8%, p=0,013). Shi et al [20] tamb\u00e9m identificaram a les\u00e3o card\u00edaca como fator de risco, as FCs foram calculadas em rela\u00e7\u00e3o ao tempo desde o in\u00edcio dos sintomas (FC 4,26 [95% IC, 1,92- 9,49]) ou tempo desde a admiss\u00e3o at\u00e9 o ponto final do estudo (FC, 3,41 [95% IC, 1,62-7,16]). Outro fator de risco potencial identificado foi a doen\u00e7a respirat\u00f3ria. Du et al [15] encontraram uma associa\u00e7\u00e3o com doen\u00e7a respirat\u00f3ria e mortalidade mais geral (p=0,036), e Grein et al encontraram que aqueles com asma eram mais propensos a requerer ventila\u00e7\u00e3o invasiva (5 invasivos em compara\u00e7\u00e3o a 1 n\u00e3o invasivo). Feng et al [16] tamb\u00e9m observaram uma associa\u00e7\u00e3o significativa (p=0,002) entre DPOC e gravidade (como definido pela ang\u00fastia respirat\u00f3ria, frequ\u00eancia respirat\u00f3ria \u2265 30 por minuto, satura\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio no ar ambiente em repouso \u2264 93% ou press\u00e3o parcial de oxig\u00eanio no sangue arterial \/ fra\u00e7\u00e3o inspirada de oxig\u00eanio \u2264 300 mmHg).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos de fatores laboratoriais e radiol\u00f3gicos, n\u00edveis elevados de D-d\u00edmeros tamb\u00e9m foram associados \u00e0 mortalidade em quatro estudos [9, 12, 13, 21]. Por exemplo, Zhou et al relataram que dos 44\/54 (81,5%) dos pacientes que morreram tinham um D-d\u00edmero de &gt;1 \u03bcg\/mL. Wu et al relataram que dos 44 pacientes que morreram tinham um n\u00edvel significativamente maior de D-d\u00edmero (p=0,001) que era significativamente maior do que os sobreviventes. Peng et al tamb\u00e9m identificaram que o \u00edndice de oxigena\u00e7\u00e3o foi significativamente menor nos que sobreviveram em compara\u00e7\u00e3o aos que n\u00e3o sobreviveram (130 (102, 415) vs. 434 (410, 444), p&lt;0,001) [19].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rios estudos notaram anormalidades de RxT e TC em suas popula\u00e7\u00f5es estudadas. Estas inclu\u00edram pneumonia unilateral [22], pneumonia bilateral [1, 7, 13, 22, 23], infiltra\u00e7\u00f5es bilaterais [6] e opacidades de vidro mo\u00eddo [13, 20-24]. Um estudo (Cao et al [18]) encontraram uma taxa de mortalidade de 17\/102 pacientes. Eles conclu\u00edram que a opacidade do vidro mo\u00eddo estava associada \u00e0 mortalidade, presente em 41,2% dos casos em que o paciente morreu contra 12,9% daqueles que viviam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Revis\u00f5es Sistem\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram identificadas duas revis\u00f5es sistem\u00e1ticas, ambas relatando taxas de fatalidade de casos, mas n\u00e3o especificamente em popula\u00e7\u00f5es que requerem oxigenoterapia. Rodriguez-Morales et al. realizaram uma revis\u00e3o de 7 estudos descrevendo 632 pacientes hospitalizados [25]. O estudo relatou uma taxa de fatalidade de 13% e que 32,8% apresentavam SARA. Fu et al [26] realizaram uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica e uma meta-an\u00e1lise de 43 estudos que inclu\u00edram dados derivados de 3.600 pacientes hospitalizados. Este estudo relatou a preval\u00eancia de opacidades de vidro mo\u00eddo (80,0%), pneumonia bilateral (73,2%) e oxigenoterapia (71,5%); a taxa de mortalidade geral nesta revis\u00e3o foi de 3,6%, mas nenhuma informa\u00e7\u00e3o de mortalidade foi relatada nas popula\u00e7\u00f5es com opacidades de vidro mo\u00eddo e pneumonia bilateral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe atualmente uma escassez de evid\u00eancias boas ou robustas relacionadas a associa\u00e7\u00f5es com a mortalidade e preditores em pacientes com COVID-19 que requerem oxigenoterapia e que t\u00eam altera\u00e7\u00f5es radiol\u00f3gicas da COVID-19 na admiss\u00e3o ao hospital. A maioria dos estudos s\u00e3o s\u00e9ries de casos retrospectivos com popula\u00e7\u00f5es relativamente pequenas. Nas evid\u00eancias identificadas, h\u00e1 uma taxa de mortalidade significativamente maior para aqueles que receberam oxigenoterapia, particularmente aqueles que receberam ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. Um estudo tamb\u00e9m relatou que a presen\u00e7a