{"id":2905,"date":"2020-05-26T02:07:45","date_gmt":"2020-05-26T01:07:45","guid":{"rendered":"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/?page_id=2905"},"modified":"2020-05-26T02:07:45","modified_gmt":"2020-05-26T01:07:45","slug":"qual-o-papel-dos-biomarcadores-e-testes-de-imagem-na-atual-estrategia-de-testes-para-o-diagnostico-do-covid-19","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/qual-o-papel-dos-biomarcadores-e-testes-de-imagem-na-atual-estrategia-de-testes-para-o-diagnostico-do-covid-19\/","title":{"rendered":"Qual o papel dos biomarcadores e testes de imagem na atual estrat\u00e9gia de testes para o diagn\u00f3stico do Covid-19?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutores:\u00a0Tatiane B. Ribeiro, Enderson Miranda<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2906 size-full\" src=\"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/34_001.jpg\" alt=\"\" width=\"628\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/34_001.jpg 628w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/34_001-300x150.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 628px) 100vw, 628px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Kile Green, A. Joy Allen<sup>1<\/sup>, Jana Suklan<sup>1<\/sup>, Fiona R. Beyer<sup>2<\/sup>, D. Ashley Price<sup>3<\/sup>, Sara Graziadio<sup>3<\/sup><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><sup>1<\/sup>NIHR Newcastle In Vitro Diagnostics Co-operative, Newcastle University<br \/>\nNewcastle upon Tyne, NE2 4HH<br \/>\n<sup>2<\/sup>Population Health Sciences Institute<br \/>\nNewcastle University, NE2 4HH<br \/>\n<sup>3<\/sup>NIHR Newcastle In Vitro Diagnostics Co-operative,<br \/>\nNewcastle upon Tyne NHS Hospitals Foundation Trust, Newcastle upon Tyne, NE1 4LP<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Correspond\u00eancia para <a href=\"mailto:sara.graziadio@newcastle.ac.uk\">sara.graziadio@newcastle.ac.uk<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PARECER<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rea\u00e7\u00e3o em cadeia da polimerase da transcri\u00e7\u00e3o reversa em tempo real (RT-PCR) continua sendo a principal t\u00e9cnica para o diagn\u00f3stico da COVID-19, embora a radiografia de t\u00f3rax, tomografia computadorizada e biomarcadores (por exemplo a prote\u00edna C reativa (PCR) alta, procalcitonina (PCT) baixa, contagem de linf\u00f3citos baixa, IL6 e IL10 elevadas) tenham sido empregados por alguns pa\u00edses para auxiliar no diagn\u00f3stico ou para fornecer evid\u00eancias sobre a progress\u00e3o mais grave da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas diretrizes cl\u00ednicas revisadas neste documento se basearam na RT-PCR para o diagn\u00f3stico inicial, monitoramento da doen\u00e7a e para auxiliar nas decis\u00f5es de alta hospitalar. Algumas vezes, os pacientes que inicialmente t\u00eam um teste de RT-PCR negativo, por\u00e9m apresentaram suspeita cl\u00ednica de COVID-19, s\u00e3o mantidos em isolamento e testados novamente at\u00e9 que tenham um diagn\u00f3stico positivo ou um diagn\u00f3stico alternativo claro. Os crit\u00e9rios de alta nas diretrizes analisadas sugeriram dois testes consecutivos negativos de RT-PCR durante 24-72h, para minimizar a alta taxa de falsos negativos do teste. Considerando as \u00faltimas publica\u00e7\u00f5es, estes crit\u00e9rios podem n\u00e3o ser suficientemente rigorosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTEXTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O padr\u00e3o atual para testes e identifica\u00e7\u00e3o direta da infec\u00e7\u00e3o pelo SARS-CoV-2 \u00e9 o RT-PCR, por\u00e9m as altas taxas de falsos negativos s\u00e3o comuns. V\u00e1rios fatores podem contribuir para um resultado falso negativo, tais como a t\u00e9cnica de coleta de amostras, m\u00e1 qualidade\/baixo volume de amostras respirat\u00f3rias coletadas, tempo