{"id":2643,"date":"2020-05-07T03:07:08","date_gmt":"2020-05-07T02:07:08","guid":{"rendered":"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/?page_id=2643"},"modified":"2020-05-07T03:09:20","modified_gmt":"2020-05-07T02:09:20","slug":"vitamina-d-uma-revisao-rapida-da-evidencia-para-o-tratamento-ou-prevencao-de-covid-19","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/vitamina-d-uma-revisao-rapida-da-evidencia-para-o-tratamento-ou-prevencao-de-covid-19\/","title":{"rendered":"Vitamina D: Uma revis\u00e3o r\u00e1pida da evid\u00eancia para o tratamento ou preven\u00e7\u00e3o de COVID-19."},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutores:\u00a0Daniela Oliveira de Melo, Rachel Riera<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Joseph Lee, Oliver van Hecke, Nia Roberts<br \/>\nEm nome do Oxford COVID-19 Evidence Service Team<br \/>\nCentre for Evidence-Based Medicine, Nuffield Department of Primary Care Health Sciences<br \/>\nUniversity of Oxford<br \/>\nCorrespond\u00eancias para joseph.lee@phc.ox.ac.uk<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PARECER<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o foram encontradas evid\u00eancias cl\u00ednicas sobre a vitamina D na COVID-19. N\u00e3o houve evid\u00eancias relacionadas \u00e0 defici\u00eancia de vitamina D como um fator predisponente \u00e0 COVID-19, nem h\u00e1 estudos sobre suplementa\u00e7\u00e3o para preven\u00e7\u00e3o ou tratamento da COVID-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 algumas evid\u00eancias de que a suplementa\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de vitamina D3 durante semanas a meses pode prevenir outras infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias agudas, particularmente em pessoas com n\u00edveis baixos ou muito baixos de vitamina D. Esta evid\u00eancia tem limita\u00e7\u00f5es, incluindo heterogeneidade nas popula\u00e7\u00f5es estudadas, interven\u00e7\u00f5es e defini\u00e7\u00f5es de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias que incluem o envolvimento do trato respirat\u00f3rio superior e inferior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A orienta\u00e7\u00e3o atual \u00e9 que toda a popula\u00e7\u00e3o do Reino Unido deva tomar suplementos de vitamina D para prevenir a defici\u00eancia de vitamina D. Esta orienta\u00e7\u00e3o aplica-se independentemente de qualquer poss\u00edvel liga\u00e7\u00e3o com infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os m\u00e9dicos devem tratar pacientes com defici\u00eancia de vitamina D independentemente de qualquer liga\u00e7\u00e3o com infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os elaboradores de pol\u00edticas devem atender \u00e0s medidas de sa\u00fade p\u00fablica para garantir que a popula\u00e7\u00e3o tenha uma ingest\u00e3o adequada de vitamina D.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTEXTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vitamina D<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2644\" src=\"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/20_00010.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"281\" \/>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vitamina D \u00e9 o nome dado a um grupo de vitaminas (ver Box 1). A vitamina D2 (ergocalciferol, encontrada nas plantas) e a vitamina D3 (colecalciferol, encontrada nos tecidos animais) s\u00e3o farmacologicamente inativos e s\u00e3o convertidos em compostos ativos por hidroxila\u00e7\u00e3o no f\u00edgado e depois nos rins (<strong>Figura 1<\/strong>)[1]. O f\u00edgado converte a vitamina D3 em 25-hidroxicolecalciferol, que \u00e9 fracamente ativo. Os rins ent\u00e3o convertem para 24,25-dihidroxicolecalciferol, que tamb\u00e9m \u00e9 fracamente ativo, ou para 1\u03b1,25-dihidroxicolecalciferol, a forma mais ativa da vitamina D (<strong>Box 1<\/strong>)[1]. A vitamina D \u00e9 importante para o metabolismo \u00f3sseo, e regula as concentra\u00e7\u00f5es de c\u00e1lcio no sangue. A vitamina D aumenta a absor\u00e7\u00e3o do c\u00e1lcio pelo intestino e reduz a quantidade perdida pelos rins. Muitos tecidos possuem receptores de vitamina D e a vitamina D pode ter outros pap\u00e9is [2].