{"id":2737,"date":"2020-05-11T03:23:00","date_gmt":"2020-05-11T02:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/?page_id=2737"},"modified":"2020-05-11T03:23:00","modified_gmt":"2020-05-11T02:23:00","slug":"a-vacinacao-com-bcg-protege-contra-infeccoes-respiratorias-agudas-e-covid-19-uma-rapida-revisao-das-evidencias-atuais","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/a-vacinacao-com-bcg-protege-contra-infeccoes-respiratorias-agudas-e-covid-19-uma-rapida-revisao-das-evidencias-atuais\/","title":{"rendered":"A vacina\u00e7\u00e3o com BCG protege contra infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias agudas e COVID-19? Uma r\u00e1pida revis\u00e3o das evid\u00eancias atuais."},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutores: Branca Heloisa de Oliveira, Ana Luiza Cabrera Martimbianco<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ranin Soliman, Jon Brassey, Annette Pl\u00fcddemann, Carl Heneghan<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nome da equipe de servi\u00e7o de evid\u00eancia Oxford COVID-19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Centre for Evidence-Based Medicine, Nuffield Department of Primary Care Health Sciences<br \/>\nUniversity of Oxford<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parecer<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 evid\u00eancias de revis\u00e3o sistem\u00e1tica, com risco de vi\u00e9s baixo a moderado, de que a vacina\u00e7\u00e3o com BCG previne infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias (pneumonia e influenza) em crian\u00e7as e idosos. Esses efeitos n\u00e3o espec\u00edficos s\u00e3o mediados pela indu\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria imune inata (imunidade treinada).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faltam evid\u00eancias de que a vacina BCG proteja contra o COVID-19. Atualmente, dois ensaios cl\u00ednicos est\u00e3o em andamento para determinar se a vacina\u00e7\u00e3o com BCG protege os profissionais de sa\u00fade durante a pandemia de COVID-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contexto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dissemina\u00e7\u00e3o do COVID-19 e seu impacto variam entre os pa\u00edses no mundo. Com base no <a href=\"https:\/\/www.who.int\/docs\/default-source\/coronaviruse\/situation-reports\/20200331-sitrep-71-covid-19.pdf?sfvrsn=4360e92b_6\">relat\u00f3rio da OMS sobre a situa\u00e7\u00e3o da COVID-19<\/a>, a frequ\u00eancia de casos e a mortalidade \u00e9 menor nos pa\u00edses em desenvolvimento [1].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este fato pode ser parcialmente atribu\u00eddo \u00e0 imunidade treinada em alguns pa\u00edses em desenvolvimento que adotam pol\u00edticas de vacina\u00e7\u00e3o universal, como a vacina\u00e7\u00e3o Bacilo Calmette \u2013 Guerin (BCG)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vacina BCG \u00e9 a vacina mais usada contra a tuberculose (TB) em todo o mundo, e tamb\u00e9m mostra efeitos n\u00e3o espec\u00edficos ben\u00e9ficos (ENE) e mem\u00f3ria imune inata contra outras doen\u00e7as n\u00e3o micobacterianas [2]. <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/16608427\/\">Evid\u00eancias observacionais<\/a> relatam que a vacina BCG est\u00e1 relacionada \u00e0 melhor sobrevida em crian\u00e7as de pa\u00edses de baixa renda, especialmente para meninas [3].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta revis\u00e3o avalia as evid\u00eancias atuais sobre os efeitos protetores da vacina BCG contra infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias agudas e COVID-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evid\u00eancia atual<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados da nossa pesquisa mostraram 157 registros no PubMed, 96 no Google Scholar e nenhum artigo relevante nas bases de dados TRIP e LitCovid. Desses, inclu\u00edmos 19 artigos relevantes sobre a vacina BCG e infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias agudas, 9 estudos em pr\u00e9-impress\u00e3o do Medrxiv e 1 do ResearchGate sobre a vacina BCG e o COVID-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vacina BCG e infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias agudas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os 19 artigos relevantes inclu\u00edram 2 revis\u00f5es sistem\u00e1ticas, 4 ensaios cl\u00ednicos controlados randomizados, 8 estudos observacionais, 2 revis\u00f5es narrativas e 3 estudos em animais. O resumo das evid\u00eancias para os 19 artigos inclu\u00eddos est\u00e1 detalhado na <a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/covid-19\/does-bcg-vaccination-protect-against-acute-respiratory-infections-and-covid-19-a-rapid-review-of-current-evidence\/#_Table_1:_Summary\">Tabela 1<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Revis\u00f5es sistem\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica e meta-an\u00e1lise incluindo 9 estudos, 2 ensaios cl\u00ednicos controlados randomizados e 7 estudos observacionais (27.867 crian\u00e7as), Cruz, et al (2017) encontraram que a vacina BCG reduziu pela metade a mortalidade por todas as causas em crian\u00e7as com menos de 5 anos de idade em pa\u00edses de baixa renda, devido principalmente ao menor n\u00famero de mortes por pneumonia e sepse [4]. A meta-an\u00e1lise com os 9 estudos usando um modelo de efeito rand\u00f4mico produziu uma estimativa de efeito de 0,56 (IC 95% 0,46-0,69); a estimativa combinada para os 7 estudos observacionais de 0,57 (IC95% 0,46-0,71) foi semelhante \u00e0 dos 2 estudos randomizados de 0,52 (IC95% 0,33-0,82), refletindo baixa fonte de vi\u00e9s [4]. Em outra revis\u00e3o sistem\u00e1tica, 3 estudos investigaram a influ\u00eancia da vacina BCG na vacina\u00e7\u00e3o contra influenza (1.470 adultos) e 2 estudos determinaram a influ\u00eancia na vacina\u00e7\u00e3o pneumoc\u00f3cica (408 neonatos), <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/29882438\/\">Zimmermann et al<\/a> (2018) relataram que a administra\u00e7\u00e3o da vacina BCG est\u00e1 associada com n\u00edveis mais altos de anticorpos contra o v\u00edrus pneumococo e influenza A (H1N1)pdm09 [5].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ensaios randomizados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram realizados quatro ensaios cl\u00ednicos randomizados que estudaram efeitos potenciais n\u00e3o espec\u00edficos da vacina BCG na preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias. Um ensaio cl\u00ednico randomizado conduzido por <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/21673035\/\">Aaby e colegas<\/a> (2011) na \u00c1frica Ocidental constatou que a mortalidade infantil foi reduzida em 17%, 12 meses ap\u00f3s receber a vacina\u00e7\u00e3o BCG precoce (vs. tardia) em crian\u00e7as com baixo peso ao nascer, e foi atribu\u00edda principalmente a menos casos de sepse neonatal, infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria [6]. Isso foi seguido por outro pequeno ensaio randomizado de <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/22189537\/\">Biering-S\u00f8rensen<\/a> et al (2012), que mostrou que a administra\u00e7\u00e3o da vacina BCG (vs. grupo controle) pode contribuir para a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade por pneumonia \/ sepse [7]. Em um ensaio cl\u00ednico controlado randomizado usando placebo, <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/26071565\/\">Leentjens e colegas<\/a> (2015) observaram que a vacina BCG aumentou a imunogenicidade da vacina pand\u00eamica de 2009 da influenza A (H1N1) em adultos saud\u00e1veis \u200b\u200b[8]. Enquanto isso, um estudo multic\u00eantrico de <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/27429204\/\">Kj\u00e6rgaard et al<\/a> (2016) na Dinamarca n\u00e3o encontrou impacto da vacina\u00e7\u00e3o com BCG na pneumonia e no resfriado relatados pelos pais [9].