em que a amostra foi coletada no curso da doen\u00e7a, manuseio e armazenamento da amostra ou limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas do teste. Isto implica em um alto n\u00edvel de incerteza nas decis\u00f5es cl\u00ednicas ligadas ao isolamento \u00fanico, isolamento de coorte, bem como a suspens\u00e3o do isolamento de pacientes e profissionais de sa\u00fade. Tamb\u00e9m h\u00e1 incerteza quanto ao diagn\u00f3stico, os antibi\u00f3ticos podem n\u00e3o ser revistos e\/ou suspensos em pacientes com RT-PCR negativa inicialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EVID\u00caNCIA ATUAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste documento, descrevemos as estrat\u00e9gias das investiga\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas ap\u00f3s um resultado negativo de RT-PCR, conforme diretrizes cl\u00ednicas da China, It\u00e1lia, Espanha, Reino Unido e EUA. Em seguida, analisamos as poss\u00edveis estrat\u00e9gias para aumentar a acur\u00e1cia atual dos testes na identifica\u00e7\u00e3o de pacientes com COVID-19, e tamb\u00e9m, abordamos o papel dos exames de imagem e dos testes adicionais, incluindo os biomarcadores no sangue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A\u00e7\u00f5es subsequentes aos testes iniciais negativos de RT-PCRs:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O manual chin\u00eas<sup>1<\/sup> incluiu m\u00faltiplos testes em seus &#8220;crit\u00e9rios de triagem&#8221;: RT-PCR, anormalidades da TC, febre e contagem reduzida de c\u00e9lulas brancas ou linfopenia. Al\u00e9m disso, afirma que qualquer paciente suspeito de COVID-19 que teste RT-PCR negativo deve ser mantido em isolamento \u00fanico e testado novamente em 24 horas. Ap\u00f3s dois testes consecutivos de \u00e1cido nucl\u00e9ico negativo e na aus\u00eancia de manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica ou suspeita de doen\u00e7a, os pacientes podem ter alta hospitalar. Entretanto, se a COVID-19 n\u00e3o puder ser descartada com seguran\u00e7a com base nas manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, estes pacientes devem permanecer isolados e testados a cada 24 horas at\u00e9 que a COVID-19 seja exclu\u00edda ou confirmada. Qualquer caso de RT-PCR positivo resultar\u00e1 na admiss\u00e3o e tratamento do paciente com base na gravidade da condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diretrizes italianas<sup>2<\/sup> mencionaram a radiografia de t\u00f3rax como um exame radiol\u00f3gico \u00fatil de primeira linha, juntamente com a RT-PCR para acompanhamento e avalia\u00e7\u00e3o r\u00e1pida dos pacientes com suspeita de COVID-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A orienta\u00e7\u00e3o da OMS<sup>3<\/sup> sugere a coleta de amostras do trato respirat\u00f3rio inferior (expectora\u00e7\u00e3o da secre\u00e7\u00e3o, aspirado endotraqueal ou lavagem broncoalveolar em pacientes ventilados) quando dispon\u00edvel em pacientes com exames negativos para as amostras respirat\u00f3rias superiores (esfrega\u00e7os nasofar\u00edngeos \/ orofar\u00edngeos), mas onde permanece a suspeita cl\u00ednica de COVID-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A tomografia computadorizada poderia diminuir a taxa de falsos negativos do RT-PCR?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das caracter\u00edsticas da radiografia de t\u00f3rax (RXT) e da TC do t\u00f3rax serem comuns em pacientes com COVID-19 e os procedimentos serem relativamente simples e com resultados r\u00e1pidos, a RXT n\u00e3o \u00e9 aconselhada como uma ferramenta de diagn\u00f3stico de primeira linha por si s\u00f3 para a COVID-19, devido a falta de especificidade (outras doen\u00e7as comuns podem compartilhar as mesmas caracter\u00edsticas). Isto \u00e9 relatado na orienta\u00e7\u00e3o do CDC<sup>4<\/sup>, entre outras. A RXT tamb\u00e9m pode se apresentar sem