{"id":2297,"date":"2020-04-19T04:07:08","date_gmt":"2020-04-19T03:07:08","guid":{"rendered":"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/?page_id=2297"},"modified":"2020-04-19T04:07:08","modified_gmt":"2020-04-19T03:07:08","slug":"coronavirus-uma-introducao-geral","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/coronavirus-uma-introducao-geral\/","title":{"rendered":"Coronavirus \u2013 uma introdu\u00e7\u00e3o geral"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutores:\u00a0Carolina de Oliveira Cruz Latorraca, Rachel Riera<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem descreveu o coronavirus primeiro; porque eles s\u00e3o chamados de coronavirus; o que eles s\u00e3o; como eles invadem as c\u00e9lulas; como detect\u00e1-los<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeffrey K Aronson<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Centro de Medicina Baseada em Evid\u00eancias, Departamento de Cuidados Prim\u00e1rios em Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Nuffield, Universidade de Oxford<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 recentemente, muitas pessoas nunca tinham ouvido falar sobre os coronavirus. Mas eles, e as doen\u00e7as que causam nos humanos e nos animais, s\u00e3o conhecidos por mais de 50 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem descobriu os co ronavirus?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os coronavirus foram identificados pela primeira vez por um grupo de virologistas (JD Almeida, DM Berry, CH Cunningham, D Hamre, MS Hofstad, L Mallucci, K McIntosh, e DAJ Tyrrell), que revelaram seus achados em 1968 na revista cient\u00edfica Nature, que publicou uma pequena nota, de onde foi extra\u00edda a Figura 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2299\" src=\"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_002.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_002.jpg 500w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_002-300x157.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 1. Detalhes das propriedades dos coronavirus, publicados pela primeira vez na revista Nature (1968; 220 (5168): 650); David Tyrrell, da Common Cold Research Unit (Unidade de Pesquisa sobre Gripe Comum), em Salisbury, Wiltshire, se ofereceu para fornecer um pequena bibliografia para qualquer interessado nos dados nos quais a tabela foi baseada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que eles s\u00e3o chamados de coronavirus?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a revista Nature publicou em 1968, \u201cesses v\u00edrus s\u00e3o membros de um grupo antes desconhecido que os virologistas sugerem que deveriam chamar coronavirus, que remete \u00e0s caracter\u00edsticas da apar\u00eancia desses v\u00edrus na microscopiao eletr\u00f4nica.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra \u201ccorona\u201d tem muitos significados diferentes (veja o Ap\u00eandice 2). Mas era o sol que os virologistas tinham em mente quando escolheram o nome coronavirus. Como escreveram, eles compararam \u201cas caracter\u00edsticas das proje\u00e7\u00f5es nas bordas\u201d de fora do v\u00edrus com a coroa do sol (e n\u00e3o, como alguns sugerem, com as pontas de uma coroa). A figura 2 ilustra isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2300\" src=\"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_003.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"147\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 2. Esquerda: os v\u00edrions do coronavirus; direita: a coroa do sol vista durante um eclipse.<a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/JA2.png\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que s\u00e3o os coronavirus e como invadem as c\u00e9lulas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os coronavirus s\u00e3o v\u00edrus de RNA de fita simples, com cerca de 120 nan\u00f4metros de di\u00e2metro. Eles s\u00e3o suscet\u00edveis a muta\u00e7\u00f5es e recombina\u00e7\u00f5es e s\u00e3o, portanto, muito diversos. H\u00e1 cerca de 40 variedades diferentes (veja Ap\u00eandice 1) e eles infectam principalmente humanos, mam\u00edferos n\u00e3o-humanos e aves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles s\u00e3o caracter\u00edsticos de morcegos e aves selvagens, e podem se disseminar para outros animais e, portanto, para humanos. Imagina-se que o v\u00edrus que causa a COVID-19 seja origin\u00e1rio de morcegos e depois tenha se alastrado para cobras e pangolins e depois para humanos, talvez por carne contaminada de animais selvagens, j\u00e1 que a carne deste animais \u00e9 \u00a0vendida nos mercados da China.