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2646\" src=\"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/20_00011.jpg\" alt=\"\" width=\"490\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/20_00011.jpg 490w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/20_00011-300x196.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 1:<\/strong> Via metab\u00f3lica da vitamina D, reproduzidos com permiss\u00e3o do <em>The Oxford Textbook of Clinical Pharmacology and Drug Therapy<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fontes de Vitamina D<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obtemos vitamina D predominantemente atrav\u00e9s da s\u00edntese de D3 em nossa pele usando luz ultravioleta B (UVB), com pequenas quantidades obtidas de fontes alimentares. Em pa\u00edses de altas latitudes, a UVB no inverno n\u00e3o \u00e9 suficiente para sintetizar vitamina D suficiente, por isso a ingest\u00e3o oral torna-se mais importante. As fontes diet\u00e9ticas incluem produtos de origem animal como peixe oleoso, carne vermelha, f\u00edgado e gemas de ovo, e alimentos fortificados como leite infantil em p\u00f3, cereais matinais e margarinas (Box 2). Alguns cogumelos podem fornecer vitamina D se cultivados sob luz ultravioleta [3]. O Comit\u00ea Cient\u00edfico Consultivo sobre Nutri\u00e7\u00e3o (SACN) do governo brit\u00e2nico aconselha uma ingest\u00e3o di\u00e1ria de 10 \u00b5g (400 Unidades Internacionais\/dia)* para todos com mais de quatro anos de idade que vivem no Reino Unido, a fim de garantir a sa\u00fade musculoesquel\u00e9tica[4]. Eles estimam que isso atender\u00e1 as necessidades de 97,5% da popula\u00e7\u00e3o, mas observam que \u00e9 dif\u00edcil atingir esta ingest\u00e3o somente com dieta e recomendam a suplementa\u00e7\u00e3o [4]. Em adultos a dose padr\u00e3o para preven\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia de vitamina D \u00e9 de 10 \u00b5g (400 UI) diariamente [5]. Para crian\u00e7as pequenas, o SACN definiu n\u00edveis de ingest\u00e3o segura ao inv\u00e9s de valores de ingest\u00e3o de refer\u00eancia; para aquelas com menos de um ano de idade 8,5 a 10 \u00b5g (340 a 400 UI) por dia, e para crian\u00e7as de um a quatro anos de idade 10 \u00b5g (400 UI) diariamente [4].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2645\" src=\"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/20_00012.jpg\" alt=\"\" width=\"602\" height=\"292\" srcset=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/20_00012.jpg 602w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/20_00012-300x146.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quadro 2<\/strong>. Fontes diet\u00e9ticas comuns de vitamina D<\/p>\n<table width=\"605\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"236\"><strong>Alimento<\/strong><\/td>\n<td width=\"369\"><strong>Conte\u00fado aproximado de vitamina D<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"236\">\u00d3leo de peixe<\/td>\n<td width=\"369\">4,1\u00b5g por por\u00e7\u00e3o de 85g de sardinhas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"236\">\u00d3leo de f\u00edgado de bacalhau<\/td>\n<td width=\"369\">11,3\u00b5g por 5mls<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"236\">Ovo<\/td>\n<td width=\"369\">1,1\u00b5g por ovo cozido grande<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"236\">Carne<\/td>\n<td width=\"369\">0,2 a 2,56\u00b5g por 100g de carne de porco<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"236\">Margarina<\/td>\n<td width=\"369\">10,7\u00b5g por 100g<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"236\">Cereal matinal fortificado<\/td>\n<td width=\"369\">0,4 a 4,3\u00b5g por 50g<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"236\">Cogumelos<\/td>\n<td width=\"369\">7,9\u00b5g por 120mls de cogumelos Portobello* grelhados expostos a luz ultravioleta<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"605\">Dados do Departamento de Sa\u00fade e Servi\u00e7os Humanos e Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. 