{"id":2084,"date":"2020-04-17T01:25:54","date_gmt":"2020-04-17T00:25:54","guid":{"rendered":"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/?page_id=2084"},"modified":"2020-04-17T01:25:54","modified_gmt":"2020-04-17T00:25:54","slug":"acuracia-de-termometros-frontais-em-fita","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/acuracia-de-termometros-frontais-em-fita\/","title":{"rendered":"Acur\u00e1cia de term\u00f4metros frontais em fita"},"content":{"rendered":"<p>Tradutores: Luis Eduardo Santos Fontes, Rafael Leite Pacheco, Ana Luiza Cabrera Martimbianco<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #800080;\"><strong>Veredito:<\/strong> Se term\u00f4metros perif\u00e9ricos forem usados, estes n\u00e3o detectar\u00e3o febre em cerca de 4 entre 10 crian\u00e7as febris. Cl\u00ednicos n\u00e3o devem confiar em term\u00f4metros perif\u00e9ricos para a tomada de decis\u00e3o. Se n\u00e3o houver alternativa, considere que a temperatura medida ser\u00e1 pelo menos +\/- 1.5oC diferente e pe\u00e7a medidas repetidas <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Crian\u00e7as menores de 5 anos<\/strong><br \/>\nEm crian\u00e7as com menos de 5 anos o conselho \u00e9 claro e pode ser encontrado em <a href=\"https:\/\/www.nice.org.uk\/guidance\/ng143\/resources\/fever-in-under-5s-assessment-and-initial-management-pdf-66141778137541\">diretriz recente do NICE<\/a> (National Institute for Health and Care Excellence):<br \/>\n\u201c1.1.5 term\u00f4metros qu\u00edmicos frontais n\u00e3o s\u00e3o confi\u00e1veis e n\u00e3o devem ser usados por profissionais de sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Crian\u00e7as<\/strong><br \/>\nPara crian\u00e7as em geral (n\u00e3o s\u00f3 abaixo de 5 anos), as evid\u00eancias parecem vari\u00e1veis! O artigo mais antigo que encontramos foi \u201c<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/7054533\/\">An Evaluation of a Plastic Strip Thermometer<\/a>\u201d que relata: \u201cN\u00f3s conclu\u00edmos que o Clinitemp (term\u00f4metro de fita usado na testa) \u00e9 inaceit\u00e1vel como substituto do term\u00f4metro de merc\u00fario\u201d. No mesmo ano, um <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/7064942\/\">estudo menor<\/a> (n=134) relatou: \u201cPais que confiam nessas fitas para identificar febre em suas crian\u00e7as podem ser enganados por medidas afebris err\u00f4neas\u201d.<br \/>\nUm <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/8542011\">estudo de 1996<\/a> com 120 pacientes (20 em cada faixa et\u00e1ria: &lt; 1 m\u00eas, 1 a 5 meses, 6 a 11 meses, 12 a 23 meses, 2 a 14 anos, e adultos concluiu que todos os estudos pr\u00e9vios usaram m\u00e9todos inadequados de an\u00e1lise&#8230;. Term\u00f4metros de fita frontais s\u00e3o f\u00e1ceis de usar, mas n\u00e3o estimam a temperatura retal com a mesma precis\u00e3o que a temperatura axilar\u201d.<br \/>\nUm <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/29373961\/\">estudo transversal<\/a> mais recente de 2018, com 995 crian\u00e7as, observou que a medida temporal da temperatura n\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel, mas a medida no ouvido se mostrou \u00fatil para fins de triagem, especialmente entre crian\u00e7as de seis meses a 5 anos.<\/p>\n<p><strong>Crian\u00e7as e adultos<\/strong><br \/>\nTr\u00eas revis\u00f5es foram encontradas, sendo a mais antiga a <a href=\"https:\/\/www.racgp.org.au\/download\/documents\/AFP\/2010\/April\/201004fadzil.pdf\">2010 RACGP review<\/a>, que concluiu: \u201cas medidas dos term\u00f4metros digitais s\u00e3o mais concordante com o term\u00f4metro de merc\u00fario. O term\u00f4metro timp\u00e2nico infravermelho pode ser uma op\u00e7\u00e3o preferencial para pacientes n\u00e3o cooperativos. O term\u00f4metro de testa em cristal l\u00edquido \u00e9 melhor para ser usado em casa\u201d.