altera\u00e7\u00f5es nos est\u00e1gios iniciais da COVID-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A radiografia e tomografia computadorizada de t\u00f3rax t\u00eam sido utilizados na China<sup>1<\/sup> e It\u00e1lia<sup>2<\/sup> associadas ao RT-PCR para triagem e monitoramento da condi\u00e7\u00e3o do paciente. No Manual Chin\u00eas de Preven\u00e7\u00e3o e Tratamento da COVID-19<sup>1<\/sup>, os crit\u00e9rios de triagem incluem febre, anormalidades da TC ou contagem reduzida de leuc\u00f3citos ou linf\u00f3citos. Os pacientes que preenchessem estes crit\u00e9rios seriam testados por RT-PCR para confirma\u00e7\u00e3o. Nas diretrizes italianas<sup>2<\/sup>, foi sugerida a radiografia de t\u00f3rax ou tomografia computadorizada de t\u00f3rax para pacientes sintom\u00e1ticos est\u00e1veis ou inst\u00e1veis, por\u00e9m o mesmo n\u00e3o foi considerado para pacientes assintom\u00e1ticos. A orienta\u00e7\u00e3o da OMS<sup>3<\/sup> destacou os benef\u00edcios da RXT e\/ou TC para pacientes com pneumonia grave, mas sugeriu a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o destas t\u00e9cnicas como \u00fanica ferramenta diagn\u00f3stica de primeira linha, devido \u00e0s evid\u00eancias conflitantes publicadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir das diretrizes da King\u2019s College Hospital &#8211; Intensive Therapy Unit (KCH ITU) para cuidados cr\u00edticos<sup>5<\/sup>, as compara\u00e7\u00f5es entre TC e RT-PCR destacaram maior sensibilidade da TC e crit\u00e9rios cl\u00ednicos <em>versus<\/em> RT-PCR em um est\u00e1gio inicial da doen\u00e7a, indicando que anormalidades da TC podem aparecer antes da positividade da PCR, embora nem todos os estudos de coorte tenham mostrado esse padr\u00e3o. As diretrizes da KCH ITU<sup>5<\/sup> indicaram que Guan et al, 2020<sup>8<\/sup> encontrou maior sensibilidade na TC do que na radiografia de t\u00f3rax para opacidades sutis, embora estas altera\u00e7\u00f5es sutis possam n\u00e3o ter significado cl\u00ednico<sup>9<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diretrizes espanholas<sup>7<\/sup> promoveram o uso de equipamento port\u00e1til de radiografia de t\u00f3rax associado ao PCR, triagem de sangue e PCT no diagn\u00f3stico da COVID-19. A radiografia de t\u00f3rax port\u00e1til foi preferida devido \u00e0 facilidade de limpeza e descontamina\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com os equipamentos de radiologia padr\u00e3o, com o benef\u00edcio adicional de manter a radiografia dispon\u00edvel para outros pacientes n\u00e3o afetados pelo COVID.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Testes adicionais poderiam diminuir a taxa de falsos negativos do RT-PCR?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os testes m\u00faltiplos caracterizados por medidas repetidas e utiliza\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de m\u00faltiplas tecnologias melhoraram a especificidade do diagn\u00f3stico. As informa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas coletadas para um diagn\u00f3stico COVID-19 e exclus\u00e3o de doen\u00e7as com sintomas cl\u00ednicos similares foram consideradas imperativas em uma s\u00e9rie de diretrizes. Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro como os testes podem ser combinados para orientar o diagn\u00f3stico, especialmente naqueles que s\u00e3o RT-PCR negativos<sup>10<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A orienta\u00e7\u00e3o chinesa<sup>1<\/sup> indica que o teste de \u00e1cido nucl\u00e9ico \u00e9 o m\u00e9todo de escolha para diagn\u00f3stico da COVID-19, com detec\u00e7\u00e3o combinada de \u00e1cidos nucl\u00e9icos de m\u00faltiplos locais ou amostras, desta forma melhorando a acur\u00e1cia do teste diagn\u00f3stico. Ao testar m\u00faltiplos locais ao mesmo tempo, 30-40% dos pacientes com RT-PCR positivo no trato respirat\u00f3rio tamb\u00e9m