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois estudos prospectivos testaram o impacto da vacina BCG na preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias em idosos; <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/15732353\/\">Ohrui et al<\/a> (2005) observaram que a vacina BCG diminuiu o risco de pneumonia em idosos acima de 65 anos com comorbidades [10], enquanto <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/21979284\/\">Wardhana et al<\/a> (2011) constataram que a vacina BCG em idosos, uma vez por m\u00eas durante 3 meses, previne significativamente as infec\u00e7\u00f5es agudas do trato respirat\u00f3rio superior [11]. Ao longo de 25 anos, um estudo prospectivo global com 19 pa\u00edses realizado por <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/24379224\/\">Hollm-Delgado et al<\/a> (2014), mostrou que a vacina\u00e7\u00e3o com BCG foi associada a redu\u00e7\u00e3o de risco de 17% a 37% (RR: 0,83, IC 95%: 0,7 &#8211; 0,9) para suspeita de infec\u00e7\u00f5es agudas do trato respirat\u00f3rio na inf\u00e2ncia [12].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estudos observacionais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um grande estudo coorte retrospectivo realizado na Espanha por <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/25725054\/\">de Castro<\/a> e colaboradores (2015) mostrou redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 40% nas taxas de hospitaliza\u00e7\u00e3o em crian\u00e7as por infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, em crian\u00e7as vacinadas com BCG em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s n\u00e3o vacinadas, devido \u00e0 prote\u00e7\u00e3o heter\u00f3loga da vacina BCG [13] . Enquanto isso, outro estudo de coorte retrospectivo de base populacional na Groenl\u00e2ndia realizado por <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/28338723\/\">Haahr et al<\/a> (2016) n\u00e3o mostrou associa\u00e7\u00e3o entre as taxas de hospitaliza\u00e7\u00e3o por infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias de crian\u00e7as vacinadas e n\u00e3o vacinadas com BCG [14]. Tr\u00eas estudos de caso-controle mostraram efeitos protetores da vacina\u00e7\u00e3o com BCG em crian\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a mortalidade por pneumonia [15], infec\u00e7\u00f5es agudas do trato respirat\u00f3rio [16] e em crian\u00e7as gravemente desnutridas com pneumonia e bacteremia [17].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Revis\u00f5es narrativas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma revis\u00e3o narrativa de 5 estudos (1 revis\u00e3o sistem\u00e1tica, 4 estudos) por <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/28501809\/\">Pollard et al<\/a> (2017) sugere que h\u00e1 evid\u00eancias atuais sobre o efeito ben\u00e9fico da vacina\u00e7\u00e3o com BCG na redu\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es n\u00e3o-TB (respirat\u00f3rias) [18]. Outra revis\u00e3o recente de <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S1198743X19301971\">Moorlag et al<\/a> (2019) mostra que a BCG protege contra v\u00e1rios v\u00edrus de DNA \/ RNA em camundongos, como os v\u00edrus influenza, e que o efeito da BCG em uma infec\u00e7\u00e3o viral experimental tem sido demonstrada em humanos [19].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estudos em animais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os efeitos n\u00e3o espec\u00edficos da vacina BCG contra algumas infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias foram demonstrados em estudos com animais. <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/28686604\/\">Mukherjee et al<\/a> (2017) descobriram que a vacina BCG aumenta a eferocitose no espa\u00e7o alveolar de camundongos e protege o hospedeiro contra pneumonia por influenza [20] e <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/30581437\/\">Soto et al<\/a> (2018) mostraram que as cepas de rBCG podem ser eficazes contra outros v\u00edrus respirat\u00f3rios com biologia semelhante \u00e0 hRSV e hMPV, que s\u00e3o os principais agentes causadores de infec\u00e7\u00f5es agudas do trato respirat\u00f3rio inferior (ALRTIs) e afetam beb\u00eas jovens, idosos e pacientes imunocomprometidos em todo o mundo [21]. Enquanto <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC1860633\/\">Yu et al<\/a> (2007) descobriram que as vacinas infantis (incluindo a vacina BCG) n\u00e3o induzem reatividade cruzada contra SARS-CoV [22].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ensaios cl\u00ednicos em andamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, o <a href=\"https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/NCT01906853\">MIS BAIR<\/a>, um ECR, est\u00e1 em andamento na Austr\u00e1lia, para determinar os efeitos n\u00e3o espec\u00edficos da vacina BCG neonatal, incluindo infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias em um ambiente de baixa mortalidade [23].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evid\u00eancia emergente no COVID-19<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados da pesquisa realizada em 10 de abril de 2020 revelaram alguns trabalhos n\u00e3o revisados \u200b\u200bpor pares [9 pr\u00e9-impress\u00f5es no medRxiv e 1 no ResearchGate] estudando a correla\u00e7\u00e3o entre a pol\u00edtica de vacina\u00e7\u00e3o com BCG e a morbimortalidade e COVID-19 entre pa\u00edses, resumida na <a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/covid-19\/does-bcg-vaccination-protect-against-acute-respiratory-infections-and-covid-19-a-rapid-review-of-current-evidence\/#_Table_2:_Summary\">Tabela 2<\/a> [24\u201333]. Sete dos nove estudos mostraram correla\u00e7\u00e3o significativa entre a vacina\u00e7\u00e3o BCG e a frequ\u00eancia de casos de COVID-19 e \/ ou mortalidade, onde pa\u00edses com pol\u00edticas universais de vacina\u00e7\u00e3o BCG apresentaram menos casos e \/ ou mortes [24\u201330, 32]. Quatro estudos testaram esses efeitos ap\u00f3s o ajuste para outros fatores de confus\u00e3o [27,29\u201331]. A correla\u00e7\u00e3o significativa foi mantida por <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1101\/2020.04.05.20054163\">Berg et al<\/a>. ap\u00f3s controlar para a idade mediana, PIB per capita, densidade e tamanho da popula\u00e7\u00e3o, regi\u00e3o geogr\u00e1fica, taxa l\u00edquida de migra\u00e7\u00e3o e outros fatores [30], e <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1101\/2020.04.01.20049478\">Shet et al<\/a>. ap\u00f3s ajustar pela renda do pa\u00eds, estrutura et\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o (&gt; 65 anos) e \u00e9poca da epidemia [27]. <a href=\"https:\/\/www.medrxiv.org\/content\/10.1101\/2020.04.08.20056051v1\">Hensel et al<\/a> mostraram que o fator de confus\u00e3o mais significativo \u00e9 a taxa de testagem para COVID-19 (testes por 1 milh\u00e3o de habitantes), onde pa\u00edses com altas taxas de testagem (&gt; 2.500 teste \/ M) n\u00e3o exibiam mais associa\u00e7\u00e3o estatisticamente significativa entre a pol\u00edtica do BCG e incid\u00eancia e mortes por COVID -19 [29]. Enquanto isso <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1101\/2020.04.06.20055616\">Kirov<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.medrxiv.org\/content\/10.1101\/2020.04.09.20056903v1\">Szigeti et al<\/a>. n\u00e3o mostraram correla\u00e7\u00e3o entre a pol\u00edtica de vacina\u00e7\u00e3o com BCG e infec\u00e7\u00f5es por COVID-19 [31,33].