<br \/>\nEm 2012, o Healthcare Improvement Scotland produziu uma <a href=\"https:\/\/www.crd.york.ac.uk\/crdweb\/ShowRecord.asp?ID=32013000483&amp;ID=32013000483\">revis\u00e3o de escopo<\/a> de tecnologias, que mostrou:<br \/>\n\u2022 Evid\u00eancia proveniente de grupos de pacientes adultos e pedi\u00e1tricos sugerem que o term\u00f4metro arterial temporal apresenta acur\u00e1cia insuficiente para o uso cl\u00ednico em pacientes internados. Seis estudos compararam ambos term\u00f4metros arterial temporal (TAT) e o de ouvido infravermelho: quatro estudos foram favor\u00e1veis ao uso do TAT.<\/p>\n<p><em>Term\u00f4metros de ouvido infra-vermelhos<\/em><\/p>\n<p>Uma Revis\u00e3o sistem\u00e1tica de 2015, com 75 estudos (n = 8682) sobre a acur\u00e1cia dos term\u00f4metros perif\u00e9ricos relatou que a maioria dos estudos tinha alto risco de vi\u00e9s ou risco incerto. Os resultados principais foram:<br \/>\n\u2022 Term\u00f4metros perif\u00e9ricos t\u00eam limites de concord\u00e2ncia combinados de 95% fora da faixa cl\u00ednica aceit\u00e1vel (+\/- 0,5oC),<br \/>\n\u2022 Especialmente entre pacientes com febre (-1,44oC a 1,46oC para adultos; -1,49\u00b0C a 0,43\u00b0C para crian\u00e7as),<br \/>\n\u2022 Para detec\u00e7\u00e3o de febre, a sensibilidade foi baixa (64%) e a especificidade foi alta (96% [IC 93% a 97%]; I2= 96,3%; p&lt;0.001).<\/p>\n<p><em><strong>Limita\u00e7\u00f5es: <\/strong><\/em>Dados de alta qualidade para algumas t\u00e9cnicas de medida de temperatura s\u00e3o limitadas. Dados combinados s\u00e3o associados com heterogeneidade entre os estudos que n\u00e3o \u00e9 explicada por an\u00e1lises estratificadas e meta-regress\u00e3o. O desempenho deles pode ser melhorado por medidas repetidas, e eles podem ser \u00fateis para medir a temperatura em crian\u00e7as enquanto elas est\u00e3o dormindo.<\/p>\n<p><strong>Adultos<\/strong><br \/>\nN\u00f3s encontramos um \u00fanico <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/21145551\/\">estudo<\/a> com 201 adultos em UTI, que relatou que term\u00f4metros compactos digitais axilares e term\u00f4metros digitais com sonda obtiveram a maior pontua\u00e7\u00e3o geral da avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Transpar\u00eancia do processo de produ\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o:<\/strong> o artigo n\u00e3o teve revis\u00e3o por pares; ele n\u00e3o deve substituir o julgamento cl\u00ednico individual e as fontes citadas devem ser checadas. O ponto de vista expresso neste coment\u00e1rio representa o ponto de vista dos autores e n\u00e3o necessariamente o ponto de vista da institui\u00e7\u00e3o sede, o NHS, o NIHR, ou o Departamento de Sa\u00fade. Os pontos de vista n\u00e3o substituem a recomenda\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Link para o original:<\/strong> https:\/\/www.cebm.net\/covid-19\/accuracy-of-strip-like-forehead-thermometers\/<\/p>\n<p><strong>Autores<\/strong><\/p>\n<p>Jon Brassey \u00e9 diretor da Trip Database Ltd, l\u00edder de \u00a0\u201cKnowledge Mobilisation\u201d na Public Health Wales (NHS) e editor associado no BMJ Evidence-Based Medicine<\/p>\n<p>Carl Heneghan\u00a0\u00e9 editor chefe do\u00a0<a href=\"https:\/\/ebm.bmj.com\/content\/22\/6\/202\">BMJ EBM<\/a>\u00a0e professor de Evidence-based Medicine, Centre for Evidence-Based Medicine no Nuffield Department of Primary Care Health Sciences, University of Oxford.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tradutores: Luis Eduardo Santos Fontes, Rafael Leite Pacheco, Ana Luiza Cabrera Martimbianco Veredito: Se term\u00f4metros perif\u00e9ricos forem usados, estes n\u00e3o detectar\u00e3o febre em cerca de 4 entre 10 crian\u00e7as febris. 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