tinham vRNA detect\u00e1vel no sangue, com 50-60% expressando vRNA em amostras fecais. A orienta\u00e7\u00e3o do CDC<sup>4<\/sup> relatou achados similares e indicou que as amostras de trato respirat\u00f3rio inferior podem fornecer melhores resultados do que as amostras respirat\u00f3rias superiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os exames laboratoriais de anticorpos s\u00e9ricos atrav\u00e9s de imunocromatografia, ensaios de imunoabsor\u00e7\u00e3o enzim\u00e1tica (ELISA) e quimioluminesc\u00eancia foram sugeridos para diagn\u00f3stico e monitoramento de doen\u00e7as com carga viral decrescente \u00e0 medida que o n\u00edvel de anticorpos aumentava. O IgM foi detect\u00e1vel 10 dias ap\u00f3s o in\u00edcio dos sintomas, com IgG detect\u00e1vel 12 dias ap\u00f3s o in\u00edcio dos sintomas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adicionalmente, a orienta\u00e7\u00e3o chinesa<sup>1<\/sup> recomendou testar os pacientes para prote\u00edna C reativa (PCR) e procalcitonina (PCT) &#8211; a maioria dos casos de COVID-19 apresentava procalcitonina normal e PCR significativamente elevada, sendo que, o aumento do PCR era indicativo de mau progn\u00f3stico e doen\u00e7a mais grave. Isto tamb\u00e9m foi relatado pelas diretrizes do CDC<sup>4<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As contagens de linf\u00f3citos, testes de IL6 e IL10 tamb\u00e9m foram mencionados como ferramentas \u00fateis para auxiliar no diagn\u00f3stico e manejo da COVID-19. Os pacientes com baixa contagem total de linf\u00f3citos no in\u00edcio da doen\u00e7a tiveram um progn\u00f3stico pior, a express\u00e3o de IL6 e IL10 foi considerada como &#8220;\u00fatil para avaliar o risco de progress\u00e3o para condi\u00e7\u00e3o grave &#8220;<sup>1<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diretriz italiana<sup>2<\/sup> sumarizou as t\u00e9cnicas e medidas para o diagn\u00f3stico e gerenciamento acurado da condi\u00e7\u00e3o. A repeti\u00e7\u00e3o de RT-PCRs testadas atrav\u00e9s de <em>swab<\/em> rinofar\u00edngeo no diagn\u00f3stico e durante toda a interna\u00e7\u00e3o hospitalar &#8220;a cada 48-72h at\u00e9 persistentemente negativo&#8221; foi a abordagem padr\u00e3o, juntamente com a utiliza\u00e7\u00e3o da radiografia de t\u00f3rax e tomografia computadorizada para avalia\u00e7\u00e3o do envolvimento do par\u00eanquima pulmonar. A triagem inicial do v\u00edrus da influenza foi promovida juntamente com o teste COVID-19 para reduzir o risco de diagn\u00f3stico incorreto, com a ressalva de que o teste de influenza positiva n\u00e3o deve excluir os pacientes de serem testados para o COVID-19 tamb\u00e9m. A sorologia do SARS-CoV-2 foi utilizada para confirma\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e monitoriza\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o da doen\u00e7a, quando dispon\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A orienta\u00e7\u00e3o da Public Health England (PHE)<sup>6<\/sup> estabelece que o teste de influenza deve ser considerado em casos graves e pacientes imunocomprometidos, para casos em que o teste para COVID-19 retornou negativo, ou onde o teste ir\u00e1 informar o manejo cl\u00ednico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A orienta\u00e7\u00e3o da OMS<sup>3 <\/sup>recomenda a realiza\u00e7\u00e3o de exames laboratoriais de hematologia e bioqu\u00edmica de rotina, e que o ECG deve ser realizado na admiss\u00e3o e conforme indica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica para monitorar complica\u00e7\u00f5es, como les\u00e3o hep\u00e1tica aguda, les\u00e3o renal aguda, les\u00e3o card\u00edaca aguda ou choque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diretrizes da KCH ITU<sup>5<\/sup> destacaram a linfopenia como caracter\u00edstica comum de pacientes COVID-19 positivo<sup>11<\/sup>, ocorrendo em ~80% dos casos (dados retirados de