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso exige cautela imperativa ao interpretar a rela\u00e7\u00e3o entre as pol\u00edticas de vacina\u00e7\u00e3o com BCG e a morbimortalidade e COVID-19 [29,33]. Esses achados n\u00e3o fornecem evid\u00eancias adequadas de que a vacina BCG protege contra o COVID-19. Isso est\u00e1 de acordo com o <a href=\"https:\/\/www.who.int\/news-room\/commentaries\/detail\/bacille-calmette-gu%C3%A9rin-(bcg)-vaccination-and-covid-19\">relat\u00f3rio cient\u00edfico da OMS<\/a> publicado em 12 de abril de 2020, que afirmou que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias atuais de que a vacina BCG proteja contra o COVID-19 [34]. Evid\u00eancias s\u00f3lidas devem ser geradas por meio de avalia\u00e7\u00e3o prospectiva em ensaios cl\u00ednicos randomizados [27].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ensaios cl\u00ednicos em andamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, tr\u00eas ensaios cl\u00ednicos est\u00e3o em andamento para determinar se a vacina\u00e7\u00e3o BCG protege os profissionais de sa\u00fade (PS) durante a pandemia de COVID-19; O <a href=\"https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/NCT04327206\">BRACE<\/a> \u00e9 um ECR de fase III, realizado na Austr\u00e1lia, que recrutar\u00e1 at\u00e9 4170 profissionais de sa\u00fade (PS) para determinar se a vacina BCG reduz a incid\u00eancia e a gravidade do COVID-19 [35]; e o <a href=\"https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/NCT04328441\">BCG-CORONA<\/a> \u00e9 outro ECR de fase III, realizado na Holanda, que registrar\u00e1 at\u00e9 1500 PS para reduzir o absente\u00edsmo entre os PS com contato direto com pacientes durante o COVID-19 [36]; e o estudo <a href=\"https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/NCT04348370\">BADAS<\/a>, um estudo randomizado de fase 4, \u00e9 realizado nos EUA para determinar se a vacina BCG para profissionais de sa\u00fade atua como uma defesa contra o COVID-19, que registrar\u00e1 1800 participantes [37].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pontos fortes e limita\u00e7\u00f5es da evid\u00eancia atual<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A evid\u00eancia atual sobre a vacina\u00e7\u00e3o com BCG e a preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias agudas \u00e9 de alta qualidade, pois \u00e9 apoiada pelos resultados de duas revis\u00f5es sistem\u00e1ticas (uma incluindo meta-an\u00e1lise) e quatro ECRs, que fornecem alto n\u00edvel de evid\u00eancia para estudos de preven\u00e7\u00e3o [38].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, evid\u00eancias de baixa qualidade de que a vacina BCG pode prevenir o COVID-19 s\u00e3o devidas a v\u00e1rias limita\u00e7\u00f5es em alguns estudos, incluindo: (1) n\u00e3o considerar que diferentes pa\u00edses iniciaram a pandemia em diferentes momentos, tornando imprudente tirar conclus\u00f5es prematuras, enquanto ainda se est\u00e1 no meio da pandemia, onde os casos \/ mortes por COVID-19 ainda podem aumentar ao longo do tempo em alguns pa\u00edses usu\u00e1rios da BCG; (2) n\u00e3o ajustar para fatores de confus\u00e3o importantes, como taxas de testagem; e (3) sem mencionar as limita\u00e7\u00f5es dos estudos. Al\u00e9m disso, o trabalho n\u00e3o revisado por pares \u00e9 pass\u00edvel de erros metodol\u00f3gicos e interpreta\u00e7\u00e3o imprecisa dos resultados do estudo. Finalmente, e mais importante, evid\u00eancias s\u00f3lidas para estudos de preven\u00e7\u00e3o em uma pandemia devem ser obtidas de ensaios cl\u00ednicos randomizados prospectivos, em vez de estudos retrospectivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Implica\u00e7\u00f5es para pr\u00e1tica e pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora existam evid\u00eancias de que a vacina BCG tenha efeitos inespec\u00edficos contra infec\u00e7\u00f5es (respirat\u00f3rias), atualmente n\u00e3o temos certeza sobre a magnitude e a dura\u00e7\u00e3o desses efeitos inespec\u00edficos e, portanto, n\u00e3o podemos determinar as implica\u00e7\u00f5es na pr\u00e1tica e na pol\u00edtica [18]. A OMS concluiu em \u201crecomenda\u00e7\u00f5es baseadas em evid\u00eancias\u201d que as evid\u00eancias atuais n\u00e3o justificam mudan\u00e7as na atual pol\u00edtica global de imuniza\u00e7\u00e3o [39]. S\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos de tamanho e qualidade adequados para determinar os efeitos n\u00e3o espec\u00edficos das vacinas na mortalidade por todas as causas [18]. Os achados que mostram correla\u00e7\u00e3o significativa entre a vacina BCG e o COVID-19 fornecem evid\u00eancias inadequadas e n\u00e3o devem se refletir em nenhuma pr\u00e1tica ou pol\u00edtica no momento atual, fora dos contextos dos ensaios cl\u00ednicos controlados randomizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Existem evid\u00eancias de revis\u00e3o sistem\u00e1tica, com risco baixo a moderado de vi\u00e9s, de que a vacina\u00e7\u00e3o com BCG previne infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias (pneumonia e influenza) em crian\u00e7as e idosos.<\/li>\n<li>A vacina BCG modula as respostas humorais \u00e0s vacinas contra pneumococo e influenza.<\/li>\n<li>Mais pesquisas s\u00e3o necess\u00e1rias para estudar a magnitude e a dura\u00e7\u00e3o dos efeitos n\u00e3o espec\u00edficos da vacina BCG na mortalidade por todas as causas antes de considerar as implica\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica e a pol\u00edtica.<\/li>\n<li>Atualmente, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que a vacina BCG proteja contra o COVID-19, e deve-se ter cuidado ao estudar e interpretar a correla\u00e7\u00e3o entre eles.<\/li>\n<li>Estando ainda em meio \u00e0 pandemia do COVID-19, \u00e9 muito cedo para tirar conclus\u00f5es prematuras, onde os casos \/ mortes de COVID-19 ainda podem aumentar ao longo do tempo em alguns pa\u00edses que usam a vacina BCG.<\/li>\n<li>Devem ser obtidas boas evid\u00eancias de estudos prospectivos randomizados antes de refletir sobre a pr\u00e1tica e a pol\u00edtica.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aviso<\/strong>: o artigo n\u00e3o foi revisado por pares; n\u00e3o deve substituir o julgamento cl\u00ednico individual e as fontes citadas devem ser verificadas. As opini\u00f5es expressas neste coment\u00e1rio representam as opini\u00f5es dos autores e n\u00e3o necessariamente as da institui\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3, do NHS, do NIHR ou do Departamento de Sa\u00fade e Assist\u00eancia Social. As opini\u00f5es n\u00e3o substituem aconselhamento m\u00e9dico profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AUTORES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ranin Soliman \u00e9 pesquisador de Doutorado em Cuidados de Sa\u00fade Baseados em Evid\u00eancias, baseado no Departamento de Educa\u00e7\u00e3o Continuada da Universidade de Oxford.