2015 \u2013 2020 Diretrizes Diet\u00e9ticas para Americanos. 8\u00aa. Edi\u00e7\u00e3o. Dezembro de 2015. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/helath.gov\/dietaryguidelines\/2015\/guidelines\/\">http:\/\/helath.gov\/dietaryguidelines\/2015\/guidelines\/<\/a><\/p>\n<p>* As esp\u00e9cies <em>Agaricus bisporus<\/em> \u00e9 a esp\u00e9cie de cogumelos mais comumente encontradas em supermercados do Reino Unido. Eles apresentam apar\u00eancia diferente dependendo da maturidade e condi\u00e7\u00f5es de crescimento. Produtores vendem <em>A. bisporus<\/em> sob diferentes e m\u00faltiplos nomes, incluindo bot\u00e3o, castanha, crimini, e cogumelos Portobello. [22]<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defici\u00eancia de Vitamina D<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vitamina D \u00e9 geralmente quantificada em soro sangu\u00edneo na forma relativamente est\u00e1vel de 25-hidroxicolecaliferol (25(OH)D3). No Reino Unido, 25 nmol\/L (10ng\/ml) \u00e9 usado como o corte para a defici\u00eancia, mas n\u00e3o h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o universalmente aceita, portanto, estudos cl\u00ednicos utilizaram valores diferentes para definir a defici\u00eancia de vitamina D [4].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defici\u00eancia de vitamina D \u00e9 muito comum, particularmente no inverno. De janeiro a mar\u00e7o, no Reino Unido, 30% das pessoas com 65 anos ou mais e 40% das pessoas com 19-64 anos tinham concentra\u00e7\u00f5es s\u00e9ricas de vitamina D abaixo de 25 nmol\/L [6].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio do SACN do governo brit\u00e2nico identifica pessoas com alto risco de defici\u00eancia [4]:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Beb\u00eas e crian\u00e7as com menos de quatro anos de idade;<\/li>\n<li>Gestantes e lactantes, principalmente adolescentes e mulheres jovens;<\/li>\n<li>Pessoas acima de 65 anos;<\/li>\n<li>Pessoas que t\u00eam baixa ou nenhuma exposi\u00e7\u00e3o ao sol, por exemplo, aquelas que cobrem a pele por raz\u00f5es culturais e aquelas que est\u00e3o presas em casa ou confinadas em ambientes fechados por longos per\u00edodos;<\/li>\n<li>Pessoas de pele mais escura, por exemplo, pessoas de origem africana, afro-caribenha ou de fam\u00edlia origin\u00e1ria do sul-asi\u00e1tico.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evid\u00eancia <em>in vitro<\/em> do papel da vitamina D na imunidade e infec\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 evid\u00eancias <em>in vitro<\/em> de que a vitamina D est\u00e1 envolvida nas respostas das c\u00e9lulas do sistema imune a alguns pat\u00f3genos respirat\u00f3rios virais e bacterianos. A vitamina D parece aumentar a express\u00e3o de genes envolvidos em respostas em c\u00e9lulas do sistema imune que s\u00e3o expostas ao <em>Streptococcus pneumoniae <\/em>[7]. H\u00e1 estudos laboratoriais mostrando que c\u00e9lulas epiteliais respirat\u00f3rias podem converter a vitamina D para sua forma ativa, e que metab\u00f3litos de vitamina D aumentam citocinas envolvidas na imunidade em resposta a v\u00edrus respirat\u00f3rios. Entretanto, os metab\u00f3litos de vitamina D parecem n\u00e3o impedir a replica\u00e7\u00e3o viral em culturas celulares [2,8].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que considerar a vitamina D na COVID-19?