Guan et al 2020<sup>8<\/sup> e Yang et al 2020<sup>11<\/sup>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diretrizes da KCH<sup>5 <\/sup>tamb\u00e9m fizeram uma conex\u00e3o com a PCR, correlacionando-a com a gravidade e o progn\u00f3stico da doen\u00e7a (PCR elevada em pacientes hipox\u00eamicos e com pior progn\u00f3stico). O teste de Influenza foi mencionado como um m\u00e9todo para explicar as causas dos sintomas semelhantes, o teste para COVID-19 deve ser realizado independentemente da positividade do teste para Influenza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica recente pesquisou e analisou todos os modelos de diagn\u00f3stico e progn\u00f3stico dispon\u00edveis, concluindo que estes estudos apresentavam um alto risco de vi\u00e9s e seus resultados deveriam ser validados e replicados. Estudos iniciais, baseados principalmente em dados da China e It\u00e1lia, identificaram como fatores preditores: idade, massa corporal, temperatura e sinais e sintomas (respirat\u00f3rios) dos modelos diagn\u00f3sticos. E a partir de modelos progn\u00f3sticos: idade, sexo, PCR, desidrogenase l\u00e1ctica, contagem de linf\u00f3citos e caracter\u00edsticas derivadas do escore da tomografia computadorizada. Outros preditores para valida\u00e7\u00e3o em estudos futuros foram albumina (ou albumina\/globina), bilirrubina direta e largura de distribui\u00e7\u00e3o de eritr\u00f3citos<sup>10<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impacto da localiza\u00e7\u00e3o da amostragem na acur\u00e1cia do RT-PCR<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns estudos t\u00eam sido realizados para determinar a positividade de RT-PCR em um conjunto de amostras de pacientes individuais. Wang et al, 2020<sup>12<\/sup> indicaram que RT-PCR, a partir de amostras do trato respirat\u00f3rio inferior, tinham mais frequentemente testado positivo para SARS-CoV-2 em doentes sabidamente positivos (n=205, com 1070 amostras recolhidas no total). O BAL (em pacientes ventilados) foi o mais sens\u00edvel (93% de resultados positivos), com positividade de escarro em 72% dos testes, seguido por 63% de testes positivos de esfrega\u00e7os nasais. Os esfrega\u00e7os far\u00edngeos foram positivos em 32% dos testes. Neste coorte, poucos pacientes tiveram RT-PCR positivo no sangue e nenhum apresentou teste positivo de urina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em contraste, W\u00f6lfel et al<sup>13<\/sup> n\u00e3o notou diferen\u00e7as discern\u00edveis na carga viral ou nas taxas de detec\u00e7\u00e3o entre os esfrega\u00e7os naso &#8211; vs orofar\u00edngeos. Todos os testes positivos retornaram dentro de 1-5 dias do in\u00edcio dos sintomas com uma carga viral m\u00e9dia de 6,76\u00d710<sup>5<\/sup> c\u00f3pias\/por esfrega\u00e7o, em compara\u00e7\u00e3o com os 5 esfrega\u00e7os por dia, com uma carga viral m\u00e9dia de 3,44\u00d710<sup>5<\/sup> c\u00f3pias por esfrega\u00e7o e uma taxa de detec\u00e7\u00e3o de 39,93%. O<em> swab<\/em> final positivo foi realizado em pacientes sem cultura positiva, 29 dias ap\u00f3s o in\u00edcio do tratamento. W\u00f6lfel encontrou cargas virais variadas ao comparar amostras de esfrega\u00e7os pareados e amostras de escarro, com alguns pacientes exibindo maior carga viral em um teste em compara\u00e7\u00e3o com o outro. A carga viral m\u00e9dia das amostras de escarro foi de 7\u00d710<sup>6 <\/sup>c\u00f3pias por mL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo que mais pesquisas sejam necess\u00e1rias nesta \u00e1rea, testes simult\u00e2neos em m\u00faltiplos locais em pacientes com COVID-19 podem melhorar a sensibilidade e reduzir as taxas de falsos negativos. A orienta\u00e7\u00e3o do CDC<sup>4<\/sup> apoiou o uso de esfrega\u00e7os nasofar\u00edngeos para testes do SARS-CoV-2 por RT-PCR em compara\u00e7\u00e3o com outras amostras das vias respirat\u00f3rias superiores. O uso de