{"id":2462,"date":"2020-04-27T01:51:05","date_gmt":"2020-04-27T00:51:05","guid":{"rendered":"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/?page_id=2462"},"modified":"2020-04-27T01:56:46","modified_gmt":"2020-04-27T00:56:46","slug":"em-pacientes-da-covid-19-quais-sao-os-sintomas-e-caracteristicas-clinicas-dos-casos-leves-e-moderados","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/em-pacientes-da-covid-19-quais-sao-os-sintomas-e-caracteristicas-clinicas-dos-casos-leves-e-moderados\/","title":{"rendered":"Em pacientes da COVID-19, quais s\u00e3o os sintomas e caracter\u00edsticas cl\u00ednicas dos casos leves e moderados?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutores:\u00a0Carine Raquel Blatt, Enderson Miranda<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Melina Michelen, Nicholas Jones e Charitini Stavropoulou<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Em nome da equipe de revis\u00e3o r\u00e1pida Oxford COVID-19<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Centro de Medicina Baseada em Evid\u00eancia, Departamento de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Nuffield<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Universidade de Oxford<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade, Universidade de Londres, Londres<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Correspond\u00eancias para <a href=\"mailto:melina.michelen@city.ac.uk\">melina.michelen@city.ac.uk<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PARECER<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tosse foi observada em menos da metade dos casos leves no maior estudo inclu\u00eddo e em dois ter\u00e7os dos casos em uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica, sugerindo que ela a tosse n\u00e3o \u00e9 confi\u00e1vel como um sintoma diagn\u00f3stico principal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A febre (&lt; 39,1 \u00b0C) foi o sintoma mais frequente para casos leves e moderados de COVID-19, embora um estudo recente no Reino Unido sugira que a anosmia pode ser um preditor mais forte de COVID-19 do que a febre auto-relatada pelas pessoas da comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral, encontramos evid\u00eancias escassas e inconclusivas sobre sintomas que distinguem facilmente os casos leves e moderados de COVID-19 dos casos graves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria das evid\u00eancias dispon\u00edveis era de pacientes hospitalizados. Os casos leves e moderados foram geralmente definidos como aqueles sem pneumonia, s\u00edndrome do desconforto respirat\u00f3rio agudo (SDRA) ou interna\u00e7\u00e3o na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A aplicabilidade a coortes de pacientes ambulatoriais \u00e9, portanto, incerta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros sintomas relatados incluem dispn\u00e9ia, dor de cabe\u00e7a, diarreia, dor de garganta, fadiga e rinorr\u00e9ia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONTEXTO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A COVID-19 apresenta caracter\u00edsticas cl\u00ednicas variadas, que v\u00e3o desde assintom\u00e1tica at\u00e9 SDRA. Os sintomas mais comuns no in\u00edcio da COVID-19 incluem febre, tosse e falta de ar.<sup>1<\/sup> Ainda assim, cerca de 80% das infec\u00e7\u00f5es s\u00e3o leves (sem manifesta\u00e7\u00f5es de pneumonia) ou assintom\u00e1ticas, embora ainda contagiosas.<sup>2<\/sup> Se o v\u00edrus n\u00e3o est\u00e1 causando sintomas graves, as pessoas t\u00eam menos probabilidade de reconhec\u00ea-lo, tomar medidas de prote\u00e7\u00e3o ou procurar ajuda m\u00e9dica, afetando assim os esfor\u00e7os de sa\u00fade p\u00fablica para conter a doen\u00e7a. \u00c0 medida que o v\u00edrus continua a se espalhar, surgir\u00e3o casos mais leves e os profissionais de sa\u00fade precisar\u00e3o reconhec\u00ea-los para minimizar a popula\u00e7\u00e3o, os sistemas de sa\u00fade e os riscos econ\u00f4micos e retratar com precis\u00e3o o n\u00famero total de infec\u00e7\u00f5es por COVID-19. A