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns t\u00eam especulado que pessoas com baixo teor s\u00e9rico de vitamina D podem estar em maior risco de infec\u00e7\u00e3o por COVID-19, ou piorar se infectadas [9]. H\u00e1 uma sobreposi\u00e7\u00e3o entre grupos com alto risco de defici\u00eancia de vitamina D e grupos com alto risco de COVID-19 grave. Exemplos incluem pessoas com doen\u00e7a cr\u00f4nica, idosos e pessoas de origem negra e minorias \u00e9tnicas (PNME). Entretanto, beb\u00eas e crian\u00e7as est\u00e3o em risco de defici\u00eancia de vitamina D, mas n\u00e3o s\u00e3o considerados de alto risco para COVID-19 grave [10].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os meios de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam destacado a gravidade da COVID-19 nas popula\u00e7\u00f5es da PNME .Em 10 de abril de 2020, o Centro Nacional de Auditoria e Pesquisa em Terapia Intensiva do Reino Unido (<em><u>ICNARC<\/u><\/em>) relatou que 31% (310\/993) dos pacientes que necessitam de suporte respirat\u00f3rio avan\u00e7ado definiram sua etnia em uma categoria n\u00e3o branca, em compara\u00e7\u00e3o com 24% dos pacientes (99\/408) que recebem suporte respirat\u00f3rio b\u00e1sico.[12] Estes dados s\u00e3o intrigantes, mas precisamos ser cautelosos para n\u00e3o superestimar a interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados. Estas auditorias n\u00e3o se propuseram a examinar o risco de defici\u00eancia de vitamina D como fator de risco para infec\u00e7\u00e3o por COVID-19, e muitos fatores que poderiam explicar essa aparente associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foram contabilizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a vitamina D tem um papel na preven\u00e7\u00e3o ou mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos da infec\u00e7\u00e3o por COVID-19, a suplementa\u00e7\u00e3o seria uma interven\u00e7\u00e3o barata e de baixo risco. Portanto, objetivo deste trabalho \u00e9 rever as evid\u00eancias cl\u00ednicas de que a vitamina D tem um papel na preven\u00e7\u00e3o ou tratamento da COVID-19.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EVID\u00caNCIA CL\u00cdNICA NA COVID-19<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi realizada busca no PubMed e Google Scholar por estudos que inclu\u00edram termos para vitamina D e COVID-19. N\u00e3o encontramos estudos de vitamina D na COVID-19 que tenham relatado resultados. Encontramos v\u00e1rios estudos que est\u00e3o registrados, mas que ainda n\u00e3o foram publicados. Nenhum pareceu ser uma compara\u00e7\u00e3o mascarada com placebo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo de vitamina D3 mais zinco versus cuidados habituais \u00e9 planejado em um ensaio cl\u00ednico randomizado (ECR) aberto em adultos com mais de 60 anos de idade &#8220;institucionalizados&#8221;, mas assintom\u00e1ticos [13]. A dose de vitamina D3 \u00e9 de 2000 UI (50 \u00b5g) mais 30 mg de gluconato de zinco por dia durante dois meses. A medida do desfecho prim\u00e1rio \u00e9 a mortalidade; a incid\u00eancia de infec\u00e7\u00e3o por COVID-19 \u00e9 um desfecho secund\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo est\u00e1 testando se uma \u00fanica dose oral de 25.000 UI (625 \u00b5g) de vitamina D (forma n\u00e3o especificada) ir\u00e1 melhorar a mortalidade em pacientes que est\u00e3o infectados com SRA-CoV-2 mas n\u00e3o apresentam sintomas graves, em compara\u00e7\u00e3o com os cuidados habituais [14]. Esta l\u00f3gica baseia-se em achados veterin\u00e1rios de que n\u00edveis reduzidos de vitamina D em bezerros estavam associados \u00e0 infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus bovino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ECR ir\u00e1 comparar doses \u00fanicas de vitamina D3, 50.000 IU a 200.000 IU (1250 versus 5000 \u00b5g) em pessoas com pneumonia por COVID-19 com mais de 75 anos de idade, ou mais de 70 anos com baixa satura\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio; a medida de desfecho prim\u00e1rio \u00e9 a mortalidade aos 14 dias [15].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Estudos de bra\u00e7o \u00fanico.