{"id":27521,"date":"2021-09-06T21:25:14","date_gmt":"2021-09-07T00:25:14","guid":{"rendered":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/?page_id=27521"},"modified":"2021-09-06T21:47:13","modified_gmt":"2021-09-07T00:47:13","slug":"vies-de-antecipacao-de-diagnostico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/vies-de-antecipacao-de-diagnostico\/","title":{"rendered":"Vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row bg_type=&#8221;bg_color&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1572747881603{padding-top: 10px !important;padding-bottom: 10px !important;}&#8221; bg_color_value=&#8221;#f7f7f7&#8243;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]<b>Nome original do vi\u00e9s:\u00a0<\/b> Lead time bias<\/p>\n<div id=\"gtx-trans\" style=\"position: absolute; left: 158px; top: 28.4px;\">\n<div class=\"gtx-trans-icon\"><\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]<strong>Tradutor: <\/strong>Ana Paula Pires dos Santos<\/p>\n<p><strong>Primeiro revisor: <\/strong>Luis Eduardo Fontes[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"ult-spacer spacer-69f0c0ce48462\" data-id=\"69f0c0ce48462\" data-height=\"30\" data-height-mobile=\"30\" data-height-tab=\"30\" data-height-tab-portrait=\"\" data-height-mobile-landscape=\"\" style=\"clear:both;display:block;\"><\/div>[vc_separator]<div class=\"ult-spacer spacer-69f0c0ce48497\" data-id=\"69f0c0ce48497\" data-height=\"30\" data-height-mobile=\"30\" data-height-tab=\"30\" data-height-tab-portrait=\"\" data-height-mobile-landscape=\"\" style=\"clear:both;display:block;\"><\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Uma distor\u00e7\u00e3o que superestima o tempo aparente de sobreviv\u00eancia com uma doen\u00e7a causada pela antecipa\u00e7\u00e3o do momento do seu diagn\u00f3stico<\/p>\n<p><strong>TEXTO COMPLETO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A premissa do rastreamento \u00e9 que ele permite a detec\u00e7\u00e3o e o tratamento precoces de uma doen\u00e7a ou condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, levando a uma maior chance de cura ou, pelo menos, a uma sobreviv\u00eancia mais longa. Uma doen\u00e7a ou condi\u00e7\u00e3o \u00e9 clinicamente diagnosticada depois que um indiv\u00edduo apresenta certos sinais e sintomas. Os indiv\u00edduos com doen\u00e7a detectada atrav\u00e9s de rastreamento populacional recebem um diagn\u00f3stico mais cedo, antes do aparecimento de sinais e sintomas. Como consequ\u00eancia, as estimativas de diferen\u00e7as no tempo de sobreviv\u00eancia entre as pessoas diagnosticadas a partir do rastreamento e aquelas cuja doen\u00e7a \u00e9 detectada ap\u00f3s o desenvolvimento dos sintomas podem ser tendenciosas, pois o tempo de sobreviv\u00eancia parecer\u00e1 ser maior em pessoas rastreadas se a detec\u00e7\u00e3o precoce n\u00e3o tiver efeito sobre o curso da doen\u00e7a (figura 1) ou se o tempo de sobreviv\u00eancia for prolongado (figura 2). O vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/18039986\/\">n\u00e3o \u00e9 a exce\u00e7\u00e3o, mas a regra<\/a> que vem com qualquer esfor\u00e7o bem sucedido para detectar doen\u00e7as precocemente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-27522\" src=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/img_rastreamento.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"242\" srcset=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/img_rastreamento.jpg 907w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/img_rastreamento-300x121.jpg 300w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/img_rastreamento-768x310.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Figura 1.\u00a0 Vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico onde o desfecho em sa\u00fade \u00e9 o mesmo em algu\u00e9m cuja doen\u00e7a \u00e9 detectada pelo rastreamento em compara\u00e7\u00e3o com algu\u00e9m cuja doen\u00e7a \u00e9 detectada a partir dos sintomas, mas o tempo de sobreviv\u00eancia a partir do momento do diagn\u00f3stico \u00e9 maior no paciente rastreado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-27524\" src=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/img_rastreamento2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/img_rastreamento2.jpg 910w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/img_rastreamento2-300x112.jpg 300w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/img_rastreamento2-768x286.