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jon Brassey \u00e9 diretor do Trip Database Ltd, l\u00edder em mobiliza\u00e7\u00e3o de conhecimento na Public Health Wales (NHS) e editor associado no BMJ Evidence-Based Medicine<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Annette Pl\u00fcddemann \u00e9 pesquisadora s\u00eanior do <a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/\">Centro de Medicina Baseada em Evid\u00eancias<\/a> (biografia <a href=\"https:\/\/www.phc.ox.ac.uk\/team\/annette-pluddemann\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carl Heneghan \u00e9 Professor de Medicina Baseada em Evid\u00eancias e Diretor do <a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/\">Centro de Medicina Baseada em Evid\u00eancias<\/a> (declara\u00e7\u00e3o completa e divulga\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.phc.ox.ac.uk\/team\/carl-heneghan\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ESTRAT\u00c9GIA DE BUSCA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s realizamos busca nas bases de dados PubMed, Google Scholar, TRIP e LitCovid no dia 10 de abril usando os termos de busca: \u201cBCG vaccine\u201d, \u201crespiratory tract infections\u201d, e \u201cCOVID-19\u201d. As principais condi\u00e7\u00f5es de interesse nas infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias inclu\u00edram bronquite, resfriado, gripe, pneumonia, SARS. Selecionamos t\u00edtulos e resumos de todos os resultados da pesquisa e inclu\u00edmos estudos relevantes em animais e humanos, revis\u00f5es sistem\u00e1ticas, revis\u00f5es narrativas (caso elas fornecessem informa\u00e7\u00f5es adicionais n\u00e3o abordadas em outros estudos) e pr\u00e9-impress\u00f5es. Tamb\u00e9m pesquisamos manualmente cita\u00e7\u00f5es no texto de estudos relevantes para incluir todas as refer\u00eancias relacionadas. Em seguida, revisamos os textos completos de todos os estudos, exceto dois estudos que foram revisados \u200b\u200bapenas a partir do resumo, pois seus textos completos n\u00e3o estavam dispon\u00edveis no idioma ingl\u00eas. Restringimos a pesquisa no PubMed a artigos publicados nos \u00faltimos 10 anos. Outra pesquisa foi realizada em 11 de mar\u00e7o para incluir qualquer trabalho publicado recentemente. Fornecemos um resumo narrativo das evid\u00eancias atuais.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Termos de busca<br \/>\n<\/strong>(\u201cBCG Vaccine\u201d[Majr]) AND \u201cRespiratory Tract Infections\u201d[Majr] AND bronchitis OR common cold OR influenza OR pneumonia OR SARS; BCG vaccine AND COVID-19.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Link no PubMed<br \/>\n<\/strong><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/?term=%28%22BCG+Vaccine%22%5BMajr%5D%29+AND+%22Respiratory+Tract+Infections%22%5BMajr%5D&amp;filter=ds1.y_10\">https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/? term=%28%22BCG+Vaccine%22%5BMajr%5D%29+AND+%22Respiratory+Tract+Infections%22%5BMajr%5D&amp;filter=ds1.y_10\u00a0<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Coronavirus disease 2019 (COVID-19 \u2013 Situation report 71. Available at<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.who.int\/docs\/default-source\/coronaviruse\/situation-reports\/20200331-sitrep-71-covid-19.pdf?sfvrsn=4360e92b_6\">https:\/\/www.who.int\/docs\/default-source\/coronaviruse\/situation-reports\/20200331-sitrep-71-covid-19.pdf?sfvrsn=4360e92b_6<\/a><\/li>\n<li>Netea MG, van Crevel R. BCG-induced protection: effects on innate immune memory.\u00a0<em>Semin Immunol<\/em>. 2014;26(6):512\u2013517.<\/li>\n<li>Roth A, Garly ML, Jensen H, Nielsen J, Aaby P. Bacillus Calmette-Gu\u00e9rin vaccination and infant mortality.\u00a0<em>Expert Rev Vaccines<\/em>. 2006;5(2):277\u2013293.<\/li>\n<li>Cruz CT, Almeida B, Troster E, et al. Systematic Review of the Non-Specific Effects of Bacillus Calmette-Gu\u00e9rin Vaccine on Child. Mortality.\u00a0<em>J Infec Dis Treat<\/em>. 2017, 3:1.<\/li>\n<li>Zimmermann P and Curtis N. The influence of BCG on vaccine responses \u2013 a systematic review.\u00a0<em>Expert Rev. Vaccines<\/em>. 2018. 17:6, 547-554.<\/li>\n<li>Aaby P, Roth A, and Ravn H, et al. Randomized Trial of BCG Vaccination at Birth to Low-Birth-Weight Children: Beneficial Nonspecific Effects in the Neonatal Period?\u00a0<em>J Infect Dis<\/em>. 2011 Jul 15;204(2):245-52.<\/li>\n<li>Biering-S\u00f8rensen S, Aaby P, Napirna BM, et al. Small randomized trial among low-birth-weight children receiving bacillus Calmette-Gu\u00e9rin vaccination at first health center contact.\u00a0<em>Pediatr Infect Dis J.<\/em>2012;31(3):306\u2013308.<\/li>\n<li>Leentjens J, Kox M, Stokman R, et al. BCG Vaccination Enhances the Immunogenicity of Subsequent Influenza Vaccination in Healthy Volunteers: A Randomized, Placebo-Controlled Pilot Study.\u00a0<em>J Infect Dis.<\/em>2015;212(12):1930\u20131938.<\/li>\n<li>Kj\u00e6rgaard J, Birk NM, Nissen TN, et al. Nonspecific effect of BCG vaccination at birth on early childhood infections: a randomized, clinical multicenter trial.\u00a0<em>Pediatr Res<\/em>. 2016;80(5):681\u2013685.<\/li>\n<li>Ohrui T, Nakayama K, Fukushima T, Chiba H, Sasaki H. [Prevention of elderly pneumonia by pneumococcal, influenza and BCG vaccinations].\u00a0<em>Japanese Journal of Geriatrics<\/em>. 2005 Jan;42(1):34-36.<\/li>\n<li>Wardhana, Datau EA, Sultana A, Mandang VV, Jim E. The efficacy of Bacillus Calmette-Guerin vaccinations for the prevention of acute upper respiratory tract infection in the elderly. Acta Med Indones. 2011;43(3):185\u2013190.<\/li>\n<li>Hollm-Delgado M, Stuart E, and Black R. Acute Lower Respiratory Infection Among Bacille Calmette-Gu\u00e9rin (BCG)\u2013Vaccinated Children. Pediatrics 2014;133:e73\u2013e81.<\/li>\n<li>de Castro MJ, Pardo-Seco J, Martin\u00f3n-Torres F. Nonspecific (Heterologous) Protection of Neonatal BCG Vaccination Against Hospitalization Due to Respiratory Infection and Sepsis.\u00a0<em>Clin Infect Dis<\/em>. 2015;60(11):1611\u20131619.<\/li>\n<li>Haahr S, Michelsen SW, Andersson M, et al. Non-specific effects of BCG vaccination on morbidity among children in Greenland: a population-based cohort study.\u00a0<em>Int J Epidemiol<\/em>. 2016;45(6):2122\u20132130.<\/li>\n<li>Niobey FM, Duchiade MP, Vasconcelos AG, de Carvalho ML, Leal Mdo C, Valente JG. [Risk factors for death caused by pneumonia in children younger than 1 year old in a metropolitan region of southeastern Brazil. A case- control study].\u00a0<em>Rev Saude Publica<\/em>. 1992;26(4):229\u2013238.<\/li>\n<li>Stensballe L, Nante E, Jensen I, et al. Acute lower respiratory tract infections and respiratory syncytial virus in infants in Guinea-Bissau: a beneficial effect of BCG vaccination for girls Community based case\u2013control study.\u00a0<em>Vaccine\u00a0<\/em>23 (2005) 1251\u20131257.<\/li>\n<li>Chisti MJ, Salam MA, Ahmed T, et al. Lack of BCG vaccination and other risk factors for bacteraemia in severely malnourished children with pneumonia.