diferencia\u00e7\u00e3o entre doen\u00e7a leve e moderada de grave tamb\u00e9m pode ajudar os cl\u00ednicos na triagem mais precisa dos casos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EVID\u00caNCIA ATUAL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa pesquisa (veja abaixo) identificou 53 estudos, 10 foram duplicados e 31 foram eliminados por n\u00e3o abordar a quest\u00e3o. Outros 6 foram inclu\u00eddos atrav\u00e9s da busca no Google, totalizando 18 estudos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo do conjunto de evid\u00eancias<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td>Descri\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Volume<\/td>\n<td>Foram inclu\u00eddos 18 estudos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Qualidade<\/td>\n<td>Um estudo \u00e9 uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica com metan\u00e1lise, 11 foram estudos de coorte retrospectivos e 6 foram estudos de caso<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Aplicabilidade<\/td>\n<td>11 estudos foram realizados na China, 2 na Alemanha, 1 nos EUA, 1 em Singapura, 1 na Coreia e 1 no Reino Unido. Os participantes eram de idades e origens variadas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Consist\u00eancia<\/td>\n<td>As constata\u00e7\u00f5es de consist\u00eancia variaram entre os estudos, principalmente devido ao fato de a defini\u00e7\u00e3o de caso de doen\u00e7a leve\/moderada ou grave variar e o tamanho da amostra ser pequeno. Os resultados devem ser generalizados com cautela.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lista de verifica\u00e7\u00e3o para avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A CASP checklist<sup>3<\/sup> foi utilizada para estudos de coorte e a JBI Critical Appraisal Checklist<sup>4<\/sup> para Relatos de Casos. As limita\u00e7\u00f5es mais comuns foram a falha em justificar o tamanho da amostra e a falta de tempo suficiente para a avalia\u00e7\u00e3o. A maioria dos estudos tinha tamanho populacional e demogr\u00e1fico limitados e curto per\u00edodo de avalia\u00e7\u00e3o, limitando a certeza em torno dos resultados finais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EVID\u00caNCIAS EMERGENTES SOBRE COVID-19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Defini\u00e7\u00e3o de severidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os pacientes recrutados, com exce\u00e7\u00e3o de um, foram recrutados somente de ambientes hospitalares. Casos leves ou moderados foram geralmente definidos com base em sintomas cl\u00ednicos menos graves (febre baixa, tosse, desconforto), sem evid\u00eancia de pneumonia<sup>6,10<\/sup> e sem necessidade de interna\u00e7\u00e3o na UTI. Entretanto, alguns estudos inclu\u00edram pessoas com pneumonia ou infec\u00e7\u00f5es do trato respirat\u00f3rio como casos leves<sup>13,14<\/sup>, desde que n\u00e3o desenvolvessem SDRA, fal\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os ou tivessem interna\u00e7\u00e3o na UTI<sup>7 9-11<\/sup>. Um estudo relatou resultados para pacientes assintom\u00e1ticos, mas n\u00e3o est\u00e1 claro por que essas pessoas foram hospitalizadas.<sup>5<\/sup> A \u00fanica revis\u00e3o sistem\u00e1tica<sup>21<\/sup> incluiu casos definidos como &#8220;graves&#8221; a partir dos estudos originais sem comparar essas defini\u00e7\u00f5es de gravidade. A exce\u00e7\u00e3o foi um estudo do Reino Unido, que coletou informa\u00e7\u00f5es do p\u00fablico em geral em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 COVID-19 atrav\u00e9s de um aplicativo de rastreamento de sintomas, chamado COVID RADAR.<sup>22<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Principais conclus\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00fanica revis\u00e3o sistem\u00e1tica n\u00e3o encontrou diferen\u00e7a estatisticamente significativa nos sintomas comuns entre pessoas com infec\u00e7\u00e3o grave ou leve \/ moderada por COVID-19. <sup>21<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os principais sintomas relatados nos estudos de coorte incluiram:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A febre \u00e9 o sintoma mais comum entre os casos leves a moderados.