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Figura 2. Vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico onde o paciente rastreado vive mais tempo do que o paciente n\u00e3o rastreado, mas o tempo de sobreviv\u00eancia geral ainda \u00e9 exagerado pela antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exemplo<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/18427152\/\">Badgwell e colaboradores<\/a> compararam a sobreviv\u00eancia em mulheres com c\u00e2ncer de mama, com 80 anos de idade ou mais, que tinham feito rastreamento mamogr\u00e1fico regularmente, de forma irregular ou n\u00e3o tinham feito rastreamento nos cinco anos anteriores ao seu diagn\u00f3stico. Usando um banco de dados vinculado ao Medicare, eles relataram que melhorias estatisticamente significativas na sobreviv\u00eancia geral e espec\u00edfica de c\u00e2ncer de mama estavam associadas ao uso crescente do rastreamento mamogr\u00e1fico. A sobrevida espec\u00edfica de c\u00e2ncer de mama em 5 anos foi de 82% entre as mulheres n\u00e3o rastreadas, 88% entre as mulheres com rastreamento irregular e 94% entre as usu\u00e1rias regulares do rastreamento. Em resposta, <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/19075270\/\">Berry et al<\/a>\u00a0observaram que, embora os autores tivessem reconhecido que seu estudo estava sujeito a um vi\u00e9s de pessoa saud\u00e1vel (onde pacientes saud\u00e1veis tendem a ter acesso ao rastreamento), eles n\u00e3o tinham considerado o vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico. Como o vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico aumenta o tempo de sobreviv\u00eancia de todas as mulheres cujos tumores foram detectados pelo rastreamento, \u00e9 esperado um aumento na sobreviv\u00eancia da coorte rastreada em compara\u00e7\u00e3o com o grupo n\u00e3o rastreado, e sem o ajuste apropriado, a diferen\u00e7a observada n\u00e3o pode ser atribu\u00edda a um benef\u00edcio do rastreamento. A cobertura da m\u00eddia sobre o estudo mamogr\u00e1fico transmitiu conclus\u00f5es mais fortes do que talvez os autores pretendessem, observaram Berry et al, auxiliada por um comunicado de imprensa &#8220;enganoso&#8221; da Sociedade Americana de Oncologia Cl\u00ednica, que tamb\u00e9m falhou em responder pelo vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong>Impacto<\/strong><\/p>\n<p>Os benef\u00edcios da detec\u00e7\u00e3o precoce s\u00e3o muitas vezes comunicados aos m\u00e9dicos e pacientes sob a forma de sobrevida prolongada. A sobrevida prolongada pode ocorrer porque a detec\u00e7\u00e3o precoce \u00e9 eficaz, mas alguns dos benef\u00edcios observados ser\u00e3o devidos ao vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico. Portanto, sem corrigir pela antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico, uma sobrevida mais longa n\u00e3o \u00e9 necessariamente uma prova do benef\u00edcio da detec\u00e7\u00e3o precoce. Isto n\u00e3o parece ser amplamente compreendido, mesmo entre os profissionais e educadores de sa\u00fade. Em uma <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/22393129\/\">pesquisa com 297 m\u00e9dicos da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria<\/a>, aos quais foram apresentados resultados de dois rastreamentos hipot\u00e9ticos, 76% consideraram a maior sobrevida como evid\u00eancia de que o rastreamento funciona. Um <a href=\"https:\/\/bmjopen.bmj.com\/content\/8\/8\/e020847\">estudo observacional<\/a> avaliando a literacia estat\u00edstica em ambientes de educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica observou que 50% dos 16 professores universit\u00e1rios e educadores m\u00e9dicos seniores inclu\u00eddos n\u00e3o conseguiram identificar o vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong>Medidas preventivas<\/strong><\/p>\n<p>Em ensaios controlados randomizados avaliando o rastreamento, o vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico pode ser combatido tomando como origem do tempo o momento da