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A apar\u00eancia de coroa do coronavirus \u00e9 causada pelo que se chama de glicoprote\u00edna em formato de espinho, ou peplomero, que \u00e9 necess\u00e1rio para que o v\u00edrus entre na c\u00e9lula hospedeira. O espinho tem duas subunidades: a subunidade S1, que se liga a um receptor na superf\u00edcie da c\u00e9lula hospedeira, e subunidade S2, que se funde com a membrana da c\u00e9lula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A membrana da c\u00e9lula receptora para os v\u00edrus SARS-CoV-1 e SARS-CoV-2 \u00e9 uma forma de enzima conversora de angiotensina, ECA-2, diferente da enzima que \u00e9 inibida pelo inibidor convencional ECA-1, como os medicamentos enalapril e o ramipril.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brevemente, a subunidade S1 se liga \u00e0 enzima ECA-2 na superf\u00edcie da membrana da c\u00e9lula. Uma protease transmembrana do hospedeirao TMPRSS2, ent\u00e3o ativa o S1 e cria uma abertura na membrana com a ECA-2. O TMPRSS2 tamb\u00e9m age na subunidade S2, facilitando a fus\u00e3o do v\u00edrus \u00e0 membrana da c\u00e9lula. O v\u00edrus ent\u00e3o entra na c\u00e9lula. Dentro da c\u00e9lula, o v\u00edrus \u00e9 liberado dos endossomos por acidifica\u00e7\u00e3o ou pela a\u00e7\u00e3o de uma protease intracelular de ciste\u00edna, a catepsina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um modelo e uma descri\u00e7\u00e3o mais detalhada desses eventos \u00e9 apresentada na Figura 3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2298\" src=\"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_001.jpg\" alt=\"\" width=\"321\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_001.jpg 321w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_001-275x300.jpg 275w\" sizes=\"auto, (max-width: 321px) 100vw, 321px\" \/>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 3. Um modelo proposto do mecanismo como a SARS-CoV-2 entra na c\u00e9lula<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O coronavirus se aproxima da membrana da c\u00e9lula<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma subunidade S1 (vermelha) no final distal da glicoprote\u00edna do v\u00edrus se liga a uma mol\u00e9cula da membrana ligada \u00e0 ACE-2 (azul)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto mais subunidades de S1 dos espinhos de glicoprote\u00edna se ligam \u00e0s mol\u00e9culas ligadoras de ACE-2, a membrana come\u00e7a a formar um envelope envolta do v\u00edrus (um endossoma)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo continua&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230; at\u00e9 que o endossoma \u00e9 completado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O v\u00edrus pode entrar na c\u00e9lula por duas vias:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma c\u00e9lula de serina protease ligada \u00e0 membrana (marrom), TMPRSS2, quebra a subunidade S1 do v\u00edrus (vermelho) da sua subunidade S2 (preta) e tamb\u00e9m quebra as enzimas ECA-2; o endossoma entra na c\u00e9lula (endocitose), onde o v\u00edrus \u00e9 liberado pela acidifica\u00e7\u00e3oo ou pela a\u00e7\u00e3o de outra protease, a catepsina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesma serina protease, TMPRSS2, causa mudan\u00e7as conformacionais irrevers\u00edveis na subunidade S2 do v\u00edrus, ativando-a, e permitindo a fus\u00e3o do v\u00edrus \u00e0 membrana da c\u00e9lula seguida de internaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um inibidor da serina protease, o mesilato de camostato, usado para tratar pancreatite cr\u00f4nica no Jap\u00e3o, inibe a TMPRSS2 e bloqueia parcialmente a entrada do SARS-CoV-2 nas c\u00e9lulas epiteliais dos br\u00f4nquios em estudos in vitro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O interesse das pesquisas no coronavirus<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros coronavirus que infectaram humanos, chamados de 229E e OC43, causaram infec\u00e7\u00f5es muito leves, similares ao resfriado comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi nos surtos de SARS (S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Sereva Aguda) e de MERS (S\u00edndrome Respirat\u00f3ria do Oriente M\u00e9dio ou gripe do camelo) que foi observado que eles poderiam causar infec\u00e7\u00f5es humanas s\u00e9rias. Imagina-se que essas duas