<sup>5-14<\/sup> De acordo com os dois maiores estudos, a febre foi relatada em 82 &#8211; 87% dos casos. <sup>5,9<\/sup> Estudos relataram que pacientes leves apresentaram febre baixa a moderada (&lt; 39,1 \u00b0C). <sup>5-7,12,13,16- 20<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tosse foi o segundo sintoma mais comum observado em todos os estudos.<sup>5-14<\/sup> Ela foi observada em 44% e 36,5% dos casos nos estudos maiores, mas em 65,7 (IC 95% 57,8-73,5) dos pacientes com doen\u00e7a n\u00e3o-severa na revis\u00e3o sistem\u00e1tica.<sup>5,9 &#8211;<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa COVID RADAR constatou que entre os indiv\u00edduos com sintomas suficientes para fazer um teste de RT-PCR, a preval\u00eancia de anosmia foi 3 vezes maior (59,4%) naqueles com teste positivo do que naqueles com teste negativo (19,0%). A perda do olfato pode, portanto, ser um forte preditor da infec\u00e7\u00e3o por COVID-19. Anosmia em combina\u00e7\u00e3o com febre, fadiga, tosse persistente, diarreia, dor abdominal e perda de apetite predisseram infec\u00e7\u00e3o por COVID-19 com uma especificidade de 0,83 (IC95% 0,81-0,86) e sensibilidade de 0,55 (IC95% 0,50-0,59).<sup>22<\/sup> O modelo teve desempenho igualmente bom em diferentes grupos de idade e sexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em todos os estudos a dispn\u00e9ia foi mais frequente nos casos graves e, de fato, em alguns estudos, foi um marcador de doen\u00e7a grave. Na revis\u00e3o sistem\u00e1tica e metan\u00e1lise<sup>21<\/sup>, a dispn\u00e9ia esteve presente em 44,2% (IC 95% 7,8-80,6) das pessoas com IC grave e 5,7% (0-10,7%) das pessoas com infec\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e9ria. Os dois maiores estudos<sup>5,9<\/sup> relatam 1,4% dos casos leves (contra 32,6% dos casos graves) e 7,6% dos casos leves apresentaram dispn\u00e9ia, respectivamente. As taxas de respira\u00e7\u00e3o normal s\u00e3o mais comuns nos casos leves.<sup>13,14<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros sintomas relatados incluem dor de cabe\u00e7a, <sup>5-9,13<\/sup> rinorr\u00e9ia, <sup>7-9,14<\/sup> sintomas gastrointestinais, <sup>7-9, 13, 14<\/sup> dor de garganta,<sup>6-9, 14<\/sup> e fadiga. <sup>5,9,12,13<\/sup> A rinorr\u00e9ia estava presente em menos de 10% dos casos leves. <sup>7-9,14<\/sup> Dor tor\u00e1cica e aperto n\u00e3o foram frequentes, com menos de 5% dos casos leves apresentando dor<sup>7,8 <\/sup>e 10,7% de aperto.<sup>7<\/sup> A expectativa nos casos leves variou entre 2%<sup>6<\/sup> e 56%.<sup>13<\/sup> A rea\u00e7\u00e3o gastrointestinal, enquanto relatada em 5 estudos, foi inferior a 10% em todos os casos<sup>7-9,13<\/sup>, com exce\u00e7\u00e3o de Young et al<sup>14<\/sup> que relataram 25% dos casos leves em compara\u00e7\u00e3o a nenhum dos casos graves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seis estudos de casos e s\u00e9ries de casos relataram variabilidade nos sintomas da COVID-19, variando de assintom\u00e1tica a infec\u00e7\u00f5es menores do trato respirat\u00f3rio superior, febre ou leve rea\u00e7\u00e3o gastrointestinal. O curso da doen\u00e7a tamb\u00e9m variou com alguns casos relatados como tendo cessa\u00e7\u00e3o r\u00e1pida dos sintomas ou in\u00edcio tardio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lim et al<sup>15<\/sup> relataram um paciente com sinais vitais normais, mas uma tomografia computadorizada que mostrou uma pequena consolida\u00e7\u00e3o no lobo superior direito e opacidades em vidro fosco em ambos os lobos inferiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arashiro et al <sup>17<\/sup> relataram a varia\u00e7\u00e3o no tempo para a resolu\u00e7\u00e3o dos sintomas em doen\u00e7as leves. Um caso tinha sintomas persistentes e menores do trato respirat\u00f3rio superior, mas continuou a testar positivo para COVID-19 por 23 dias, enquanto outro caso com febre leve de 38,6\u00b0C, dor de garganta e tosse, teve