esfrega\u00e7os orofar\u00edngeos seria recomendado se as amostras nasofar\u00edngeas n\u00e3o pudessem ser coletadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan et al, 2020<sup>14<\/sup> fornece evid\u00eancias aned\u00f3ticas de que alguns pacientes se tornam consistentemente RT-PCR positivos entre 5 a 13 dias ap\u00f3s atender aos crit\u00e9rios de alta. Os pacientes mencionados por Lan et al<sup>14<\/sup> receberam tratamento antiviral durante sua perman\u00eancia hospitalar, embora nenhum coment\u00e1rio tenha sido feito sobre o efeito deste tratamento sobre os testes de RT-PCR. Estes achados foram confirmados por Li et al.<sup>15<\/sup> que estudou uma coorte de 610 pacientes e constatou que 27,5% dos pacientes diagnosticados com COVID-19 eram RT-PCR positivos ap\u00f3s o primeiro teste; 12,5% dos pacientes inicialmente negativos tornaram-se RT-PCR positivos no segundo teste. Outros 12 pacientes do estudo foram RT-PCR positivos ap\u00f3s o 3\u00ba ao 5\u00ba teste. Al\u00e9m disso, pacientes RT-PCR positivos que eventualmente se tornaram RT-PCR negativos por v\u00e1rios dias, voltaram a positivar para RT-PCR, sugerindo que a positividade de RT-PCR flutua ao longo da evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto pode ser explicado por insufici\u00eancia de material viral na coleta, erro de laborat\u00f3rio na amostragem ou outro problema. Li sugere que para melhorar as taxas de sobreviv\u00eancia em pacientes cr\u00edticos com sinais de insufici\u00eancia respirat\u00f3ria, a transfer\u00eancia oportuna para UTI deve ser considerada mesmo que os resultados de RT-PCR sejam negativos. Li tamb\u00e9m observa que 18 pacientes tiveram RT-PCR positivo ap\u00f3s atenderem aos crit\u00e9rios de alta, caracterizando o risco de transmiss\u00e3o viral, se liberados do isolamento. Recomenda\u00e7\u00f5es foram feitas para isolar os pacientes por v\u00e1rios dias ap\u00f3s a alta hospitalar para minimizar o risco de transmiss\u00e3o. Embora este estudo n\u00e3o tenha sido avaliado juntamente com a cultura de c\u00e9lulas para procurar por v\u00edrus vi\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o parece haver nenhum teste &#8220;padr\u00e3o ouro&#8221; para o SARS-CoV-2 causador da COVID-19. O RT-PCR tem limita\u00e7\u00f5es, pois os testes falsos negativos parecem ser altos (20-30%). As altera\u00e7\u00f5es da RXT podem n\u00e3o estar presentes na admiss\u00e3o e embora a tomografia computadorizada do t\u00f3rax possa ser sens\u00edvel a detectar altera\u00e7\u00f5es precoces, estas podem n\u00e3o estar relacionadas com a gravidade cl\u00ednica. Em pacientes com COVID-19, uma s\u00e9rie de anormalidades pode ser preditiva da gravidade da doen\u00e7a incluindo linfopenia, PCR e IL-6. Estas podem n\u00e3o ser \u00fateis no diagn\u00f3stico inicial. \u00c9 poss\u00edvel que uma pontua\u00e7\u00e3o de probabilidade pr\u00e9-teste possa ser desenvolvida que ajude a informar o resultado da RT-PCR, particularmente se este for negativo. Pode ser que isso tamb\u00e9m seja \u00fatil na identifica\u00e7\u00e3o de pacientes com risco de desenvolver doen\u00e7a COVID-19 grave e permitir a alta precoce de pacientes com doen\u00e7a mais leve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados falsos-negativos de RT-PCR est\u00e3o ocorrendo tanto nas admiss\u00f5es quanto na alta. Na admiss\u00e3o, a amostragem de diferentes locais pode diminuir a taxa de falsos negativos, bem como a utiliza\u00e7\u00e3o da tomografia computadorizada em conjunto com a radiografia do t\u00f3rax. Na alta, as diretrizes comumente sugerem dois testes negativos de RT-PCR em 24h. A aus\u00eancia de sintomas cl\u00ednicos pode n\u00e3o ser rigorosa o suficiente para garantir que os pacientes que recebem alta n\u00e3o estejam infectados ou eliminando o v\u00edrus. Diretrizes de pr\u00e1ticas cl\u00ednicas na alta hospitalar devem ser desenvolvidas