{"id":1419,"date":"2019-11-14T13:32:42","date_gmt":"2019-11-14T13:32:42","guid":{"rendered":"http:\/\/oxfordbrazilebm.com\/?page_id=1419"},"modified":"2019-11-15T14:30:15","modified_gmt":"2019-11-15T14:30:15","slug":"vies-de-financiamento-da-industria","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/oxfordbrazilebm.com\/index.php\/vies-de-financiamento-da-industria\/","title":{"rendered":"Vi\u00e9s de financiamento da ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row bg_type=&#8221;bg_color&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1572747881603{padding-top: 10px !important;padding-bottom: 10px !important;}&#8221; bg_color_value=&#8221;#f7f7f7&#8243;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]<b>Nome original do vi\u00e9s:\u00a0<\/b> Industry sponsorship bias[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]<strong>Tradu\u00e7\u00e3o: <\/strong>Rachel Riera<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"ult-spacer spacer-69ef6e5717747\" data-id=\"69ef6e5717747\" data-height=\"30\" data-height-mobile=\"30\" data-height-tab=\"30\" data-height-tab-portrait=\"\" data-height-mobile-landscape=\"\" style=\"clear:both;display:block;\"><\/div>[vc_separator]<div class=\"ult-spacer spacer-69ef6e5717790\" data-id=\"69ef6e5717790\" data-height=\"30\" data-height-mobile=\"30\" data-height-tab=\"30\" data-height-tab-portrait=\"\" data-height-mobile-landscape=\"\" style=\"clear:both;display:block;\"><\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma tend\u00eancia de que os m\u00e9todos e resultados de um estudo apoiem os interesses da institui\u00e7\u00e3o financiadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vi\u00e9s de financimento da ind\u00fastria inclui um s\u00e9rie de mecanismos pelos quais os estudos s\u00e3o distorcidos &#8211; no desenho, na condu\u00e7\u00e3o e \/ ou na publica\u00e7\u00e3o &#8211; para promover interesses comerciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes mecanismos incluem, mas n\u00e3o est\u00e3o limitados a: uso de uma quest\u00e3o de pesquisa de tal forma que a resposta seja verdadeira, mas enganosa; escolha de popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o representativas; administra\u00e7\u00e3o de um medicamento concorrente (comparador) em uma dose n\u00e3o ideal (em testes comparativos); escolhas question\u00e1veis ao analisar os dados; n\u00e3o publica\u00e7\u00e3o de resultados estatisticamente n\u00e3o significativos; relato seletivo de resultados; e publica\u00e7\u00e3o m\u00faltipla de resultados positivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vi\u00e9s de financimento da ind\u00fastria refere-se \u00e0 tend\u00eancia de um estudo cient\u00edfico em apoiar os interesses do patrocinador financeiro do estudo. Esse vi\u00e9s tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como vi\u00e9s de patroc\u00ednio, vi\u00e9s de desfecho financiado, vi\u00e9s de publica\u00e7\u00e3o de financiamento e efeito de financiamento (Holman 2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estatinas s\u00e3o prescritas para reduzir o colesterol, que por sua vez se destina a reduzir a mortalidade por eventos coronarianos. Na \u00e9poca em que a revis\u00e3o de Bero 2007 foi realizada, havia v\u00e1rias estatinas no mercado produzidas por diferentes empresas concorrentes.<br \/>\nPesquisadores identificaram 95 ensaios cl\u00ednicos randomizados (ECRs) nos quais v\u00e1rias estatinas foram comparadas entre si ou uma estatina foi comparada a um tratamento mais antigo. As compara\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas entre medicamentos foram classificadas como (a) \u201cfavor\u00e1veis\u201d \u00e0s estatinas quando o novo medicamento superava o concorrente, (b) &#8220;inconclusivo&#8221; quando os resultados n\u00e3o eram estatisticamente significantes e \u201cdesfavor\u00e1veis\u201d quando o medicamento concorrente mais antigo era superior e o resultado era estatisticamente significativo. Entre os 65 ECR financiados pelo fabricante do medicamento mais novo, resultados favor\u00e1veis foram relatados em 66% dos estudos e conclus\u00f5es favor\u00e1veis elaboradas em 79% dos casos. Entre os 30 ECRs<br \/>\nfinnaciados pelo medicamento mais antigo, apenas tr\u00eas (10%) relataram resultados favor\u00e1veis para o medicamento n\u00e3o patrocinado (isto \u00e9, a estatina mais recente), e apenas 4 (13%) endossaram o medicamento n\u00e3o patrocinado na conclus\u00e3o. Os pesquisadores conclu\u00edram que &#8220;<em>o principal fator <\/em><em>associado aos resultados e conclus\u00f5es doe estudos financiados pela ind\u00fastria \u00e9 o pr\u00f3prio patroc\u00ednio da pesquisa<\/em>\u201d (veja a Tabela 4 no estudo citado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Bero, L. (2007). Factors associated with findings of published trials of drug\u2013drug comparisons: why some statins appear more efficacious than others. <\/em><em>PLoS Medicine<\/em><em>, 4(6), e184<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impacto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica da Cochrane comparando pesquisas financiadas pela pesquisa constatou que os benef\u00edcios do tratamento eram mais propensos a favorecer os produtos do patrocinador (risco relativo = 1,27; IC 95% 1,17 a 1,37) e as conclus\u00f5es dos autores foram mais favor\u00e1veis (risco relativo = 1,34; IC95% 1,19 &#8211; 1,51).