cessa\u00e7\u00e3o r\u00e1pida dos sintomas, mas detec\u00e7\u00e3o de RNA viral persistente por mais de 2 semanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rothe et al<sup>20<\/sup> relataram um caso com sintomas menores (dor de garganta, calafrios, mialgias, febre moderada e tosse) que estava assintom\u00e1tico no terceiro dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoehl et al<sup>19<\/sup> relataram que a descama\u00e7\u00e3o viral pode ocorrer em pessoas sem sinais ou apenas com sinais menores de infec\u00e7\u00e3o (erup\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea leve, faringite m\u00ednima, afebril), sugerindo que mesmo pessoas com doen\u00e7a leve ainda podem transmitir a infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Holshue et al<sup>18<\/sup> destacam como algumas pessoas com doen\u00e7a inicialmente leve (tosse, febres intermitentes de baixo grau, n\u00e1useas e v\u00f4mitos) podem mais tarde desenvolver sintomas mais significativos, como um paciente que desenvolveu pneumonia no 9\u00ba dia da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ji et al <sup>16<\/sup> enfatizaram a variabilidade dos sintomas em crian\u00e7as com 2 casos pedi\u00e1tricos leves com diferentes manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas (infec\u00e7\u00e3o do trato respirat\u00f3rio superior comparada \u00e0 diarreia leve) e, portanto, a import\u00e2ncia de estar atento em grupos familiares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Limita\u00e7\u00f5es<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>As evid\u00eancias ainda s\u00e3o escassas.<\/li>\n<li>A maioria dos estudos teve curtos per\u00edodos de observa\u00e7\u00e3o, pequenas amostras e foram realizados em uma \u00fanica regi\u00e3o geogr\u00e1fica, o que significa que os resultados n\u00e3o podem ser imediatamente generalizados.<\/li>\n<li>Alguns estudos n\u00e3o foram apenas sobre casos leves, mas foram inclu\u00eddos porque reportavam principalmente sobre casos leves (ver Wu et al).<\/li>\n<li>A maioria dos estudos foi conduzida em ambiente hospitalar.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONCLUS\u00d5ES<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Evid\u00eancias atuais s\u00e3o escassas e inconclusivas sobre os sintomas que distinguem facilmente casos leves e moderados. Evid\u00eancias adicionais s\u00e3o necess\u00e1rias com per\u00edodos de observa\u00e7\u00e3o mais longos, maior tamanho populacional e uma demografia mais diversificada.<\/li>\n<li>Febre (&lt; 39,1 \u00b0C) e tosse s\u00e3o os sintomas mais frequentes mesmo em doen\u00e7as leves, mas contar com a tosse para diagnosticar a COVID-19 pode ser enganoso, pois foi observado em menos da metade dos casos leves nos maiores estudos desta revis\u00e3o.<\/li>\n<li>Um estudo relata anosmia como um forte preditor da infec\u00e7\u00e3o pela COVID-19.<\/li>\n<li>Os sintomas apresentados variaram muito, mas, em combina\u00e7\u00e3o, anosmia, febre, fadiga, tosse persistente, diarreia, dor abdominal e perda do apetite t\u00eam uma especificidade razo\u00e1vel para o diagn\u00f3stico da COVID-19, embora a sensibilidade m\u00e9dia.<\/li>\n<li>Os sintomas podem ter cessa\u00e7\u00e3o r\u00e1pida ou in\u00edcio tardio e algumas pessoas tamb\u00e9m permanecer\u00e3o assintom\u00e1ticas.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Declara\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0este artigo n\u00e3o foi revisado por pares; n\u00e3o deve substituir o julgamento cl\u00ednico individual e as fontes citadas devem ser verificadas. As opini\u00f5es expressas nesse coment\u00e1rio representam as opini\u00f5es dos autores e n\u00e3o necessariamente as da institui\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3, do National Health Service (HHS), do National Institute for Health Research (NIHR) ou do Departamento de Sa\u00fade do Reino Unido. As opini\u00f5es n\u00e3o substituem a consulta m\u00e9dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AUTORES<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melina Michelen \u00e9 mestranda em Sa\u00fade P\u00fablica (MPH) na Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Londres, Universidade de Londres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nicholas Jones \u00e9 Doutor em Pesquisa pela Wellcome Trust na Universidade de Oxford.