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo aberto e de bra\u00e7o \u00fanico est\u00e1 usando uma combina\u00e7\u00e3o de hidroxicloroquina, vitaminas C e D (forma n\u00e3o especificada) e zinco como profilaxia em profissionais de sa\u00fade saud\u00e1veis que est\u00e3o em risco de COVID-19 atrav\u00e9s da exposi\u00e7\u00e3o a pacientes infectados.[16] O mesmo investigador registrou outro estudo, que dar\u00e1 a todos os participantes hidroxicloroquina, vitaminas C e D (forma n\u00e3o especificada), e zinco mais azitromicina, com o objetivo de determinar se esta combina\u00e7\u00e3o pode tratar efetivamente a COVID-19. [17] N\u00e3o est\u00e1 claro como estes estudos ir\u00e3o atender aos seus objetivos declarados sem grupos de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VITAMINA D PARA PREVENIR OUTRAS INFEC\u00c7\u00d5ES AGUDAS DO TRATO RESPIRAT\u00d3RIO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como as buscas n\u00e3o trouxeram resultados relevantes, foram ampliados os crit\u00e9rios para incluir outras infec\u00e7\u00f5es agudas do trato respirat\u00f3rio (IRA). As IRAs foram definidas pela maioria dos estudos como um grupo amplo, abrangendo tanto as infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias superiores quanto as inferiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evid\u00eancias de estudos observacionais sugerem que concentra\u00e7\u00f5es baixas, particularmente muito baixas de vitamina D no soro, est\u00e3o associadas a uma maior incid\u00eancia de IRA. Uma meta-an\u00e1lise recente de estudos observacionais mostrou um risco significativamente maior de IRA em pacientes com n\u00edveis de 25(OH)D3 mais baixos em compara\u00e7\u00e3o com os n\u00edveis mais altos (<em>odds ratio<\/em> (OR) 1,83; IC 95% 1,42 a 2,37; I<sup>2<\/sup> = 78,8%,14 estudos, n=78.217 adultos)[18]. Eles agruparam as categorias de vitamina D como definido pelos estudos inclu\u00eddos (que variaram muito), e inclu\u00edram diversas IRA desde infec\u00e7\u00f5es do trato respirat\u00f3rio superior at\u00e9 pneumonia. Eles procuraram uma rela\u00e7\u00e3o dose-resposta e encontraram uma associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o linear entre infec\u00e7\u00f5es e vitamina D s\u00e9rica (maior risco em &lt;37,5nmol\/L, mas risco detect\u00e1vel em &lt;60nmol\/L em dados de 5 estudos com 37.902 participantes). Os pacientes estavam em maior risco de um resultado composto de infec\u00e7\u00e3o grave ou morte nas categorias de vitamina D mais baixa em compara\u00e7\u00e3o com a mais alta (OR 2,46, IC 95% 1,65 a 3,66; I<sup>2 <\/sup>= 49,8, 5 estudos, n=1495) e tamb\u00e9m em maior risco de morrer (OR 2,46; IC 95% 1,65 a 3,66; I<sup>2<\/sup> = 49,8%; 4 estudos, n=1422). Os autores levantaram algumas preocupa\u00e7\u00f5es importantes sobre os dados, incluindo evid\u00eancias de vi\u00e9s de publica\u00e7\u00e3o e uma alta heterogeneidade nos resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revis\u00f5es e metan\u00e1lises de ECRs encontraram um efeito protetor da suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D3 tomada ao longo de semanas a meses. Isto foi mais pronunciado em pacientes com as menores concentra\u00e7\u00f5es basais de vitamina D (embora as defini\u00e7\u00f5es de defici\u00eancia variassem) [19,20]. Uma revis\u00e3o de ECRs mostrou que a suplementa\u00e7\u00e3o com vitamina D estava associada a redu\u00e7\u00e3o das IRAs (OR para infec\u00e7\u00f5es do trato respirat\u00f3rio superior e inferior combinadas 0,64; IC 95% 0,49 a 0.84; p = 0,0014, I<sup>2 <\/sup>= 72%; 11 estudos, n = 5389, n\u00famero necess\u00e1rio para tratar [NNT] em 3 meses: 9 a 33).