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o foi observado que o financiamanto da ind\u00fastria afetou as estimativas para os desfechos adversos, mas a qualidade das evid\u00eancias sobre isso \u00e9 muito baixa. Se isso tamb\u00e9m superestima o tamanho do efeito (e, se sim, em que grau) varia de acordo com o medicamento. As diferen\u00e7as observadas n\u00e3o podem ser explicadas por medidas padr\u00e3o para avalia\u00e7\u00f5es de \u201crisco de vi\u00e9s\u201d, pois avaliam apenas as caracter\u00edsticas do desenho do estudo (relacionadas \u00e0 validade interna).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um potencial fator contribuinte \u00e9 a publica\u00e7\u00e3o seletiva de resultados de ECRs, na qual ECRs com resultados favor\u00e1veis para produtos do financiador t\u00eam maior probabilidade de serem publicados do que ECRs com resultados desvavor\u00e1veis. Por exemplo, Turner 2008 identificou que 37 de 38 (97%) ECRs <em>pr\u00e9-marketing<\/em> sobre antidepressivos que o FDA julgou serem positivos foram publicados. Dos 36 ECR com resultados negativos ou question\u00e1veis, 22 (61%) n\u00e3o foram publicados, 11 (31%) foram publicados de modo narrativo, e apenas 3 (8%) foram relatados claramente como tendo resultados negativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como resultado da publica\u00e7\u00e3o seletiva e outras altera\u00e7\u00f5es na an\u00e1lise de dados, o tamanho do efeito m\u00e9dio ponderado na literatura publicada foi inflado em cerca de 30% em compara\u00e7\u00e3o com os dados tal qual foram submetidos ao FDA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O uso generalizado de drogas antiarr\u00edtmicas fornece um exemplo mais preocupante. Os medicamentos antiarr\u00edtmicos da classe 1C foram prescritos para prevenir a parada card\u00edaca. Representantes da ind\u00fastria e pesquisadores que trabalhavam para a ind\u00fastria convenceram o FDA a aceitar um desfecho substituto (intermedi\u00e1rio), apesar das preocupa\u00e7\u00f5es de que a avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha considerado o potencial da droga para causar danos (Holman 2017). Um ECR de larga escala mostrou que o uso destas drogas aumentou drasticamente o risco de morte (RR = 2,54). Antes de sua retirada do mercado, o uso generalizado de antiarr\u00edtmicos da classe 1C j\u00e1 estava associado a dezenas de milhares de mortes (Moore 1995).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, os artigos de revis\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o vulner\u00e1veis ao vi\u00e9s de financimento da ind\u00fastria. Barnes e Bero 1998 avaliaram 106 artigos que afirmavam sintetizar a literatura existente sobre os efeitos do fumo passivo sobre a sa\u00fade. Destes, 37% conclu\u00edram que o fumo passivo n\u00e3o estava associado a consequ\u00eancias negativas para a sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barnes e Bero avaliaram se cada artigo de revis\u00e3o foi revisado por pares, se os autores tinham uma afilia\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria do tabaco, qual a condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica considerada na revis\u00e3o (por exemplo, doen\u00e7as card\u00edacas, c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, etc), o ano em que a revis\u00e3o foi publicada e a qualidade metodol\u00f3gica da revis\u00e3o. O \u00fanico fator associado a identifica\u00e7\u00e3o dos efeitos negativos do fumo passivo foi uma afilia\u00e7\u00e3o com a ind\u00fastria do tabaco. Dos autores sem v\u00ednculo com a ind\u00fastria, 87% (65\/75) encontraram efeitos negativos na sa\u00fade; enquanto que apenas 6% (2\/31) dos autores com v\u00ednculos com a ind\u00fastria chegaram a conclus\u00f5es semelhantes.<br \/>\nAs revis\u00f5es dos efeitos do fumo passivo sobre a sa\u00fade e financiadas pela ind\u00fastria do tabaco, tiveram probabilidade quase 90 vezes maior de concluir que o fumo passivo n\u00e3o era prejudicial quando comparadas com as revis\u00f5es financiadas por outras fontes. Essa associa\u00e7\u00e3o foi observada mesmo quando se levou em considera\u00e7\u00e3o a qualidade metodol\u00f3gica dos artigos de revis\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Passos para preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns aspectos do vi\u00e9s de financiamento podem ser abordados preventivamente pelos pesquisadores, mantendo o controle sobre o projeto, a conduta, a an\u00e1lise e o relato do estudo, especialmente evitando contratos de pesquisa que incluam acordos de n\u00e3o divulga\u00e7\u00e3o ou que permitam ao patrocinador ter qualquer papel no projeto, concep\u00e7\u00e3o, realiza\u00e7\u00e3o ou publica\u00e7\u00e3o da pesquisa. Essas medidas s\u00e3o necess\u00e1rias, mas podem n\u00e3o ser suficientes para evitar o vi\u00e9s de financiamento, pois as quest\u00f5es abordadas pela pesquisa patrocinada tamb\u00e9m podem ajudar a moldar resultados positivos para o patrocinador, e o impacto de resultados negativos pode ter algum papel em futuras oportunidades de financiamento.