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Charitini Stavropoulou \u00e9 Conferencista Senior em Pesquisa em Servi\u00e7os de Sa\u00fade na Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Londres, Universidade de Londres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AGRADECIMENTOS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obrigado ao Dr Julian Treadwell e ao Dr Brian Nicholson pela revis\u00e3o do manuscrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TERMOS DE PESQUISA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os seguintes filtros gen\u00e9ricos de busca foram aplicados a todas as bases de dados: 1) Publicado de 2019 a 2020 por relev\u00e2ncia dos dados; 2) Artigos em ingl\u00eas. Para orientar a pesquisa, foram utilizados cabe\u00e7alhos de assuntos controlados e palavras-chave de tr\u00eas conceitos: 1) termos relacionados a covid-19 OU coronav\u00edrus OU 2019-ncov OU covid; 2) termos relacionados a sintomas OU caracter\u00edsticas cl\u00ednicas OU sinais OU apresenta\u00e7\u00e3o OU sintomatologia e; 3) termos relacionados a casos leves ou moderados. Bases de dados pesquisadas inclu\u00eddas: Medline e CINAHL atrav\u00e9s do host da base de dados EBSCO para artigos revisados por pares em sa\u00fade geral e Global Health para artigos revisados por pares globais atrav\u00e9s do host da base de dados Ovid. Al\u00e9m disso, foram pesquisadas publica\u00e7\u00f5es do Google, Google Scholar e CDC.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">REFERENCIAS<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">1)\u00a0\u00a0\u00a0 Center for Disease Control and Prevention. Coronavirus Disease 2019 (COVID-19). 2020. [cited 2020 Mar 20]. Available from: https:\/\/www.cdc.gov\/coronavirus\/2019-ncov\/symptoms-testing\/symptoms.html<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">2)\u00a0\u00a0\u00a0 World Health Organization. Coronavirus disease 2019 (COVID-19) Situation Report \u2013 46. [Internet].2020. [cited 2020 Mar 20]. Available from: https:\/\/www.who.int\/docs\/default-source\/coronaviruse\/situation-reports\/20200319-sitrep-59-covid-19.pdf?sfvrsn=c3dcdef9_2<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">3)\u00a0\u00a0\u00a0 Critical Appraisal Skills Programme. CASP Cohort Checklist. [Internet]. 2018. [cited 2020 Mar 23]. Available from: https:\/\/casp-uk.net\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/CASP-Cohort-Study-Checklist_2018.pdf.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">4)\u00a0\u00a0\u00a0 Moola S, Munn Z, Tufanaru C, Aromataris E, Sears K, Sfetcu R, et al. Chapter 7: Systematic reviews of etiology and risk. In: Aromataris E, Munn Z (Editors). Joanna Briggs Institute Reviewer\u2019s Manual. The Joanna Briggs Institute, 2017. Available from: https:\/\/reviewersmanual.joannabriggs.org\/<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">5)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tian S, Hu N, Lou J et al., Characteristics of COVID-19 infection in BeXuijing. Journal of Infection [Internet]. 2020 Feb [cited 2020 Mar 23]; 80: 401\u2013406 DOI: https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jinf.2020.02.018<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">6)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Xu YH, Dong JH, An WM, et al., Clinical and computed tomographic imaging features of novel coronavirus pneumonia caused by SARS-CoV-2. Journal of Infection [Internet]. 2020 Feb [cited 2020 Mar 23]; 80 (2020) 394\u2013400. DOI: https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jinf.2020.02.017<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">7)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Yang W, Cao Q and Qin L, et al., Clinical characteristics and imaging manifestations of the 2019 novel coronavirus disease (COVID-19):A multi-center study in Wenzhou city, Zhejiang, China. Journal of Infection [Internet]. 