[19] Tamb\u00e9m examinaram se outros fatores que poderiam explicar este efeito como dosagem pouco frequente versus dose di\u00e1ria de vitamina D3, estado basal de vitamina D, adultos versus crian\u00e7as, sexo, ou participantes saud\u00e1veis versus pacientes. A \u00fanica associa\u00e7\u00e3o significativa foi o intervalo de dosagem: quando a vitamina D3 era administrada diariamente, ela estava associada a uma redu\u00e7\u00e3o significativa nas IRAs (OR, 0,51; IC 95%, 0,39 a 0,67), enquanto a vitamina D3 n\u00e3o teve efeito quando administrada em grandes doses uma vez por m\u00eas ou com menor frequ\u00eancia (OR 0,86; IC 95%, 0,62 a 1,20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma metan\u00e1lise de dados individuais de pacientes de ECRs mostrou achados semelhantes [20]. A suplementa\u00e7\u00e3o com vitamina D3 resultou em uma redu\u00e7\u00e3o significativa na propor\u00e7\u00e3o de pacientes com pelo menos uma IRA (OR ajustada 0,88, IC 95% 0,81 a 0,96, P=0,003; NNT=33 [20 a 101], n=10.933). O efeito da suplementa\u00e7\u00e3o foi maior em pacientes com concentra\u00e7\u00f5es s\u00e9ricas abaixo de 25 nmol\/L (OR ajustado 0,58, IC 95% 0,40 a 0,82, NNT = 8 [5 a 21], n=538). A dosagem di\u00e1ria ou semanal pareceu ser protetora, mesmo quando as concentra\u00e7\u00f5es basais estavam acima de 25 nmol\/L, mas doses intermitentes maiores n\u00e3o foram eficazes, mesmo em pacientes com defici\u00eancia de vitamina D. As an\u00e1lises dos subgrupos n\u00e3o mostraram efeitos significativos quando as infec\u00e7\u00f5es do trato respirat\u00f3rio superior e inferior foram analisadas separadamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, uma vis\u00e3o geral das revis\u00f5es sistem\u00e1ticas de vitamina D para todas as condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o m\u00fasculo-esquel\u00e9ticas sugere que a suplementa\u00e7\u00e3o com vitamina D2 ou D3 n\u00e3o tem efeito cl\u00ednico importante na maioria das condi\u00e7\u00f5es, incluindo a inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, refor\u00e7ando a hip\u00f3tese de que o baixo n\u00edvel de vitamina D \u00e9 uma consequ\u00eancia da doen\u00e7a, e n\u00e3o a sua causa [21].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o foram encontradas evid\u00eancias cl\u00ednicas de que suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D seja ben\u00e9fica na preven\u00e7\u00e3o ou tratamento da COVID-19. Seria necess\u00e1rio ter evid\u00eancias de estudos randomizados e com cegamento para determinar se existem efeitos, antes de recomendar suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D3 para tratar ou prevenir a infec\u00e7\u00e3o por COVID-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 algumas evid\u00eancias de que a vitamina D pode ter um papel na preven\u00e7\u00e3o de outras infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, particularmente para pessoas com n\u00edveis baixo ou muito baixo de vitamina D. Embora esta evid\u00eancia venha de revis\u00f5es sistem\u00e1ticas de ensaios randomizados, ela tem muitas limita\u00e7\u00f5es, incluindo defini\u00e7\u00f5es heterog\u00eaneas de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, popula\u00e7\u00f5es estudadas, interven\u00e7\u00f5es e defini\u00e7\u00f5es de defici\u00eancia de vitamina D.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pessoas em risco de defici\u00eancia de vitamina D devem, de qualquer forma, tomar suplementos de acordo com as orienta\u00e7\u00f5es atuais. Atualmente, toda a popula\u00e7\u00e3o do Reino Unido \u00e9 aconselhada a tomar suplementos. Da mesma forma, os m\u00e9dicos devem continuar a tratar as pessoas com defici\u00eancia de vitamina D &#8211; mas n\u00e3o por causa de qualquer poss\u00edvel associa\u00e7\u00e3o com infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria. Os elaboradores de pol\u00edticas p\u00fablicas devem atender \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es do SACN, incluindo o desenvolvimento de estrat\u00e9gias baseadas em alimentos para que a popula\u00e7\u00e3o em geral atinja a ingest\u00e3o adequada de vitamina D.