onde a capacidade de testar RT-PCR \u00e9 limitada e considerando que a positividade de RT-PCR pode n\u00e3o estar relacionada \u00e0 infecciosidade de pacientes que melhoraram clinicamente e s\u00e3o eleg\u00edveis para a alta hospitalar<sup>13<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aviso:<\/strong>\u00a0este artigo n\u00e3o foi revisado por pares; ele n\u00e3o deve substituir o julgamento cl\u00ednico individual e as fontes citadas devem ser verificadas. As opini\u00f5es expressas neste coment\u00e1rio representam as opini\u00f5es dos autores e n\u00e3o necessariamente as da institui\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3, do NHS, do NIHR, ou do Departamento de Sa\u00fade e Assist\u00eancia Social. Os pontos de vista n\u00e3o s\u00e3o um substituto para o aconselhamento m\u00e9dico profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ESTRAT\u00c9GIA DE BUSCA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As buscas foram realizadas com o recurso dispon\u00edvel que est\u00e1 automaticamente baixando e capturando palavras-chave (juntamente com outros dados) do Pubmed (https:\/\/docs.google.com\/spreadsheets\/d\/e\/2PACX-1vRIJ0lZhFEJScTMqP4x7F1aAfxWbAMu-zjYaWwjnhPMLa-ypsX16s9NE5KMbG8B8bOibNc-e1L_0ko8\/pubhtml?gid=1028682965&amp;single=true) e selecionamos apenas resultados que s\u00e3o &#8216;diretrizes&#8217; ou &#8216;recomenda\u00e7\u00f5es&#8217;. Desta fonte obtivemos 14 diretrizes e 32 recomenda\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, acessamos os sites TRIP (https:\/\/www.tripdata) e UpToDate (https:\/\/www.uptodate.com\/contents\/society-guideline-links-coronavirus-disease-2019-covid-19) em 30\/03\/2020 e extra\u00edmos a lista de diretrizes dispon\u00edveis usando os termos de busca: &#8220;novel coronavirus&#8221; OR 2019nCov OU nCoV OR 2019-nCoV OU covid19 OU covid-19 OU SARS-CoV-2. Obtivemos respectivamente 39 e 46 diretrizes e recomenda\u00e7\u00f5es e selecionados para incluir apenas diretrizes sobre manejo geral do paciente em ingl\u00eas, italiano ou espanhol (os autores puderam traduzir do italiano e do espanhol). Tamb\u00e9m buscamos diretrizes para as principais organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade &#8211; OMS; Centro de Controle de Doen\u00e7as &#8211; CDC; Instituto Nacional de Excel\u00eancia em Sa\u00fade e Cuidados de Sa\u00fade, NICE) e inclu\u00edmos as diretrizes relevantes. Inclu\u00edmos 7 diretrizes para a an\u00e1lise listada nas Refer\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Handbook of COVID-19 Prevention and Treatment. Chinese guidelines, 18\/03\/2020.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.alnap.org\/help-library\/handbook-of-covid-19-prevention-and-treatment\">org\/help-library\/handbook-of-covid-19-prevention-and-treatment<\/a>.<\/li>\n<li>National Institute for the Infectious Diseases \u201cL. Spallanzani\u201d IRCCS. Recommendations for COVID-19 Clinical Management, 16\/02\/2020.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pagepress.org\/journals\/index.php\/idr\/article\/view\/8543\">org\/journals\/index.php\/idr\/article\/view\/8543<\/a>.<\/li>\n<li>WHO guidelines, 11\/03\/2020.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.who.int\/emergencies\/diseases\/novel-coronavirus-2019\/technical-guidance\">int\/emergencies\/diseases\/novel-coronavirus-2019\/technical-guidance<\/a><\/li>\n<li>Interim Clinical Guidance for Management of Patients, CDC guidelines, 30\/03\/2020. www.cdc.gov\/coronavirus\/2019-ncov\/hcp\/clinical-guidance-management-patients.html<\/li>\n<li>King\u2019s Critical Care \u2013 Clinical Management of COVID-19. UK summary of evidence, 09\/03\/2020. wspidsoc.kenes.com\/wp-content\/uploads\/sites\/95\/2020\/03\/KCC-Covid19-evidence-summary.pdf<\/li>\n<li>PHE guidelines, 25\/03\/2020.