randomiza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o o momento do diagn\u00f3stico, ou comparando o n\u00famero de mortes ocorridas em um determinado per\u00edodo de tempo ou o n\u00famero de pessoas sobreviventes. Em ambientes de observa\u00e7\u00e3o, uma origem de tempo alternativa \u00e0 do diagn\u00f3stico pode n\u00e3o ser poss\u00edvel e as compara\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia requerem ajustes para o vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico. Um desses m\u00e9todos \u00e9 dado por <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/18504245\/\">Duffy e colaboradores<\/a>. Este m\u00e9todo tenta estimar o vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico para cada paciente e subtra\u00ed-lo da sobreviv\u00eancia observada ou do momento de censura para criar um tempo de sobreviv\u00eancia global ajustado para o vi\u00e9s (figura 3). Os autores aplicaram seu m\u00e9todo aos dados do estudo de rastreamento de c\u00e2ncer de mama Swedish Two-County. Ap\u00f3s a corre\u00e7\u00e3o do vi\u00e9s de antecipa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico, a curva de sobreviv\u00eancia \u00e9 menor do que a curva n\u00e3o corrigida, sugerindo que o efeito positivo do rastreamento teria sido superestimado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-27523\" src=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/grafico_rastreados.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"418\" srcset=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/grafico_rastreados.jpg 869w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/grafico_rastreados-300x209.jpg 300w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/grafico_rastreados-768x536.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Figura 3. Exemplo hipot\u00e9tico mostrando a sobreviv\u00eancia com casos n\u00e3o rastreados (sintom\u00e1ticos) e casos rastreados antes e depois da corre\u00e7\u00e3o pelo tempo de diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"ult-spacer spacer-69f0c0ce484b4\" data-id=\"69f0c0ce484b4\" data-height=\"30\" data-height-mobile=\"30\" data-height-tab=\"30\" data-height-tab-portrait=\"\" data-height-mobile-landscape=\"\" style=\"clear:both;display:block;\"><\/div>[vc_separator]<div class=\"ult-spacer spacer-69f0c0ce484ce\" data-id=\"69f0c0ce484ce\" data-height=\"30\" data-height-mobile=\"30\" data-height-tab=\"30\" data-height-tab-portrait=\"\" data-height-mobile-landscape=\"\" style=\"clear:both;display:block;\"><\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row bg_type=&#8221;bg_color&#8221; bg_color_value=&#8221;#f7f7f7&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1572747847655{padding-top: 20px !important;padding-bottom: 20px !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text]<strong>Link para o original:<\/strong> https:\/\/catalogofbias.org\/biases\/lead-time-bias\/<\/p>\n<p><strong>Deve ser citado como:<\/strong> Catalogue of Bias Collaboration. Oke J, Fanshawe T, Nunan D. Lead time bias. In Catalogue of Bias. 2021. <a href=\"https:\/\/catalogofbias.org\/biases\/lead-time-bias\/\">https:\/\/catalogofbias.org\/biases\/lead-time-bias\/<\/a><\/p>\n<p><strong>Fontes:<\/strong><\/p>\n<p>Morrison AS. The effects of early treatment, lead time and length bias on the mortality experienced by cases detected by screening. Int J Epidemiol. 1982;11(3):261-7.<\/p>\n<p>Welch HG, Woloshin S, Schwartz LM, Gordis L, Gotzsche PC, Harris R, et al. Overstating the evidence for lung cancer screening: the International Early Lung Cancer Action Program (I-ELCAP) study. Arch Intern Med. 2007;167(21):2289-95.<\/p>\n<p>Badgwell BD, Giordano SH, Duan ZZ, Fang S, Bedrosian I, Kuerer HM, et al. Mammography Before Diagnosis Among Women Age 80 Years and Older With Breast Cancer. Journal of Clinical Oncology. 2008;26(15):2482-8.<\/p>\n<p>Berry DA, Baines CJ, Baum M, Dickersin K, Fletcher SW, G\u00f8tzsche PC, et al. Flawed Inferences About Screening Mammography\u2019s Benefit Based on Observational Data. Journal of Clinical Oncology. 2009;27(4):639-40.<\/p>\n<p>Wegwarth O, Schwartz LM, Woloshin S, Gaissmaier W, Gigerenzer G. Do Physicians Understand Cancer Screening Statistics? A National Survey of Primary Care Physicians in the United States. Ann Intern Med. 2012;156(5):340-U152.