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Declara\u00e7\u00e3o: Este artigo n\u00e3o foi revisado por pares; n\u00e3o deve substituir o julgamento cl\u00ednico individual e as fontes citadas devem ser verificadas. As opini\u00f5es expressas neste coment\u00e1rio representam os pontos de vista dos autores e n\u00e3o necessariamente os da institui\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3, do SNS, do NIHR ou do Departamento de Sa\u00fade. Os pontos de vista n\u00e3o substituem o aconselhamento m\u00e9dico profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agradecimentos: Gostar\u00edamos de agradecer \u00e0 Professora Susan Jebb e ao Dr Jeffrey Aronson pelos seus coment\u00e1rios \u00fateis, e ao Dr Aronson pela permiss\u00e3o para reproduzir o material do <em>The Oxford Textbook of Clinical Pharmacology and Drug Therapy<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AUTORES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Joseph Jonathan Lee \u00e9 Cl\u00ednico Geral e doutorando do Nuffield Department of Primary Care Health Sciences, Universidade de Oxford.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oliver van Hecke \u00e9 Cl\u00ednico Geral e Palestrante Cl\u00ednico Acad\u00eamico do NIHR baseado no Nuffield Department of Primary Care Health Sciences, Universidade de Oxford.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nia Wyn Roberts \u00e9 Especialista em Informa\u00e7\u00e3o do Nuffield Department of Primary Care Health Sciences da Universidade de Oxford.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*1 Unidade Internacional (UI) \u00e9 o equivalente biol\u00f3gico de 25 nanogramas de colecalciferol ou ergocalciferol; ou seja, 40 UI = 1 micrograma de vitamina D. \u00c9 definida como a quantidade total de vitamina D produzida em 10 dias por uma estreita linha de dep\u00f3sito de c\u00e1lcio nas met\u00e1fises das extremidades distais radiais e ulnares de ratos raqu\u00edticos padr\u00e3o [1].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TERMOS DA BUSCA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi realizada busca no Pubmed, Google Scholar e medRxiv em 4 de abril de 2020 por evid\u00eancias de uma s\u00e9rie de revis\u00f5es de subst\u00e2ncias na COVID-19, incluindo a vitamina D. Para a vitamina D inclu\u00edmos os termos de pesquisa: Vitamin D* OR vit d* OR colecalciferol, AND coronavirus, SARS-Cov-2, 2019-NCov, and COVID-19; and broader search terms Vitamin D* OR vit d* OR colecalciferol AND bronchitis OR common cold OR influenza OR pneumonia OR SARS OR MERS OR severe respiratory infections OR acute respiratory infections OR \u201cRespiratory Tract Infections\u201d[Mesh]. Buscamos tamb\u00e9m no clinicaltrials.gov, ensaios registrados de vitamina D na COVID-19 em 23\/04\/2020. Al\u00e9m disso, foram inclu\u00eddas revis\u00f5es da literatura existente sobre este tema. Assim, foi fornecido um resumo narrativo da literatura atual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Grahame-Smith DG, Aronson JK. The Oxford Textbook of Clinical Pharmacology and Drug Therapy. Oxford: Oxford University Press; 2002.<\/li>\n<li>Hansdottir S, Monick M, Hinde S, Lovan N, Look D, Hunninglake G. Respiratory Epithelial Cells Convert Inactive Vitamin D to its Active Form. J. Immunol. 2008; 181: 7090\u20137099.<\/li>\n<li>Cardwell G, Bornman JF, James AP, Black LJ. A review of mushrooms as a potential source of dietary vitamin D. Nutrients 2018; 10: 1\u201311.<\/li>\n<li>Public Health England. Vitamin D and Health 2016 [Internet]. Sci. Advis. Comm. Nutr. 2016 Available from: https:\/\/www.gov.uk\/government\/publications\/sacn-vitamin-d-and-health-report.<\/li>\n<li>Joint Formulary Comittee. British National Formulary [Internet]. London: BMJ Group and Pharmaceutical Press; 2019.Available from: https:\/\/bnf.nice.org.uk\/drug\/colecalciferol.html#indicationsAndDoses.<\/li>\n<li>Bates B, Lennox A, Prentice A, Bates C, Page P, Nicholson S, Swan G. National Diet and Nutrition Survey Results from Years 1, 2, 3 and 4 (combined) of the Rolling Programme. London; 2008.