\u00a0<em>Epidemiol Infect<\/em>. 2015;143(4):799\u2013803. doi:10.1017\/S0950268814001368.<\/li>\n<li>Pollard A, Finn A, and Curtis N. Non-specific effects of vaccines: plausible and potentially important, but implications uncertain.\u00a0<em> Child<\/em>. 2017 102(11).<\/li>\n<li>Moorlag S, Arts R, Crevel R, and Netea M. Non-specific effects of BCG vaccine on viral infections.\u00a0<em>Narrative review<\/em>. 2019 25(12).<\/li>\n<li>Mukherjee\u00a0S, Subramaniam\u00a0R, Chen\u00a0H, Smith\u00a0A, Keshava\u00a0S, et al. (2017) Boosting efferocytosis in alveolar space using BCG vaccine to protect host against influenza pneumonia. PLOS ONE 12(7): e0180143.<\/li>\n<li>Soto JA, G\u00e1lvez NMS, Rivera CA, et al. Recombinant BCG Vaccines Reduce Pneumovirus-Caused Airway Pathology by Inducing Protective Humoral Immunity. Front Immunol. 2018;9:2875. s<\/li>\n<li>Yu Y, Jin H, Chen Z, et al. Children\u2019s vaccines do not induce cross reactivity against SARS-CoV.\u00a0<em>J Clin Pathol<\/em>. 2007;60(2):208\u2013211.<\/li>\n<li>Messina NL, Gardiner K, Donath S, et al. Study protocol for the Melbourne Infant Study: BCG for Allergy and Infection Reduction (MIS BAIR), a randomised controlled trial to determine the non-specific effects of neonatal BCG vaccination in a low-mortality setting.\u00a0<em>BMJ Open<\/em>2019;9:e032844.<\/li>\n<li>Miller A, Reandelar M, Fasciglione K, et al. Correlation between universal BCG vaccination policy and reduced morbidity and mortality for COVID-19: an epidemiological study. [preprint].\u00a0<em>medRxiv<\/em>. 2020.03.24.20042937.<\/li>\n<li>Hegarty P, Kamat A, Zafirakis H, and DiNardo A. BCG vaccination may be protective against Covid-19. [preprint]. ResearchGate. Available at:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/340224580_BCG_vaccination_may_be_protective_against_Covid-19\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/340224580_BCG_vaccination_may_be_protective_against_Covid-19<\/a><\/li>\n<li>Sala G and Miyakawa T. Association of BCG vaccination policy with prevalence and mortality of COVID-19. [preprint]. medRxiv. 2020.03.30.20048165.<\/li>\n<li>Shet A, Ray D, Malavige N, Santosham M, and Bar-Zeev N. Differential COVID-19-attributable mortality and BCG vaccine use in countries.\u00a0<em>[preprint].<\/em><em>medRxiv<\/em>01.20049478.<\/li>\n<li>Goswami R, Mittal D, and Goswami R. Interaction between malaria transmission and BCG vaccination with COVID-19 incidence in the world map: A cross-sectional study.\u00a0<em>[preprint]. medRxiv<\/em>03.20052563.<\/li>\n<li>Hensel J, McGrail D, and McAndrews K, et al. Exercising caution in correlating COVID-19 incidence and mortality rates with BCG vaccination policies due to variable rates of SARS CoV-2 testing. [preprint].\u00a0<em>medRxiv<\/em>08.20056051.<\/li>\n<li>Berg M, Yu Q, Salvador C,\u00a0<em>et al<\/em>. Mandated Bacillus Calmette-Gu\u00e9rin (BCG) vaccination predicts flattened curves for the spread of COVID-19.\u00a0<em>[preprint]. medRxiv<\/em>05.20054163.<\/li>\n<li>Kirov S. Association Between BCG Policy is Significantly Confounded by Age and is Unlikely to Alter Infection or Mortality Rates.\u00a0<em>[preprint].<\/em><em>medRxiv\u00a0<\/em>06.20055616.<\/li>\n<li>Dayal D and Gupta S. 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BCG Vaccine for Health Care Workers as Defense Against COVID 19 (BADAS) (Identifier: NCT04348370).<\/li>\n<li>CEBM Levels of Evidence (March 2009). Available at:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/2009\/06\/oxford-centre-evidence-based-medicine-levels-evidence-march-2009\/\">https:\/\/www.cebm.net\/2009\/06\/oxford-centre-evidence-based-medicine-levels-evidence-march-2009\/<\/a><\/li>\n<li>Group Sn-seovW. Evidence-based recommendations on non-specific effects of BCG, DTP-containing and measles-containing vaccines on mortality in children under 5 years of age Geneva: WHO; 2014.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tabela 1: <\/strong>Resumo das evid\u00eancias dos estudos inclu\u00eddos sobre a vacina BCG e infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias agudas<\/p>\n<table width=\"558\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"99\"><strong>Autores (Ano)<\/strong><\/td>\n<td width=\"76\"><strong>Pa\u00eds<\/strong><\/td>\n<td width=\"90\"><strong>Estudo (artigo) tipo<\/strong><\/td>\n<td width=\"91\"><strong>Tamanho amostral<\/strong><\/td>\n<td width=\"79\"><strong>Condi\u00e7\u00e3o (s) estudada<\/strong><\/p>\n<p><strong>(desfecho)<\/strong><\/td>\n<td width=\"124\"><strong>Principais achados<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Cruz,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2017) [4]<\/td>\n<td width=\"76\">Brasil<\/td>\n<td width=\"90\">Revis\u00e3o sistem\u00e1tica<\/td>\n<td width=\"91\">\u2014<\/td>\n<td width=\"79\">Mortalidade por todas as causas em crian\u00e7as ap\u00f3s vacina\u00e7\u00e3o BCG<\/td>\n<td width=\"124\">Vacina\u00e7\u00e3o BCG reduziu aproximadamente \u00e0 metade a mortalidade por todas as causas em crian\u00e7as com menos de 5 anos de idade de pa\u00edses com baixa renda, devido a menos mortes por pneumonia e sepse. Tamanho de efeito\u00a00,56 (IC 95% 0,46-0,69).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Zimmermann,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2018) [5]<\/td>\n<td width=\"76\">Austr\u00e1lia<\/td>\n<td width=\"90\">Revis\u00e3o sistem\u00e1tica<\/td>\n<td width=\"91\">\u2014<\/td>\n<td width=\"79\">Influ\u00eancia da BCG na resposta a vacinas<\/td>\n<td width=\"124\">BCG est\u00e1 associada a n\u00edveis mais altos de anticorpos pelas vacinas contra o pneumococo (sorotipo 9V, p &lt;0,01; 18C, p = 0,04) e influenza A (H1N1) pdm09 (p = 0,04).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Aaby,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2011) [6]<\/td>\n<td width=\"76\">Guin\u00e9-Bissau (\u00c1frica Ocidental)<\/td>\n<td width=\"90\">ECR<\/td>\n<td width=\"91\">2.320<\/td>\n<td width=\"79\">Mortalidade infantil ap\u00f3s vacina\u00e7\u00e3o precoce versus tardia com BCG em crian\u00e7as com baixo peso ao nascer<\/td>\n<td width=\"124\">A mortalidade infantil foi reduzida em 17% (taxa de mortalidade [RTM] 5,83 [0,63-1,08]) aos 12 meses ap\u00f3s o recebimento da vacina BCG precoce. Isso foi atribu\u00eddo principalmente a menos casos de sepse neonatal e infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Biering-S\u00f8rensen,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2012) [7]<\/td>\n<td width=\"76\">Guin\u00e9-Bissau (\u00c1frica Ocidental)<\/td>\n<td width=\"90\">ECR<\/td>\n<td width=\"91\">105<\/td>\n<td width=\"79\">&nbsp;<\/p>\n<p>Administra\u00e7\u00e3o da vacina BCG vs. controle em crian\u00e7as com baixo peso ao nascer<\/td>\n<td width=\"124\">A administra\u00e7\u00e3o da vacina BCG no primeiro contato ap\u00f3s o nascimento pode contribuir para diminuir a mortalidade [RTM foi de 0,41 (0,14-1,18) (P _ 0,098) na inf\u00e2ncia].<\/p>\n<p>Isso se deve principalmente a menos mortes por pneumonia e sepse em regi\u00f5es de alta mortalidade.