infec\u00e7\u00f5es venham de morcegos via gatos e camelos carn\u00edvoros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O despertar desse interesse nos coronavirus em diferentes per\u00edodos reflete-se no padr\u00e3o das publica\u00e7\u00f5es sobre eles. Ap\u00f3s a primeira descri\u00e7\u00e3o dos coronavirus em 1968, houve um aumento lento no n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es, seguidos por dois picos, ap\u00f3s as duas epidemias: a epidemia do coronavirus SARS em 2003-2004 e o surto da epidemia de diarreia em porcos na Am\u00e9rica do Norte em 2013 (figura 4). A identifica\u00e7\u00e3o dos primeiros casos de MERS na Ar\u00e1bia Saudita em 2012, e depois em outros lugares (por exemplo, a Cor\u00e9ia do Sul em 2015), tamb\u00e9m causada por coronavirus, tamb\u00e9m pode ter contribu\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu destaquei previamente o fato de que os maiores picos de interesse no coronavirus seguiram as maiores infec\u00e7\u00f5es em humanos e animais. Na minha coluna, publicada em 31 de janeiro de 2020 no BMJ, eu escrevi que eu esperava ver outro pico no n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es seguindo a epidemia atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu gr\u00e1fico original terminou com as figuras de 2019. Agora eu adicionei os \u00faltimos n\u00fameros, de 2020 ao gr\u00e1fico, que mostram que a minha profecia j\u00e1 foi confirmada. Mais publica\u00e7\u00f5es sobre os coronavirus t\u00eam sido acessadas no Pubmed nas primeiras 12 semanas de 2020 do que em qualquer outro ano anterior. A dificuldade de prevenir e tratar a infec\u00e7\u00e3o coincide com a dificuldade de acompanhar a literatura publicada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2301\" src=\"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_004.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_004.jpg 400w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_004-300x243.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 4. N\u00fameros de publica\u00e7\u00f5es com \u201ccoronavirus\/es\u201d como palavra chave (termo simples) (azul) ou em t\u00edtulos (laranja) (fonte Pubmed Legacy); cada ponto representa um ano, mas os pontos mais \u00e0 direita s\u00e3o relacionados apenas \u00e0s primeiras 12 semanas de 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Testes para o coronavirus, SARS-CoV-2<\/strong><a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/JA2.png\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O RNA viral pode ser detectado pela rea\u00e7\u00e3o em cadeia da polimerase (PCR, ou PCR quantitativo, qPCR, algumas vezes chamado de \u201cPCR em tempo real\u201d ou PCR-RT, causando confus\u00e3o com outro termo, \u201cPCR de transcriptase reversa\u201d) (figura 5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste teste, o v\u00edrus de RNA de fita simples \u00e9 convertido no seu DNA complementar pela transcriptase reversa; regi\u00e3o espec\u00edfica do DNA, marcada pelos chamados primers, depois s\u00e3o amplificados. Isso \u00e9 feito pela sintetiza\u00e7\u00e3o de novas fitas de DNA dos desoxinucle\u00f3sideos trifosfatos usando DNA polimerase. Falsos negativos ocasionais tem sido relatados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2302\" src=\"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_005.jpg\" alt=\"\" width=\"317\" height=\"363\" srcset=\"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_005.jpg 317w, https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/m8_img_005-262x300.jpg 262w\" sizes=\"auto, (max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 5. Rea\u00e7\u00e3o em cadeia da polimerase com transcriptase reversa (RT-PCR)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um primer \u00e9 ligado ao terceiro prime final de uma fita simples do RNA viral<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os desoxinucleosideos trifosfatos s\u00e3o adicionados ap\u00f3s&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230; criando uma c\u00f3pia de DNA do RNA viral<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fita simples de DNA \u00e9 separada&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230; e uma fita complementar a esse DNA (cDNA) \u00e9 preparada&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230; c\u00f3pias que s\u00e3o sintetizadas usando primers e DNA polimerase<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O passo 6 pode ser repetido muitas vezes, dobrando o n\u00famero de mol\u00e9culas de DNA criados cada vez; 30 passos, por exemplo, produzir\u00e3o 230 (ou seja, 1.073.741.824) ou cerca de 109 mol\u00e9culas.