<\/p>\n<p>Jenny MA, Keller N, Gigerenzer G. Assessing minimal medical statistical literacy using the Quick Risk Test: a prospective observational study in Germany. BMJ Open 2018;8:e020847.<\/p>\n<p>Duffy SW, Nagtegaal ID, Wallis M, Cafferty FH, Houssami N, Warwick J, et al. Correcting for lead time and length bias in estimating the effect of screen detection on cancer survival. Am J Epidemiol. 2008;168(1):98-104.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>PubMed feed<\/strong><\/h3>\n<p>Szu-Chun Yang.\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/34108586\/?utm_source=WordPress&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pubmed-2&amp;utm_content=1dOES44P3WFnLXEz2Chf5vFJere8q-wIiyLl9mJJGRq6smPM8V&amp;fc=20210706181513&amp;ff=20210906083805&amp;v=2.14.5\">Considering lead-time bias in evaluating the effectiveness of lung cancer screening with real-world data<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Katherine G Jonas.\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/32046533\/?utm_source=WordPress&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pubmed-2&amp;utm_content=1dOES44P3WFnLXEz2Chf5vFJere8q-wIiyLl9mJJGRq6smPM8V&amp;fc=20210706181513&amp;ff=20210906083805&amp;v=2.14.5\">Lead-Time Bias Confounds Association Between Duration of Untreated Psychosis and Illness Course in Schizophrenia<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Stephan Kruger.\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/31642961\/?utm_source=WordPress&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pubmed-2&amp;utm_content=1dOES44P3WFnLXEz2Chf5vFJere8q-wIiyLl9mJJGRq6smPM8V&amp;fc=20210706181513&amp;ff=20210906083805&amp;v=2.14.5\">Prolonged time to treatment initiation in advanced pancreatic cancer patients has no major effect on treatment outcome: a retrospective cohort study controlled for lead time bias and waiting time paradox<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Wayne S Kendal.\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/24064752\/?utm_source=WordPress&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pubmed-2&amp;utm_content=1dOES44P3WFnLXEz2Chf5vFJere8q-wIiyLl9mJJGRq6smPM8V&amp;fc=20210706181513&amp;ff=20210906083805&amp;v=2.14.5\">Pancreatectomy Versus Conservative Management for Pancreatic Cancer: A Question of Lead-time Bias<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Marie Evans.\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/20805815\/?utm_source=WordPress&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pubmed-2&amp;utm_content=1dOES44P3WFnLXEz2Chf5vFJere8q-wIiyLl9mJJGRq6smPM8V&amp;fc=20210706181513&amp;ff=20210906083805&amp;v=2.14.5\">Lead-time bias in studies of cinacalcet prescriptions<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/?term=(lead%20time%20bias%20%5bti%5d)%20AND%20(Therapy\/Broad%5bfilter%5d)&amp;sort=date\">Veja mais \u2192<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row bg_type=&#8221;bg_color&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1572747881603{padding-top: 10px !important;padding-bottom: 10px !important;}&#8221; bg_color_value=&#8221;#f7f7f7&#8243;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]Nome original do vi\u00e9s:\u00a0 Lead time bias [\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]Tradutor: Ana Paula Pires dos Santos Primeiro revisor: Luis Eduardo Fontes[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Uma distor\u00e7\u00e3o que superestima o tempo aparente de sobreviv\u00eancia com uma doen\u00e7a causada pela antecipa\u00e7\u00e3o do momento do seu diagn\u00f3stico TEXTO COMPLETO Introdu\u00e7\u00e3o A premissa do rastreamento \u00e9 que&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-27521","page","type-page","status-publish","hentry","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/27521","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27521"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/27521\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27525,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/27521\/revisions\/27525"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}