de opacidades de vidro mo\u00eddo est\u00e1 associada \u00e0 mortalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os fatores de risco potenciais de mortalidade identificados em uma popula\u00e7\u00e3o que requer suporte de oxig\u00eanio s\u00e3o a idade e o desenvolvimento das Doen\u00e7a Aguda Respirat\u00f3ria. Outros estudos tamb\u00e9m identificaram a idade avan\u00e7ada como um fator de risco para a mortalidade, embora estas fossem em geral popula\u00e7\u00f5es hospitalizadas e n\u00e3o aquelas que necessitavam especificamente de oxigenoterapia. Outros fatores que foram supostamente de potencial impacto na mortalidade foram a comorbidade (dois estudos com doen\u00e7as especificamente card\u00edacas e um com comorbidades de forma mais geral). Outro estudo sugeriu que um IMC mais elevado poderia ter um impacto sobre a mortalidade. Outros fatores de risco potenciais eram doen\u00e7as malignas e doen\u00e7as respirat\u00f3rias anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fatores cl\u00ednicos associados ao aumento da mortalidade em uma popula\u00e7\u00e3o que necessitava de suporte de oxig\u00eanio foram o recebimento de ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. N\u00edveis elevados de D-d\u00edmeros e um menor \u00edndice de oxigena\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram associados com maior mortalidade em popula\u00e7\u00f5es hospitalizadas em geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Declara\u00e7\u00e3o de responsabilidade<\/strong>: Este artigo n\u00e3o foi revisto por pares; n\u00e3o deve substituir o julgamento cl\u00ednico individual e as fontes citadas devem ser verificadas. As opini\u00f5es expressas neste coment\u00e1rio representam as opini\u00f5es dos autores e n\u00e3o necessariamente as da institui\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3, do NHS, do NIHR, ou do Departamento de Sa\u00fade e Assist\u00eancia Social. Os pontos de vista n\u00e3o s\u00e3o um substitutos para conselhos m\u00e9dicos profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TERMOS DE BUSCA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estrat\u00e9gia de busca que foi aplicada \u00e0 MEDLINE e EMBASE est\u00e1 abaixo. A busca foi realizada em 20\/04\/2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(COVID-19 OR \u201c2019 novel coronavirus infection\u201d OR COVID19 OR COVID-19 OR \u201ccoronavirus disease 2019\u201d OR \u201ccoronavirus disease-19\u201d OR \u201c2019-nCoV disease\u201d OR \u201c2019-nCoV infection\u201d OR \u201csevere acute respiratory syndrome coronavirus 2\u201d OR \u201cWuhan coronavirus\u201d OR \u201cCOVID-19 virus\u201d OR \u201cSARS-CoV-2\u201d OR \u201cSARS2\u201d OR \u201c2019-nCoV\u201d OR \u201c2019 novel coronavirus\u201d) AND (Mortality OR Mortalit* OR \u201cCase Fatality Rate\u201d OR \u201cExcess Mortality\u201d OR \u201cMortality Decline\u201d OR \u201cMortality Determinant\u201d OR \u201cDifferential Mortalities\u201d OR \u201cAge-Specific Death Rate\u201d OR \u201cDeath Rate\u201d OR \u201cMortality Rate\u201d).<\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFERENCES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Huang, C., et al., Clinical features of patients infected with 2019 novel coronavirus in Wuhan, China. The Lancet, 2020. 395(10223): p. 497-506.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Chen, N., et al., Epidemiological and clinical characteristics of 99 cases of 2019 novel coronavirus pneumonia in Wuhan, China: a descriptive study. The Lancet, 2020. 395(10223): p. 507-513.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ng, M.-Y., et al., Imaging Profile of the COVID-19 Infection: Radiologic Findings and Literature Review. Radiology: Cardiothoracic Imaging, 2020. 2(1): p. e200034.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Shen, C., et al., Treatment of 5 Critically Ill Patients With COVID-19 With Convalescent Plasma. Jama, 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">He, X.W., et al., [Impact of complicated myocardial injury on the clinical outcome of severe or critically ill COVID-19 patients]. Zhonghua Xin Xue Guan Bing Za Zhi, 2020. 48(0): p. 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