<br \/>\nA medida preventiva mais eficaz \u00e9 provavelmente um firewall, no qual as empresas contribuem para um fundo geral de pesquisa, mas n\u00e3o patrocinam diretamente estudos espec\u00edficos. Os ECRs devem ser planejados para atender a fins cient\u00edficos e n\u00e3o de <em>marketing.<\/em> Os comparadores devem ser a melhor op\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel no mercado e devem incluir interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o farmacol\u00f3gicas, se relevantes. As doses dos medicamentos comparadores devem ser equivalentes ao medicamento testadados. Planos detalhados dos ECRs devem ser pr\u00e9-registrados, incluindo a especifica\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises secund\u00e1rias planejadas. Todos os dados do estudo devem estar dispon\u00edveis publicamente. Essas interven\u00e7\u00f5es, que est\u00e3o se tornando mais comuns para estudos sobre drogas, devem ser estendidas para incluir estudos com outros patrocinadores do setor.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"ult-spacer spacer-69ef6e57177b2\" data-id=\"69ef6e57177b2\" data-height=\"30\" data-height-mobile=\"30\" data-height-tab=\"30\" data-height-tab-portrait=\"\" data-height-mobile-landscape=\"\" style=\"clear:both;display:block;\"><\/div>[vc_separator]<div class=\"ult-spacer spacer-69ef6e57177dc\" data-id=\"69ef6e57177dc\" data-height=\"30\" data-height-mobile=\"30\" data-height-tab=\"30\" data-height-tab-portrait=\"\" data-height-mobile-landscape=\"\" style=\"clear:both;display:block;\"><\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row bg_type=&#8221;bg_color&#8221; bg_color_value=&#8221;#f7f7f7&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1572747847655{padding-top: 20px !important;padding-bottom: 20px !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text]<strong>Link para o original: <\/strong>https:\/\/catalogofbias.org\/biases\/industry-sponsorship-bias\/<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Deve ser citado como: <\/strong>Catalogue of Bias Collaboration, Holman B, Bero L, &amp; Mintzes B. Industry Sponsorship bias. Catalogue Of Bias 2019: https:\/\/catalogofbias.org\/biases\/industry-sponsorship-bias\/<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fontes<\/strong><\/p>\n<p>Bero L. <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/17550302\">Factors associated with findings of published trials of drug-drug comparisons: why some statins appear more efficacious than others. <\/a>PLoS Med. 2007 Jun;4(6):e184.<\/p>\n<p>Holman, B. (2017). <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007%2Fs11229-017-1642-2\">Philosophers on drugs.<\/a> Synthese. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s11229\u2010017\u20101642\u20102\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s11229\u2010017\u20101642\u20102<\/a><\/p>\n<p>Holman, B,\u00a0Elliott, KC.\u00a0The promise and perils of industry\u2010funded science.\u00a0<em>Philosophy Compass<\/em>.\u00a02018;\u00a013:e12544.\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/phc3.12544\">https:\/\/doi.org\/10.1111\/phc3.12544<\/a><\/p>\n<p>Lundh, A. <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/28207928\">Industry sponsorship and research outcome. <\/a>Cochrane Database Syst Rev. 2017 Feb 16;2:MR000033. doi: 10.1002\/14651858.MR000033.pub3. Review.<\/p>\n<p>Moore, T. (1995). <em>Deadly medicines: <\/em><em><a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Deadly-Medicine-Thousands-Patients-Americas\/dp\/0684804174\">Why tens of thousands of heart patients died in America\u2019s worst drug disaster<\/a><\/em>. New York, NY: Simon and Schuster.<\/p>\n<p>Turner EH.\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/18199864\">Selective publication of antidepressant trials and its influence on apparent efficacy.. <\/a>N Engl J Med. 2008 Jan 17;358(3):252-60. doi: 10.1056\/NEJMsa065779.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3><strong>PubMed feed<\/strong><\/h3>\n<p>Esta fonte pode ser recuperada a partir do PubMed:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=%27industry+sponsorship+bias%27\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=%27industry+sponsorship+bias%27<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row bg_type=&#8221;bg_color&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1572747881603{padding-top: 10px !important;padding-bottom: 10px !important;}&#8221; bg_color_value=&#8221;#f7f7f7&#8243;][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]Nome original do vi\u00e9s:\u00a0 Industry sponsorship bias[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]Tradu\u00e7\u00e3o: Rachel Riera &nbsp; [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] Uma tend\u00eancia de que os m\u00e9todos e resultados de um estudo apoiem os interesses da institui\u00e7\u00e3o financiadora. 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