<a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/JA2.png\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma t\u00e9cnica de imunoensaio tamb\u00e9m foi descrita, mas tem uma alta taxa de omiss\u00e3o (ou exclus\u00e3o) de resultados falsos-negativos (tabela 1).<a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/JA2.png\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tabela 1. Recursos diagn\u00f3sticos de imunoensaio do SARS-CoV-2<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"189\">Caracter\u00edstica<\/td>\n<td width=\"377\">Valor<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\">Sensibilidade (a taxa de verdadeiro positivo)<\/td>\n<td width=\"377\">89%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\">Especificidade (1 \u2013 a taxa de falso positivo)<\/td>\n<td width=\"377\">91%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\">Valor preditivo positivo (VPP)<\/td>\n<td width=\"377\">97%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\">Valor preditivo negativo (VPN)<\/td>\n<td width=\"377\">72%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\">Taxa de descoberta (ou detec\u00e7\u00e3o) falsa<\/td>\n<td width=\"377\">3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"189\">Taxa de omiss\u00e3o (ou exclus\u00e3o) falsa<\/td>\n<td width=\"377\">28%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esfor\u00e7os est\u00e3o sendo feitos para desenvolver e implementar pesquisas em imunoensaios para anticorpos antivirais para determinar se a infec\u00e7\u00e3o ocorreu previamente.<a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/JA2.png\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Ap\u00eandice 1: Variedades de coronavirus<\/strong><a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/JA2.png\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coronaviridae \u00e9 o nome dado \u00e0 fam\u00edlia de v\u00edrus com duas subfam\u00edlias, Letovirinae e Coronavirinae. Essa \u00faltima tem quatro g\u00eaneros, Alphacoronavirus, Betacoronavirus, Gammacoronavirus e Deltacoronavirus. Esses incluem sete coronavirus que podem infectar humanos (Tabela 2). Os coronavirus tamb\u00e9m podem infectar mam\u00edferos n\u00e3o-humanos (Tabela 3), eles podem ser carregados por aves ou infect\u00e1-las (Tabela 4), e podem ser carregados por morcegos (Tabela 5).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tabela 2. Taxonomia dos coronavirus que podem causar doen\u00e7as em humanos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"160\">G\u00eanero<\/td>\n<td width=\"406\">Variedades causando a doen\u00e7a em humanos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"160\">Alphacoronavirus<\/td>\n<td width=\"406\">Coronavirus humano 229E (HCoV-229E)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"160\">Betacoronavirus<\/td>\n<td width=\"406\">\n<ul>\n<li>Coronavirus humano HKU1<\/li>\n<li>Coronavirus humano NL63 (HCoV-NL63, coronavirus New Haven)<\/li>\n<li>Coronavirus humano OC43 (HCoV-OC43)<\/li>\n<li>Coronavirus relacionado \u00e0 Sindrome Respirat\u00f3ria do Oriente M\u00e9dio (MERS-CoV ou HCoV-EMC; a causa da MERS)<\/li>\n<li>Coronavirus da Sindrome Respirat\u00f3ria Severa Aguda (SARS-CoV-1, a causa da SARS)<\/li>\n<li>Coronavirus da S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Severa Aguda 2 (SARS-CoV-2, ou nCoV-2019, a cauda da COVID-19)<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tabela 3. Alguns mam\u00edferos n\u00e3o-humanos que podem ser infectados pelos coronavirus<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"151\">Animal<\/td>\n<td width=\"415\">Variedade de coronavirus<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">Gado<\/td>\n<td width=\"415\">Coronavirus bovino (BCV) \u2013 enterite severa em bezerros<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">Gatos<\/td>\n<td width=\"415\">Coronavirus felino (FCoV) \u2013 enterite leve em gatos e peritonite severa em felinos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">Cachorros<\/td>\n<td width=\"415\">Coronavirus canino (CCoV) \u2013 enterite e doen\u00e7as respirat\u00f3rias<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">Fur\u00f5es<\/td>\n<td width=\"415\">Coronavirus ent\u00e9rico do fur\u00e3o \u2013 enterite catarral epizo\u00f3tica;<\/p>\n<p>Coronavirus sist\u00eamico do fur\u00e3o \u2013 uma s\u00edndrome similar \u00e0 