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Leentjens,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2015) [8]<\/td>\n<td width=\"76\">Pa\u00edses Baixos<\/td>\n<td width=\"90\">ECR controlado por placebo<\/td>\n<td width=\"91\">40<\/td>\n<td width=\"79\">Influ\u00eancia da vacina\u00e7\u00e3o BCG nas respostas imunes \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o contra influenza em adultos<\/td>\n<td width=\"124\">A vacina\u00e7\u00e3o com BCG antes da vacina\u00e7\u00e3o contra influenza resulta em um aumento mais pronunciado e indu\u00e7\u00e3o acelerada de respostas funcionais de anticorpos pela a vacina contra a pandemia de influenza A (H1N1) de 2009<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Kj\u00e6rgaard,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2016) [9]<\/td>\n<td width=\"76\">Dinamarca<\/td>\n<td width=\"90\">ECR<\/p>\n<p>(multic\u00eantrico)<\/td>\n<td width=\"91\">4.262<\/td>\n<td width=\"79\">Impacto da vacina\u00e7\u00e3o com BCG ao nascimento na incid\u00eancia relatada pelos pais de infec\u00e7\u00f5es na inf\u00e2ncia durante o primeiro ano de vida<\/td>\n<td width=\"124\">N\u00e3o h\u00e1 impacto geral da vacina\u00e7\u00e3o BCG na pneumonia [RRI 0,50 (IC 95% 0,17-1,46, p = 0,2) e frio [RRI 0,91 (IC 95% 0,71-1,16, p = 0,46] em crian\u00e7as \u2264 13 meses).<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 suporte para o uso do BCG para reduzir a carga de doen\u00e7as infecciosas em contextos de alta renda em que as m\u00e3es n\u00e3o receberam BCG elas mesmas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Ohrui,\u00a0<em>et al<\/em>. (2005)\u00a0<em>*<\/em>\u00a0[10]<\/td>\n<td width=\"76\">Jap\u00e3o<\/td>\n<td width=\"90\">Coorte prospectiva<\/td>\n<td width=\"91\"><em>ND<\/em><\/td>\n<td width=\"79\">Risco de pneumonia p\u00f3s-vacina\u00e7\u00e3o com BCG em idosos com mais de 65 anos<\/td>\n<td width=\"124\">Vacina BCG diminuiu o risco de pneumonia em idosos&gt; 65 anos com comorbidades<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A vacina BCG pode ser eficaz na preven\u00e7\u00e3o de pneumonia em idosos com atividades limitadas da vida di\u00e1ria<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">\u00a0Wardhana,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2011) [11]<\/td>\n<td width=\"76\">\u00a0Indon\u00e9sia<\/td>\n<td width=\"90\">Estudo prospectivo (experimental)<\/td>\n<td width=\"91\">34<\/td>\n<td width=\"79\">\u00a0Efic\u00e1cia das vacinas BCG em idosos na preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00e3o aguda do trato respirat\u00f3rio superior (IATRS)<\/td>\n<td width=\"124\">A vacina BCG em idosos pode aumentar o n\u00edvel de IFN-\u03b3 [tratamento 0,07 pg\/ml, controle 0,04 pg\/ml, p=0,007] e IL-10 [tratamento 0,30 pg\/ml, controle 0,27 pg\/ml, p=0,043], e pode proteger de infec\u00e7\u00e3o por v\u00edrus influenza.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Hollm-Delgado,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2014) [12]<\/td>\n<td width=\"76\">Estudo global (18 pa\u00edses)<\/td>\n<td width=\"90\">Coorte prospectiva<\/p>\n<p>(2 coortes)<\/td>\n<td width=\"91\">58.021<\/p>\n<p>93.301<\/td>\n<td width=\"79\">Impacto da vacina BCG na infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria baixa aguda (IATRI) em crian\u00e7as em todo o mundo<\/td>\n<td width=\"124\">As crian\u00e7as vacinadas com BCG apresentaram menor risco de suspeita IATRI (RR: 0,83, IC 95%: 0,7\u2013 0,9).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o com BCG foi associada a uma redu\u00e7\u00e3o de 17% a 37% do risco de suspeita de IATRI infantil em ambas as coortes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">de Castro,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2015) [13]<\/td>\n<td width=\"76\">Espanha<\/td>\n<td width=\"90\">Coorte retrospectiva<\/td>\n<td width=\"91\">(464.611 epis\u00f3dios de hospitaliza\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<td width=\"79\">Efeitos protetores heter\u00f3logos da vacina\u00e7\u00e3o com BCG contra infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria (IR) e sepse em crian\u00e7as (n\u00e3o atribu\u00edvel \u00e0 TB)<\/td>\n<td width=\"124\">A vacina\u00e7\u00e3o com BCG no nascimento pode diminuir a taxa de hospitaliza\u00e7\u00e3o (TH) devido a IR e sepse n\u00e3o relacionada \u00e0 tuberculose por meio de prote\u00e7\u00e3o heter\u00f3loga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 40% na TH devido a IR em crian\u00e7as vacinadas com BCG comparada com casos n\u00e3o vacinados, FP de 52,8% (43.8\u201360.7; valor de P &lt;.001).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Haahr,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2016) [14]<\/td>\n<td width=\"76\">Groenl\u00e2ndia<\/td>\n<td width=\"90\">Coorte retrospectiva<\/td>\n<td width=\"91\">19.363<\/td>\n<td width=\"79\">Taxas de hospitaliza\u00e7\u00e3o em todo o pa\u00eds devido a doen\u00e7as infecciosas (exceto a tuberculose) entre os BCG vacinados<\/p>\n<p>e crian\u00e7as n\u00e3o vacinadas<\/td>\n<td width=\"124\">N\u00e3o houve associa\u00e7\u00e3o entre as taxas de hospitaliza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as vacinadas e n\u00e3o vacinadas com BCG devido a infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias [RRI 1,07, IC95% 0,96\u20131,20]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os resultados do estudo n\u00e3o apoiam a hip\u00f3tese de que a vacina BCG neonatal reduz a morbidade em crian\u00e7as causadas por doen\u00e7as infecciosas (respirat\u00f3rias) que n\u00e3o a TB<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Niobey,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(1992) * [15]<\/td>\n<td width=\"76\">Brasil<\/td>\n<td width=\"90\">Estudo de caso-controle<\/td>\n<td width=\"91\"><em>ND<\/em><\/td>\n<td width=\"79\">Mortalidade infantil por pneumonia ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o com BCG<\/td>\n<td width=\"124\">A vacina\u00e7\u00e3o com BCG foi associada a uma redu\u00e7\u00e3o de 50% nas mortes infantis (raz\u00e3o da taxa de mortalidade [RM]: 0,50; intervalo de confian\u00e7a de 95% [IC]: 0,30-0,86)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Stensballe,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2005) [16]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td width=\"76\">Guin\u00e9-Bissau<\/td>\n<td width=\"90\">Caso-controle pareado<\/td>\n<td width=\"91\">386<\/td>\n<td width=\"79\">Infec\u00e7\u00e3o aguda do trato respirat\u00f3rio inferior (IATRI) em crian\u00e7as<\/td>\n<td width=\"124\">A vacina\u00e7\u00e3o com BCG pode ter um efeito protetor n\u00e3o direcionado contra as IATRI, sendo o efeito mais acentuado nas meninas.<\/p>\n<p>[OR ajustado de 2,87 (1,31 a 6,32), vacinado com BCG, 1,72 (0,48 a 6,19) em meninos e 4,45 (1,48 a 13,4) em meninas].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Crian\u00e7as sem vacina\u00e7\u00e3o com BCG tiveram um risco tr\u00eas vezes maior de contrair infec\u00e7\u00e3o do trato respirat\u00f3rio inferior<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Chisti,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2015) [17]<\/td>\n<td width=\"76\">Bangladesh<\/td>\n<td width=\"90\">Estudo de caso-controle<\/td>\n<td width=\"91\">405<\/td>\n<td width=\"79\">Efeito da vacina\u00e7\u00e3o BCG em crian\u00e7as desnutridas gravemente agudas (DAG) com pneumonia e bacteremia<\/td>\n<td width=\"124\">As crian\u00e7as com DAG com pneumonia e bacteremia tinham hist\u00f3rico de falta de vacina\u00e7\u00e3o com BCG (raz\u00e3o de chances 7,39, intervalo de confian\u00e7a de 95% 1,67\u201332,73, P &lt;0 ,01).