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.gov.uk\/government\/publications\/wuhan-novel-coronavirus-initial-investigation-of-possible-cases\/investigation-and-initial-clinical-management-of-possible-cases-of-wuhan-novel-coronavirus-wn-cov-infection\">uk\/government\/publications\/wuhan-novel-coronavirus-initial-investigation-of-possible-cases\/investigation-and-initial-clinical-management-of-possible-cases-of-wuhan-novel-coronavirus-wn-cov-infection<\/a>.<\/li>\n<li>Clinical Management of COVID-19 (Spanish). Spanish guidelines, 20\/03\/2020.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.diariofarma.com\/2020\/03\/20\/actualizado-el-documento-con-las-recomendaciones-de-tratmiento-para-pacientes-con-covid-19\">com\/2020\/03\/20\/actualizado-el-documento-con-las-recomendaciones-de-tratmiento-para-pacientes-con-covid-19<\/a><\/li>\n<li>Guan et al, \u2018Clinical Characteristics of Coronavirus Disease 2019 in China\u2019, NEJM, 2020.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/pubs.rsna.org\/author\/Inui%2C+Shohei\">Inui<\/a>et al, \u2018Chest CT Findings in Cases from the Cruise Ship \u201cDiamond Princess\u201d with Coronavirus Disease 2019 (COVID-19)\u2019,\u00a0<a href=\"https:\/\/pubs.rsna.org\/journal\/cardiothoracic\">Radiology: Cardiothoracic Imaging<\/a>, 2020<\/li>\n<li>Wynants et al, \u2018Prediction models for diagnosis and prognosis of covid-19 infection: systematic review and critical appraisal\u2019. BMJ<\/li>\n<li>Yang et al, \u2018Viral Dynamics in mild and severe cases of COVID-19\u2019, Lancet, 2020<\/li>\n<li>Wang et al, \u2018Detection of SARS-CoV-2 in Different Types of Clinical Specimens, JAMA, 2020.<\/li>\n<li>W\u00f6lfel et al, \u2018Virological assessment of hospitalized patients with COVID-2019\u2019, Nature, 2020.<\/li>\n<li>Lan et al, \u2018Positive RT-PCR Test Results in Patients Recovered From COVID-19\u2019, JAMA, 2020.<\/li>\n<li>Li et al, \u2018Stability issues of RT-PCR testing of SARS-CoV-2 for hospitalized patients clinically diagnosed with COVID-19\u2019<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Link para o original<\/strong>: <a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/covid-19\/what-is-the-role-of-imaging-and-biomarkers-within-the-current-testing-strategy-for-the-diagnosis-of-covid-19\/\">https:\/\/www.cebm.net\/covid-19\/what-is-the-role-of-imaging-and-biomarkers-within-the-current-testing-strategy-for-the-diagnosis-of-covid-19\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deve ser citado como: Oxford COVID-19 Evidence Service. Kile Green1, A. Joy Allen1, Jana Suklan1, Fiona R. Beyer2, D. Ashley Price3, Sara Graziadio3. What is the role of imaging and biomarkers within the current testing strategy for the diagnosis of Covid-19? <a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/covid-19\/what-is-the-role-of-imaging-and-biomarkers-within-the-current-testing-strategy-for-the-diagnosis-of-covid-19\/\">https:\/\/www.cebm.net\/covid-19\/what-is-the-role-of-imaging-and-biomarkers-within-the-current-testing-strategy-for-the-diagnosis-of-covid-19\/<\/a><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutores:\u00a0Tatiane B. Ribeiro, Enderson Miranda &nbsp; &nbsp; Kile Green, A. Joy Allen1, Jana Suklan1, Fiona R. Beyer2, D. Ashley Price3, Sara Graziadio3 1NIHR Newcastle In Vitro Diagnostics Co-operative, Newcastle University Newcastle upon Tyne, NE2 4HH 2Population Health Sciences Institute Newcastle University, NE2 4HH 3NIHR Newcastle In Vitro Diagnostics Co-operative, Newcastle upon Tyne NHS Hospitals Foundation&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2905","page","type-page","status-publish","hentry","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2905"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2905\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2907,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2905\/revisions\/2907"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}