peritonite no felino<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">Ouri\u00e7os<\/td>\n<td width=\"415\">Coronavirus do ouri\u00e7o 1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">Vison<\/td>\n<td width=\"415\">Coronavirus do vison 1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">Porcos<\/td>\n<td width=\"415\">Coronavirus HKU15 do porco \u2013 gastroenterite;<\/p>\n<p>V\u00edrus da epidemia de diarreia do porco (PED ou PEDV)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">Coelhos<\/td>\n<td width=\"415\">Coronavirus ent\u00e9rico do coelho \u2013 doen\u00e7a gastrointestinal aguda e diarreia em coelhos europeus jovens<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">Ratos<\/td>\n<td width=\"415\">Coronavirus Lucheng Rn do rato<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"151\">Whale<\/td>\n<td width=\"415\">Coronavirus SW1 da baleia beluga<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tabela 4. Algumas aves que podem carregar ou ser infectadas pelos coronavirus (gammacoronavirus e deltacoronavirus)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"566\">Galinha dom\u00e9stica: v\u00edrus da bronquite infecciosa (IBV) \u2013 bronquite infecciosa avi\u00e1ria<\/p>\n<p>Coronavirus HKU11 do bulbul<\/p>\n<p>Coronavirus HKU21 comum da galinha-d\u2019\u00e1gua<\/p>\n<p>Coronavirus HKU13 da munia<\/p>\n<p>Coronavirus HKU19 da gar\u00e7a noturna<\/p>\n<p>Coronavirus do peru\u00a0 (TCV) \u2013 enterite<\/p>\n<p>Coronavirus HKU16 do olho branco<\/p>\n<p>Coronavirus HKU20 da mareca<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tabela 5. Alguns coronavirus carregados por morcegos<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"566\">Hp-Betacoronavirus Zhejiang 2013 do morcego<\/p>\n<p>Coronavirus CDPHE15 colacovirus do morcego<\/p>\n<p>Coronavirus HKU10 decacovirus do morcego<\/p>\n<p>Coronavirus 1 e HKU8\u00a0 Miniopterus do morcego<\/p>\n<p>Coronavirus HKU5 pipistrellus do morcego<\/p>\n<p>Coronavirus HKU2 rhinolophus do morcego<\/p>\n<p>Coronavirus HuB-2013 rinolophus ferrumequinum do morcego<\/p>\n<p>Coronavirus GCCDC1 e HKU rousettus do morcego<\/p>\n<p>Coronavirus 512 scotophilus do morcego<\/p>\n<p>Coronavirus HKU4 tylonycteris do morcego<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ap\u00eandice 2: Significados da palavra \u201ccorona\u201d<\/strong><a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/JA2.png\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>Eu listei os diferentes significados de \u201ccorona\u201d e alguns de seus derivados na Tabela 6.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tabela 6. Diferentes significados de \u201ccorona\u201d e alguns derivados (baseados em defini\u00e7\u00f5es do Dicion\u00e1rio de Ingl\u00eas de Oxford)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"104\">T\u00f3pico<\/td>\n<td width=\"462\">Significado de \u201ccorona\u201d<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Anatomia<\/td>\n<td width=\"462\">\n<ul>\n<li>Qualquer por\u00e7\u00e3o superior parecida com uma coroa de alguma parte ou estrutura do corpo, como o topo da cabe\u00e7a ou a coroa de um dente<\/li>\n<li>Coroa radiada: uma massa de fibras no c\u00e9rebro, que se espalha radialmente da capsula interna ao c\u00f3rtex cerebral ou \u00e0s c\u00e9lulas com camada radial folicular alongada que cercam um \u00f3vulo e se desenvolvem um pouco antes da ovula\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Gl\u00e2ndula coroada: a borda das gl\u00e2ndulas do p\u00eanis onde o prep\u00facio come\u00e7a<\/li>\n<li>Sutura ou comissura coroada: a sutura transversa do cr\u00e2nio separando o osso frontal dos ossos parietais<\/li>\n<li>Osso coroado: o osso frontal<\/li>\n<li>A defini\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica original de \u201ccoroado\u201d, dada pela New Sydenham Society\u2019s Lexicon e pela Allied Sciences (1881-99) foi \u201caplicada a vasos, ligamentos e nervos que circulam partes como uma coroa\u201d. Por isso, art\u00e9rias e veias coron\u00e1rias do cora\u00e7\u00e3o e, por associa\u00e7\u00e3o, o plexo coron\u00e1rio, o seio coron\u00e1rio e a v\u00e1lvula coron\u00e1ria; tamb\u00e9m as art\u00e9rias coron\u00e1rias dos l\u00e1bios e est\u00f4mago, ligamentos coron\u00e1rios do cotovelo, joelho e f\u00edgado, e o seio coron\u00e1rio do c\u00e9rebro e a veia coron\u00e1ria do est\u00f4mago<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Arquitetura<\/td>\n<td width=\"462\">Um membro do canto (entre paredes), acima da moldura da cama e abaixo da cimalha tendo uma ampla face vertical, normalmente de proje\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel; tamb\u00e9m chamado de goteira ou beira.