<\/li>\n<li>Olliver M, Spelmink L, Hiew J, Meyer-Hoffert U, Henriques-Normark B, Bergman P. Immunomodulatory effects of vitamin D on innate and adaptive immune responses to Streptococcus pneumoniae. J. Infect. Dis. 2013; 208: 1474\u20131481.<\/li>\n<li>Greiller CL, Martineau AR. Modulation of the immune response to respiratory viruses by vitamin D. Nutrients 2015; 7: 4240\u20134270.<\/li>\n<li>Grant WB, Lahore H, McDonnell SL, Baggerly CA, French CB, Aliano JL, Bhattoa HP. Evidence that Vitamin D Supplementation Could Reduce Risk of Influenza and COVID-19 Infections and Deaths. Nutrients 2020; 12: 988.<\/li>\n<li>Coronavirus (COVID-19): Shielded patients list [Internet]. Available from: https:\/\/digital.nhs.uk\/coronavirus\/shielded-patient-list.<\/li>\n<li>Croxford R (BBC). Coronavirus: Ethnic minorities \u201care a third\u201d of patients [Internet]. 2020.Available from: https:\/\/www.bbc.co.uk\/news\/uk-52255863.<\/li>\n<li>ICNARC report on COVID-19 in critical care. 2020; : 1\u20139.<\/li>\n<li>Seguy D. Impact of Zinc and Vitamin D3 Supplementation on the Survival of Aged Patients Infected With COVID-19 (ZnD3-CoVici) [Internet]. Available from: https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/NCT04351490.<\/li>\n<li>Castillo MJ. Vitamin D on Prevention and Treatment of COVID-19 (COVITD-19) [Internet]. NCT04334005 2020.Available from: https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/NCT04334005.<\/li>\n<li>Annweiler C. COvid-19 and Vitamin D Supplementation: a Multicenter Randomized Controlled Trial of High Dose Versus Standard Dose Vitamin D3 in High-risk COVID-19 Patients (CoVitTrial) [Internet]. 2020.Available from: https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/record\/NCT04344041.<\/li>\n<li>Haza S. A Study of Hydroxychloroquine, Vitamin C, Vitamin D, and Zinc for the Prevention of COVID-19 Infection (HELPCOVID-19) [Internet]. 2020.Available from: https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/record\/NCT04335084.<\/li>\n<li>Haza S. A Study of Quintuple Therapy to Treat COVID-19 Infection (HAZDpaC) [Internet]. 2020.Available from: https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/NCT04334512.<\/li>\n<li>Pham H, Rahman A, Majidi A, Waterhouse M, Neale RE. Acute respiratory tract infection and 25-hydroxyvitamin D concentration: A systematic review and meta-analysis. Int. J. Environ. Res. Public Health 2019; 16.<\/li>\n<li>Bergman P, Lindh \u00c5U, Bj\u00f6rkhem-Bergman L, Lindh JD. Vitamin D and Respiratory Tract Infections: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. PLoS One 2013; 8.<\/li>\n<li>Martineau AR, Jolliffe DA, Hooper RL, Greenberg L, Aloia JF, Bergman P, Dubnov-Raz G, Esposito S, Ganmaa D, Ginde AA, Goodall EC, Grant CC, Griffiths CJ, Janssens W, Laaksi I, Manaseki-Holland S, Mauger D, Murdoch DR, Neale R, Rees JR, Simpson S, Stelmach I, Kumar GT, Urashima M, Camargo CA. Vitamin D supplementation to prevent acute respiratory tract infections: Systematic review and meta-analysis of individual participant data. BMJ 2017; 356.<\/li>\n<li>Autier P, Mullie P, Macacu A, Dragomir M, Boniol M, Coppens K, Pizot C, Boniol M. Effect of vitamin D supplementation on non-skeletal disorders: a systematic review of meta-analyses and randomised trials. Lancet Diabetes Endocrinol. 2017; 5: 986\u20131004.<\/li>\n<li>Stamets P. Growing Gourmet and Medicinal Mushrooms. 3rd ed. Berkely, California: Ten Speed Press; 2000<\/li>\n<\/ol>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutores:\u00a0Daniela Oliveira de Melo, Rachel Riera &nbsp; Joseph Lee, Oliver van Hecke, Nia Roberts Em nome do Oxford COVID-19 Evidence Service Team Centre for Evidence-Based Medicine, Nuffield Department of Primary Care Health Sciences University of Oxford Correspond\u00eancias para joseph.lee@phc.ox.ac.uk \u00a0 \u00a0 PARECER N\u00e3o foram encontradas evid\u00eancias cl\u00ednicas sobre a vitamina D na COVID-19. 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