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A continua\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o com BCG \u00e9 importante e pode fornecer benef\u00edcios al\u00e9m do seu objetivo principal<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Pollard,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2017) [18]<\/td>\n<td width=\"76\">Reino Unido<\/td>\n<td width=\"90\">Revis\u00e3o<\/td>\n<td width=\"91\">\u2014<\/td>\n<td width=\"79\">Efeitos n\u00e3o espec\u00edficos da vacina\u00e7\u00e3o com BCG<\/td>\n<td width=\"124\">Estudos recentes sugeriram um efeito ben\u00e9fico da vacina\u00e7\u00e3o com BCG na redu\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias (sem TB).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora seja altamente plaus\u00edvel que algumas vacinas tenham efeitos n\u00e3o espec\u00edficos, sua magnitude e dura\u00e7\u00e3o, e, portanto, sua import\u00e2ncia, permanecem incertas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Moorlag,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2019) [19]<\/td>\n<td width=\"76\">Pa\u00edses Baixos<\/td>\n<td width=\"90\">Revis\u00e3o<\/td>\n<td width=\"91\">\u2014<\/td>\n<td width=\"79\">Prote\u00e7\u00e3o inespec\u00edfica induzida pela vacina BCG contra infec\u00e7\u00f5es virais<\/td>\n<td width=\"124\">O BCG protege contra v\u00e1rios v\u00edrus de DNA \/ RNA em camundongos, como os v\u00edrus influenza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Recentemente, foi demonstrado o efeito do BCG em uma infec\u00e7\u00e3o viral experimental em humanos, o que<\/p>\n<p>pode ser mediado atrav\u00e9s da indu\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria imune inata.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Mukherjee,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2017) [20]<\/td>\n<td width=\"76\">EUA<\/td>\n<td width=\"90\">Estudo em animais<\/td>\n<td width=\"91\">\u2014<\/td>\n<td width=\"79\">Efeito da administra\u00e7\u00e3o pulmonar de BCG na eferocitose por fag\u00f3citos alveolares (Fas)<\/td>\n<td width=\"124\">Vacina BCG aumenta a eferocitose no espa\u00e7o alveolar em camundongos e protege o hospedeiro contra pneumonia por influenza<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Soto,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2018) [21]<\/td>\n<td width=\"76\">Chile<\/td>\n<td width=\"90\">Estudo em animais<\/td>\n<td width=\"91\">\u2014<\/td>\n<td width=\"79\">Efeito da vacina recombinante BCG (rBCG) contra hRSV e hMPV em camundongos<\/td>\n<td width=\"124\">As vacinas rBCG reduzem a patologia das vias a\u00e9reas causada por pneumov\u00edrus, induzindo imunidade humoral protetora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As cepas de rBCG podem ser consideradas como uma abordagem eficaz de vacina\u00e7\u00e3o contra outros v\u00edrus respirat\u00f3rios com biologia semelhante ao hRSV e hMPV.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"99\">Yu,\u00a0<em>et al<\/em>\u00a0(2007) [22]<\/td>\n<td width=\"76\">China<\/td>\n<td width=\"90\">Estudo em animais<\/td>\n<td width=\"91\">\u2014<\/td>\n<td width=\"79\">Efeito de vacinas infantis (incluindo vacina BCG) na imunidade cruzada contra SARS-CoV em camundongos<\/td>\n<td width=\"124\">As vacinas infantis (incluindo a vacina BCG) n\u00e3o induzem reatividade cruzada contra SARS-CoV<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>* Os estudos revisados \u200b\u200bcom base em resumos apenas como artigos completos n\u00e3o foram publicados em ingl\u00eas; Ohruir et al (2005) foi publicado em japon\u00eas; e Niobey et al (1992) foram publicados em portugu\u00eas. Abrevia\u00e7\u00f5es:FP: fra\u00e7\u00e3o prevenida. hRSV:\u00a0 V\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio humano; hMPV: Metapneumov\u00edrus Humano. SARS-CoV:\u00a0 S\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave-v\u00edrus corona.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tabela 2: Resumo do trabalho n\u00e3o revisado por pares sobre a vacina BCG e COVID-19.\u00a0<\/strong><\/p>\n<table width=\"558\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"85\"><strong>Autores (Data\/Ano)<\/strong><\/td>\n<td width=\"56\"><strong>Pa\u00eds<\/strong><\/td>\n<td width=\"88\"><strong>Estudo\/Tipo de artigo<\/strong><\/td>\n<td width=\"126\"><strong>Condi\u00e7\u00e3o(s) estudada (desfecho)<\/strong><\/td>\n<td width=\"130\"><strong>Achados<\/strong><\/td>\n<td width=\"74\"><strong>Limita\u00e7\u00f5es do estudo<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"85\">Miller,\u00a0<em>et al<\/em><\/p>\n<p>(24 de mar\u00e7o de 2020) [24]<\/td>\n<td width=\"56\">EUA<\/td>\n<td width=\"88\">Estudo Retrospectivo<\/p>\n<p>(correlacional)<\/td>\n<td width=\"126\">Correla\u00e7\u00e3o entre a pol\u00edtica de vacina\u00e7\u00e3o do BCG e a morbimortalidade (mortes por milh\u00e3o de habitantes por pa\u00eds)<\/td>\n<td width=\"130\">A vacina\u00e7\u00e3o com BCG foi correlacionada com uma redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es relatadas por COVID-19 em um pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pa\u00edses sem pol\u00edticas universais de vacina BCG foram mais afetados do que aqueles sem vacina BCG (p = 8.64e-04)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Houve uma correla\u00e7\u00e3o positiva (p = 0,44, p = 0,02) entre o ano de in\u00edcio da vacina BCG e a taxa de mortalidade<\/td>\n<td width=\"74\">N\u00e3o inclu\u00edda<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"85\">&nbsp;<\/p>\n<p>Hegarty, et al<\/p>\n<p>(24 de mar\u00e7o de 2020) [25]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td width=\"56\">EUA<\/td>\n<td width=\"88\">Estudo retrospectivo<\/td>\n<td width=\"126\">Impacto dos programas nacionais de vacina\u00e7\u00e3o BCG na incid\u00eancia e mortalidade de COVID-19<\/td>\n<td width=\"130\">Os pa\u00edses com programa nacional de vacina\u00e7\u00e3o com BCG parecem ter uma menor incid\u00eancia e taxa de mortalidade por Covid-19.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o com BCG pode ter um papel na redu\u00e7\u00e3o do impacto do COVID-19 e est\u00e1 sendo estudada em um estudo prospectivo<\/td>\n<td width=\"74\">N\u00e3o inclu\u00edda<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"85\">Sala &amp; Miyakawa,<\/p>\n<p>(30 de mar\u00e7o de 2020) [26]<\/td>\n<td width=\"56\">Jap\u00e3o<\/td>\n<td width=\"88\">Estudo Retrospectivo<\/p>\n<p>(correlacional)<\/td>\n<td width=\"126\">Associa\u00e7\u00e3o entre vacina BCG e preval\u00eancia e mortalidade (por 1 milh\u00e3o de habitantes) por COVID-19<\/td>\n<td width=\"130\">O n\u00famero total de casos e mortes foi significativamente associado \u00e0 pol\u00edtica de vacina\u00e7\u00e3o do BCG do pa\u00eds<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o entre mortes e casos foi afetada fracamente pela pol\u00edtica do BCG, sugerindo que a vacina BCG pode ter prejudicado a dissemina\u00e7\u00e3o geral do COVID-19 em vez de reduzir as taxas de mortalidade<\/td>\n<td width=\"74\">N\u00e3o inclu\u00edda<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"85\">Shet,\u00a0<em>et al<\/em><\/p>\n<p>(1 de abril de 2020) [27]<\/td>\n<td width=\"56\">EUA<\/td>\n<td width=\"88\">Estudo Retrospectivo<\/p>\n<p>(correlacional)<\/td>\n<td width=\"126\">Impacto do uso de BCG e mortalidade atribu\u00edvel ao COVID-19 por popula\u00e7\u00e3o de 1 M (ajustado por fatores de confus\u00e3o)<\/td>\n<td width=\"130\">A mortalidade atribu\u00edvel ao COVID-19 entre os pa\u00edses que usam BCG foi 5,8 vezes menor do que nos pa\u00edses que n\u00e3o usam BCG.