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"113\">Astronomia<\/td>\n<td width=\"453\">\n<ul>\n<li>Um pequeno circulo ou disco de luz (normalmente colorido de forma prism\u00e1tica) aparecendo envolta de um corpo celestial, como a lua ou o sol, causado pela dissemina\u00e7\u00e3o ou pela difra\u00e7\u00e3o da luz de part\u00edculas de mat\u00e9ria suspensa no meio intermedi\u00e1rio; tamb\u00e9m chamado de aur\u00e9ola<\/li>\n<li>Uma apar\u00eancia similar oposta ao sol, um anthelion; aplicada de forma mais ampla a fen\u00f4menos similares em instrumentos \u00f3pticos, etc.<\/li>\n<li>O envelope irregular luminoso de g\u00e1s extremamente quente e altamente ionizado localizado fora da cromosfera do sol, visto como uma luz branca cercando o disco da lua durante um eclipse total do sol; um coronagr\u00e1fico \u00e9 um telesc\u00f3pio para observar ou um instrumento para fotografar a coroa do sol durante um dia de sol<\/li>\n<li>Coroa do Sul ou Austral, coroa do Norte ou Boreal: duas constela\u00e7\u00f5es, as coroas sulista ou setentrional, consistindo de an\u00e9is el\u00edpticos de estrelas<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"113\">Bot\u00e2nica<\/td>\n<td width=\"453\">\n<ul>\n<li>Um anexo no topo da semente, como o papo de um dente-de-le\u00e3o ou um cardo<\/li>\n<li>O desenvolvimento ou ap\u00eandice em forma de coroa, funil ou trompete no lado interno da corola de algumas flores, como o narciso ou lychnis<\/li>\n<li>O circulo de pequenas flores circulando o disco de uma flor composta<\/li>\n<li>O revestimento medular, ou anel mais interno de tecido de amadeirado circulando o mesocarpo nos ped\u00fanculos de dicotiled\u00f4neas e gimnospermas<\/li>\n<li>A coroa da raiz, a jun\u00e7\u00e3o da raiz com o ped\u00fanculo<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"113\">Patologia<\/td>\n<td width=\"453\">Corona veneris: manchas sif\u00edliticas na testa, que normalmente se estendem ao redor como uma coroa<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"113\">Fon\u00e9tica<\/td>\n<td width=\"453\">Coronal: referindo a um som que \u00e9 pronunciado com a ponta da l\u00edngua virada para cima em dire\u00e7\u00e3o ao palato<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"113\">F\u00edsica<\/td>\n<td width=\"453\">\n<ul>\n<li>Um brilho luminoso suave no g\u00e1s em torno de um condutor quando o campo el\u00e9trico na sua superf\u00edcie \u00e9 forte o suficiente para ionizar o g\u00e1s, mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o forte para causar uma fa\u00edsca<\/li>\n<li>Na \u201cdescarga corona\u201d a descarga causa a coroa<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"113\">Religi\u00e3o<\/td>\n<td width=\"453\">\n<ul>\n<li>Uma cerim\u00f4nia religiosa em que um cl\u00e9rigo corta o cabelo em formato de coroa (no Latim medieval, corona clericalis)<\/li>\n<li>Um casti\u00e7al circular suspenso do teto de uma igreja; mais como uma coroa de luz (corona lucis)<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"113\">Zoologia<\/td>\n<td width=\"453\">\n<ul>\n<li>O teste ou parede do corpo de um equinoide<\/li>\n<li>O disco em forma de anel de um rot\u00edfero, etc<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Link para o original: <a href=\"https:\/\/www.cebm.net\/covid-19\/coronaviruses-a-general-introduction\/\">https:\/\/www.cebm.net\/covid-19\/coronaviruses-a-general-introduction\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autor: Jeffrey K Aronson<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Tradutores:\u00a0Carolina de Oliveira Cruz Latorraca, Rachel Riera &nbsp; &nbsp; Quem descreveu o coronavirus primeiro; porque eles s\u00e3o chamados de coronavirus; o que eles s\u00e3o; como eles invadem as c\u00e9lulas; como detect\u00e1-los Jeffrey K Aronson Centro de Medicina Baseada em Evid\u00eancias, Departamento de Cuidados Prim\u00e1rios em Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Nuffield, Universidade de Oxford At\u00e9 recentemente,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2297","page","type-page","status-publish","hentry","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2297"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2303,"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2297\/revisions\/2303"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}