2020 Feb [cited 2020 Mar 23];\u00a0 80 (2020) 388\u2013393. DOI: https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jinf.2020.02.016.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">8)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Wu J, Liu J, Zhao X, Liu C, Wang W, Wang D, et al. Clinical Characteristics of Imported Cases of COVID-19 in Jiangsu Province: A Multicenter Descriptive Study, Clinical Infectious Diseases [Internet]. 2020 Feb [cited 2020 Mar 23]; DOI: https:\/\/doi.org\/10.1093\/cid\/ciaa199<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">9)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Chen J, Qi T, Liu L et al., Clinical progression of patients with COVID-19 in Shanghai, China, Journal of Infection, [Internet]. 2020 Mar [cited 2020 Mar 23]; https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jinf.2020.03.004<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">10)\u00a0 Zhao Z, Zhong Z, Xie X, Yu Q, and Liu J. Relation Between Chest CT Findings and Clinical Conditions of Coronavirus Disease (COVID-19) Pneumonia: A Multicenter Study. American Journal of Roentgenology [Internet]. 2020 Feb [cited 2020 Mar 23]; 1-6. doi.org\/10.2214\/AJR.20.22976<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">11)\u00a0 Lo I, Lio C, Cheong H, Lei C, Cheong T, Zhong X, Tian Y, Sin N. Evaluation of SARS-CoV-2 RNA shedding in clinical specimens and clinical characteristics of 10 patients with COVID-19 in Macau. Int. J. Biol. Sci. [Internet]. 2020 Feb [cited 2020 Mar 23]; Vol. 16. doi: 10.7150\/ijbs.45357<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">12)\u00a0 Wei L and JIN D. Clinical Findings of 100 Mild Cases of COVID-19 in Wuhan: A Descriptive Study. [Internet]. 2020 Feb [cited 2020 Mar 23]; Available at SSRN: https:\/\/ssrn.com\/abstract=3551332<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">13)\u00a0 Xu X, Wu X, Jiang X, et al. Clinical findings in a group of patients infected with the 2019 novel coronavirus (SARS-Cov-2) outside of Wuhan, China: retrospective case series. BMJ. [Internet]. 2020 Feb [cited 2020 Mar 23]; 368:m606. 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J. Med. [Internet]. 2020 Feb [cited 2020 Mar 23]; DOI: https:\/\/doi.org\/10.1056\/NEJMc2001468.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">21)\u00a0 Zhao X, Zhang B, Li P, et al. Incidence, clinical characteristics and prognostic factor of patients with COVID-19: a systematic review and meta-analysis. medRxiv;\u00a0 [Internet].\u00a0 2020 Mar [cited 2020 Mar 31]; doi: https:\/\/doi.org\/10.1101\/2020.03.17.20037572 (preprint).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">22) Menni C et al. Loss of smell and taste in combination with other symptoms is a strong predictor of COVID-19 infection. medRxiv;\u00a0 [Internet].\u00a0 2020 Mar [cited 2020 April 01]; MEDRXIV\/2020\/048421(preprint).<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutores:\u00a0Carine Raquel Blatt, Enderson Miranda &nbsp; Melina Michelen, Nicholas Jones e Charitini Stavropoulou Em nome da equipe de revis\u00e3o r\u00e1pida Oxford COVID-19 Centro de Medicina Baseada em Evid\u00eancia, Departamento de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Nuffield Universidade de Oxford Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade, Universidade de Londres, Londres Correspond\u00eancias para melina.michelen@city.ac.uk &nbsp; PARECER A tosse foi&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2462","page","type-page","status-publish","hentry","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2462","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2462"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2462\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2463,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2462\/revisions\/2463"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2462"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}