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>LMIC, UMIC, HIC tiveram mortalidade logar\u00edtmica bruta m\u00e9dia de 0,4 (IQR) 0,1, 0,4), 0,7 (IQR 0,2, 2,2) e 5,5 (IQR 1,6, 13,9), respectivamente.<\/td>\n<td width=\"74\">Inclu\u00edda<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"85\">Goswami,\u00a0<em>et al<\/em><\/p>\n<p>(3 de abril de 2020) [28]<\/td>\n<td width=\"56\">India<\/td>\n<td width=\"88\">Estudo seccional<\/td>\n<td width=\"126\">Rela\u00e7\u00e3o entre vacina\u00e7\u00e3o BCG e incid\u00eancia e mortalidade de COVID-19 por 1000 habitantes<\/td>\n<td width=\"130\">Na Europa e nas Am\u00e9ricas, os pa\u00edses que t\u00eam maior cobertura vacinal com BCG tiveram uma mortalidade significativamente menor em compara\u00e7\u00e3o com aqueles com baixa cobertura BCG (mediana 0,0002 (0-0,0005) vs 0,0029 (0,0002-0,0177), p = 0,017).<\/td>\n<td width=\"74\">Inclu\u00edda<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"85\">Hensel,\u00a0<em>et al<\/em><\/p>\n<p>(4\u00a0de abril 2020) [29]<\/td>\n<td width=\"56\">EUA<\/td>\n<td width=\"88\">Estudo Retrospectivo<\/p>\n<p>(correlacional)<\/td>\n<td width=\"126\">Correla\u00e7\u00e3o entre a pol\u00edtica de vacina\u00e7\u00e3o BCG e a incid\u00eancia e mortalidade de COVID-19 (ajustada por fatores de confus\u00e3o)<\/td>\n<td width=\"130\">Existe uma correla\u00e7\u00e3o entre a atual pol\u00edtica universal de vacina BCG e uma menor incid\u00eancia de infec\u00e7\u00f5es e mortes por COVID-19<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As taxas de testagem COVID-19 foram significativamente diferentes entre<\/p>\n<p>pa\u00edses com pol\u00edticas de vacina\u00e7\u00e3o BCG (p = 6,5 \u00d7 10-5).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A taxa de teste (por 1 milh\u00e3o de habitantes) foi o fator de confus\u00e3o mais significativo. Nos pa\u00edses com taxas de teste superiores a 2.500 testes \/ M, esses par\u00e2metros n\u00e3o estavam mais associados \u00e0 pol\u00edtica do BCG.<\/td>\n<td width=\"74\">Inclu\u00edda<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"85\">Berg,\u00a0<em>et al<\/em><\/p>\n<p>(5\u00a0de abril 2020)<\/p>\n<p>[30]<\/td>\n<td width=\"56\">EUA<\/td>\n<td width=\"88\"><\/td>\n<td width=\"126\">Correlacionar achatamento de<\/p>\n<p>Curva COVID-19 com pol\u00edticas de vacina\u00e7\u00e3o BCG entre pa\u00edses (ajustada por fatores de confus\u00e3o)<\/td>\n<td width=\"130\">A presen\u00e7a de pol\u00edticas nacionais obrigat\u00f3rias para a vacina\u00e7\u00e3o universal com BCG est\u00e1 associada a curvas de crescimento achatadas para casos confirmados de COVID-19 (b = -0,025, p = 0,020) e mortes resultantes nos primeiros 30 dias de surtos no pa\u00eds<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse efeito ocorreu ap\u00f3s o controle da idade mediana, PIB per capita, densidade populacional, tamanho da popula\u00e7\u00e3o, regi\u00e3o geogr\u00e1fica, taxa l\u00edquida de migra\u00e7\u00e3o e distanciamento social<\/td>\n<td width=\"74\">Inclu\u00edda<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"85\">Kirov,<\/p>\n<p>(6 de abril 2020) [31]<\/td>\n<td width=\"56\">ND<\/td>\n<td width=\"88\">Estudo Retrospectivo<\/p>\n<p>(correlacional)<\/td>\n<td width=\"126\">Impacto de fatores de confus\u00e3o nos casos COVID-19 por 1 M e taxas de mortalidade<\/td>\n<td width=\"130\">A idade mediana de uma popula\u00e7\u00e3o e a renda s\u00e3o um fator de confus\u00e3o significativo nos casos de COVID-19 \/ M (R = 0,774), enquanto a vacina BCG pode ter pouco v\u00ednculo causal com as taxas de infec\u00e7\u00e3o (R \u200b\u200b= 0,21)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As taxas de mortalidade foram muito maiores nos pa\u00edses com alto IMC.<\/td>\n<td width=\"74\">N\u00e3o inclu\u00edda<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"85\">Dayal &amp; Gupta, (7\u00a0de abril de 2020) [32]<\/td>\n<td width=\"56\">\u00cdndia<\/td>\n<td width=\"88\">Relato sum\u00e1rio<\/td>\n<td width=\"126\">Impacto das taxas de mortalidade por casos COVID-19 (CFR) entre pa\u00edses com alta carga de doen\u00e7as e aqueles com pol\u00edticas de revacina\u00e7\u00e3o do BCG<\/td>\n<td width=\"130\">Encontramos uma diferen\u00e7a significativa no CFR entre<\/p>\n<p>os dois grupos de pa\u00edses (5,2% vs. 0,6%, valor de p &lt;0,0001)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nossos dados corroboram a opini\u00e3o de que a vacina\u00e7\u00e3o universal com BCG tem um efeito protetor no curso do COVID-19, provavelmente impedindo a progress\u00e3o para doen\u00e7a e morte graves.<\/td>\n<td width=\"74\">Inclu\u00edda<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"85\">Szigeti,\u00a0<em>et al<\/em><\/p>\n<p>(9\u00a0de abril de 2020) [33]<\/td>\n<td width=\"56\">EUA<\/td>\n<td width=\"88\">Estudo Retrospectivo<\/p>\n<p>(correlacional)<\/td>\n<td width=\"126\">Associa\u00e7\u00e3o entre taxas di\u00e1rias de fatalidade de casos COVID-19 (\u00f3bito por caso) \/ dias de endemia [dpc \/ d]) e presen\u00e7a de vacina\u00e7\u00e3o universal com BCG.<\/td>\n<td width=\"130\">N\u00e3o houve associa\u00e7\u00e3o significativa entre a vacina\u00e7\u00e3o COVID-19 dpc \/ de BCG antes de 1980 (p = 0,258) ou com o ano de estabelecimento da vacina\u00e7\u00e3o universal (rs = -0,03136, p = 0,852)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O distanciamento f\u00edsico e o uso de EPIs s\u00e3o as \u00fanicas medidas epidemiol\u00f3gicas que se associam consistentemente \u00e0 contra\u00e7\u00e3o bem-sucedida da morbimortalidade durante a pandemia.<\/td>\n<td width=\"74\">N\u00e3o inclu\u00edda<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Abrevia\u00e7\u00f5es: <\/strong>LMIC: pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda; UMIC: pa\u00edses de renda m\u00e9dia alta; HIC: pa\u00edses de alta renda; EPI: Equipamento de Prote\u00e7\u00e3o Individual; PIB: Produto Interno Bruto[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutores: Branca Heloisa de Oliveira, Ana Luiza Cabrera Martimbianco &nbsp; &nbsp; Ranin Soliman, Jon Brassey, Annette Pl\u00fcddemann, Carl Heneghan Em nome da equipe de servi\u00e7o de evid\u00eancia Oxford COVID-19 Centre for Evidence-Based Medicine, Nuffield Department of Primary Care Health Sciences University of Oxford Parecer H\u00e1 evid\u00eancias de revis\u00e3o sistem\u00e1tica, com risco de vi\u00e9s baixo a&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2737","page","type-page","status-publish","hentry","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2737","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2737"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2737\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2738,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2737\/revisions\/2738"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2737"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}